COMO VAI MATO GROSSO... “DO SUL” ?
Autor: MSnoticias
Data: 03/06/2004
O empresário e publicitário Roberto Duailibe, que nasceu em Campo Grande em 1934, na época em que, segundo ele, a 14 de Julho praticamente a única rua, defendeu no Palácio Popular da Cultura, a mudança do nome do Estado para "Pantanal", marca que, na sua avaliação, "já vale alguns bilhões de dólares", sozinho, sem ter substituído "Mato Grosso do Sul".
Pantanal, lembra ele, é pronunciável em qualquer língua, em qualquer lugar do mundo. Duailibe compara a força do nome "Pantanal" a marcas como Coca-Cola, Microsoft, Chevrollet, que também vale bilhões de dólares. "Está enraizado. Está no nível de conhecimento. No comércio, nas corporações. Nome é de grande valor", afirmou.
O nome "Mato Grosso do Sul" para a divisão, na opinião de Duailibe, foi muito importante. "Mas já causou muitos prejuízos. Está na hora de a população criar coragem para mudar o nome", defendeu. Observa que há marcas, rótulos que "não pegam", embora reconheça que nunca houve um esforço do Estado para divulgar o atual nome, providência que foi assumida mais pelo setor da carne. Lembra que sempre que Mato Grosso tem governador forte, como foi Dante de Oliveira, Mato Grosso do sul desaparece da mídia no cenário nacional.
Para ele, a população do Estado já está madura para aceitar a mudança do nome para Pantanal. Trata-se, segundo ele, de um "nome que está crescendo espontaneamente" e "está vindo como grande criação histórica da atual geração". Considera que com a mudança o Estado passaria a ter identificação clara. "Não seria Mato Grosso de baixo", disse, lembrando chegou-se, à época da divisão, a falar em São Paulo do Oeste, que também seria um desastre, na sua opinião.
Ecologia - Um dos pontos que Duailibe destaca ao defender a mudança do nome do Estado para "Pantanal" é o fato de haver aqui um importante santuário ecológico mundial. Argumenta o publicitário que hoje é dado um valor muito grande à temática ecológica.
Argumenta que hoje as duas grandes causas dos Estados Unidos são a reeducação do Islã, que é controversa, e o entendimento de que água doce é bem da humanidade, entendendo que não existiria soberania nacional sobre as águas. "Isso mexe conosco muito de perto, já que temos a Amazônia, Pantanal, o Rio São Francisco", apontou.
Trata-se, na opinião de Duilibe, de um problema planetário. "Nós temos a graça de ter muita água. E não tiramos proveito disso", afirmou. "E marca Pantanal, gravada na mente de milhões, propicia oportunidades. Vão lembrar da água, do pôr do sol, das estrelas, das pessoas. Tudo isso pode ser transformado num tema, em memória, e em Comunicação a capacidade de deixar na memória é fundamental", emendou, avaliando que só existe atributos positivos.
Duailibe disse que trouxe filmes de divulgação de vários países e de outros estados do Brasil, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, para mostrar a importância de dar efetividade à marca. "A coisa da marca não se dá espontaneamente", disse.
Indagado sobre o fato de pessoas que moram em regiões que não estão no Pantanal, como moradores de Três Lagoas, não se sentirem à vontade com o nome do Estado sendo "Pantanal", Duailibe disse que "essa questão da distância é falsa". "Quem mora nas proximidades do Monte Everest, tem orgulho de estar próximo. Nos Andes é a mesma coisa", comparou. "É mais questão de boa vontade", declarou.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
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