Mudar o nome por uma questão de marketing?
Dá-se ou muda-se o nome de uma cidade ou de um Estado por conveniência histórica, cultural, geográfica ou econômica. No caso de Mato Grosso do Sul somam-se todos os fatores. Falaremos de todos oportunamente, mas neste instante abordaremos o item relacionado à economia, ou seja, o questionado marketing. Nosso Estado tem muito a ganhar com um nome que agregue valores econômicos que representem mais vagas no mercado de trabalho, com o incremento ao turismo rural, contemplativo e de pesca esportiva. Não existe nada que proíba do ponto de vista ético e moral que o nome do Estado embale também um produto consumível, em nosso caso, o Pantanal. Caso contrário teriamos que abominar o atual nome de nosso país que deixou de ser Terra de Santa Cruz e virou BRASIL por causa do comércio internacional da caesalpinia echinata, madeira produzida em abundância na mata Atlântica, utilizada para extração de tinta vermelha, muito apreciada na Europa.
Na época a mudança sofreu forte oposição da igreja católica que não admitia que a denominação excluisse o maior símbolo do cristianismo fosse trocado por um pedaço de madeira.
Sergio Cruz, fundador da Liga Pró-Estado do Pantanal (1999)
autor do livro "Pantanal, Estado das Águas" (1999) em defesa do Estado do Pantanal
sergiocruz@viamorena.com
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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