sexta-feira, 12 de junho de 2009

Até as pessoas mudam de nome

Segundo esse leitor, para tornar uma pessoa conhecida não precisa mudar o nome dessa mesma pessoa, bastaria divulgar seu nome.(

Este tem sido um dos argumentos dos adversários do Estado do Pantanal. No caso de Mato Grosso do Sul não adianta divulgar. A tendência é simplificar, reduzir. Os nomes longos, mesmo quando muito bonitos, tendem a perder um pedaço ou simplesmente serem trocados por apelidos, alguns até de mau gosto, mas de fácil assimilação. Cidades com denominações de mais de duas palavras terminam perdendo uma palavra. Ex: São José do Rio Preto (Rio Preto), Ribas do Rio Pardo (Ribas) São Sebastião do Rio de Janeiro (Rio), Dois Irmãos do Buriti (Dois Irmãos). Com os Estados, no Brasil apenas três são compostos de três palavras: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Destes, apenas Mato Grosso do Sul é prejudicado. O grande prejudicado pelo fato de ter um vizinho homônimo muito mais antigo. Os riograndenses (do Sul e do Norte) estão longe um do outro e não competem ente si, logo, não se melindram quando são chamados apenas de Rio Grande.
Em nosso caso só tem uma saída, mudar o nome, como fazem as pessoas quando lhes convem. O Luiz Inácio da Silva virou Lula, o José Orcírio Miranda mudou pra Zeca do PT, José Ribamar é José Sarney, Loester Nunes de Oliveira é simplesmente o Dr. Loester. Aliás, mudar ou alterar o nome é prática corrente entre políticos, artistas de televisão e intérpretes de músicas, notadamente as duplas sertanejas. Assim sendo, não há nenhuma consistênca a tese em discussão. O nome simples e forte, como Pantanal, dispensa inclusive especial divulgação. Já está suficientemente propagado.

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