09/06/2009 09:00
População já debate a mudança do nome do Estado
Ítalo Milhomem
(midiamax.com)
A possibilidade da mudança do nome do Estado, de Mato Grosso do Sul para Pantanal, começa a ganhar as ruas de Campo Grande. A discussão voltou à tona depois que a cidade perdeu a disputa com Cuiabá para ser subsede da Copa de 2014. Desta vez o debate renasceu na Assembleia Legislativa; os deputados têm até dia 16 para fechar posição a respeito.
A ideia é levar a decisão para um plebiscito em que população se manifeste sobre o assunto. A reportagem do Midiamax foi às ruas sondar como o assunto está repercutindo. Ao que parece o tema ainda não chegou com força e quem defende um amplo debate para esclarecer as vantagens da medida por estar com a razão. Das sete opiniões divulgadas, apenas duas apresentaram argumentos consolidados para trocar o nome do Estado.
O aposentado Aldo Viegas Santos, de 68 anos, acha que seria excelente a troca do nome do Estado para Pantanal. “Eu acho que o nome de Pantanal deveria ter nascido já na divisão do Mato Grosso para não confundir os estados. Pantanal é um nome de expressividade tanto nacionalmente como internacionalmente. Eu estaria disposto a encampar essa proposta”, afirma Santos.
Outra pessoa que compartilha da posição do aposentado é o profissional liberal Marcelo Loureiro de Freitas de 42 anos. Segundo ele, as iniciativas que forem benéficas para o Estado à população não poderia ser contrária. “Sou favorável, embora eu continue sendo matogrossense, porque eu nasci antes da divisão. Nós temos que ser favoráveis a tudo que for bom para o Estado, sem atitudes bairristas”, completa Freitas.
Indiferente
O comerciante Magno Costa da Silva de 35 anos não vê ligação entre o nome atual e a derrota para Cuiabá na disputa pela subsede do Pantanal. “As pessoas comentam que poderia ter ajudado na campanha de Campo Grande para ser sede de 2014, mas não mudaria nada, foi falta de mobilização da classe política do Estado”.
A analista de sistemas Ida Cunha, 40, que mora a dois anos em Campo Grande, acredita que pode aumentar a confusão se houver a troca. “Eu acho que já se criou uma identidade com este nome”, diz ela.
É a mesma opinião do comerciante,Jair Ferreira Martins, 70. “Já foram 30 anos e ainda não temos um identidade cultural, se mudar o nome, serão mais 30 anos para a gente tentar ter um identidade. Se trocar o nome, o governo terá que fazer uma campanha para divulgar o novo nome. É melhor pegar esse recurso e investir no nome que já existe”, opina comerciante.
Sem empolgação campograndenses ainda divergem sobre mudança do nome do Estado
Para o comerciante Paulo Marques, 39, não deve haver reflexo imediato no aumento de turistas com a troca de nome. “Eu acredito que nada vai mudar porque todo mundo sabe que o Pantanal é aqui. Não vai fazer diferença, na minha opinião, não deve mudar.”
A estudante de Ciências Contábeis, Samira Mamed de Oliveira, 31, concorda com Marques. “Sempre foi assim, mesmo com a confusão dos nomes entre os dois Estados, a mudança seria indiferente”, argumenta a estudante.
terça-feira, 9 de junho de 2009
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