quinta-feira, 4 de junho de 2009

04/06/2009 13:13 (midiamax.com)

Folha de S.Paulo destaca debate sobre nome do Estado

Folha Online

A decepção provocada pela derrota de Campo Grande na disputa pela "sede pantaneira" da Copa do Mundo de 2014 --que ficou com Cuiabá (MT)-- fez ressuscitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um antigo movimento que defende um novo nome para o Estado: Pantanal.

A ideia foi apresentada ontem em plenário a partir de um requerimento do deputado Antônio Carlos Arroyo (PR), que conseguiu recolher assinaturas de 15 congressistas em apoio "ao aprofundamento do debate". "O nome atual nos causa muitos transtornos e não ajuda a divulgar nossas belezas naturais", diz Arroyo.

Definido em 1977 --com a divisão de Mato Grosso e a criação do novo Estado--, o nome atual teria sido escolhido "nos gabinetes de Brasília", diz o deputado. "É comum sermos chamados de Mato Grosso por visitantes, veículos de imprensa e até ministros", reclama.

Dois terços do Pantanal ficam em Mato Grosso do Sul. Para o deputado Amarildo Cruz (PT), a mudança tem de ocorrer "antes de 2014". "Do contrário, Cuiabá passará a ser conhecida como a capital do Pantanal, em um Estado que tem a menor parte dele", diz.

A mais recente tentativa de mudar o nome do Estado para Pantanal ocorreu por iniciativa do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT (1999-2006). À ocasião, segundo Cruz, a discussão foi "desqualificada" pela oposição.

"Diziam que o governador estava interessado é na nova sigla: PT. E o fato é que, se tivesse havido a mudança, certamente Campo Grande teria tido melhor sorte na disputa. A Fifa não teria como explicar ao mundo que a sede pantaneira ficaria fora do Estado do Pantanal", afirma Cruz.

Os deputados voltarão a tratar do tema na próxima terça-feira. A maioria defende a realização de um plebiscito.

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