PANTANAL, POR QUE VOCÊ É CONTRA?
O principal argumento dos adversários do Estado do Pantanal era a sigla PT. O próprio conselho da OAB, alhures, rejeitou seu apoio à mudança com base em parecer onde o relator arguiu o perigo de trocar-mos o Estado do MS pelo Estado do PT. Desfeito o deliberado equívoco, com a classificação de PN como sigla oficial do novo Estado, a oposição repete, entre outras a gasta desculpa de que o Pantanal não é um nome apropriado porque a planície alagada não tem nada a ver com Campo Grande, Paranaíba, Mundo Novo, Iguatemi, Dourados e Nova Andradina. Esquece que o rio Paraná também não banha Curitiba, Ponta Grossa e Londrina, nem por isso o Estado teve que escolher outro nome. Aponta-se ainda como justificação definitiva de impedimento o fato do Pantanal pertencer também a Mato Grosso e à Bolívia e ao Paraguai. Mesmo que o nosso Estado não detivesse cerca de dois terços do Pantanal nada obstaria a sua adoção. Com efeito, poderiamos citar inúmeros exemplos, mas fiquemos ainda com o rio Paraná, que além do Estado que lhe tomou o nome emprestado, banha São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Esta semana, o deputado Marquinhos Trad viajou na verborréia ao lamentar estímulos mercadológicos para alterar a nomenclatura oficial do Estado. Do ponto de vista ético e moral não seria nenhuma ilicitude, fazer uso proveitoso do nome do Estado, principalmente quando se tem um extraordinário grife como o Pantanal. Exemplo a ser seguido é o Brasil, que se chamou Terra de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, antes desta sua denominação definitiva, com motivação nitidamente comercial, já que a caesalpina echinata (planta que lhe deu o nome) foi o seu primeiro produto de exportação. O vereador Lídio de Campo Grande, perdido nas altercações nervosas de um discurso difuso, chegou a apelar para a dispensável agressão verbal, ao qualificar de desocupados aqueles que defendem a mundança do nome. Com a palavra, quem tiver o que falar.
sábado, 13 de junho de 2009
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