Polêmica sobre nome de MS divide políticos de Dourados
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009
Henrique de Matos
(diarioms.com.br)
A retomada das discussões sobre a proposta de mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal ou para outro nome, tem gerado discussões entre a classe política do Estado.
A ideia, amplamente discutido durante os dois mandatos do ex-governador Zeca do PT, voltou à tona nesta semana após a Assembleia Legislativa defender a realização de um plebiscito para avaliar a mudança do nome.
Para os deputados, o ‘estopim’ foi a decisão da Fifa em escolher Cuiabá (MT) e não Campo Grande como a sede da região do Pantanal para receber os jogos da Copa de 2014.
A proposta também divide a opinião das principais lideranças políticas da região da Grande Dourados.
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), se posicionou de forma contrária à mudança no nome do Estado de MS para Pantanal. Segundo ele, a mudança não traria benefícios práticos para o Estado, como instalação de indústrias, geração de emprego e aumento na arrecadação.
“Todo mundo já conhece como Mato Grosso do Sul. Acho uma besteira essa questão de troca de nome. Só vou rever minha opinião se houver garantias de que a mudança para Estado do Pantanal vai garantir mais recursos federais e empregos para o Estado”, disse ao Diário MS, ontem à tarde.
Já o vice-governador Murilo Zaiuth (DEM) se coloca de forma favorável à mudança, caso a alteração tenha a aprovação popular em um possível plebiscito “Sou a favor da realização do plebiscito para ouvir a população. Se os habitantes do Estado forem a favor da mudança, não há motivo para a classe política se colocar de forma contrária. No entanto, acho difícil essa proposta passar em uma consulta popular, já que 80% da população de MS vive na região de planalto e tem pouca identificação com o Pantanal”, disse.
O presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Sidlei Alves (DEM), também se declara a favor da mudança do nome de MS para Estado do Pantanal. Para o vereador, além de reforçar a identidade pantaneira da população do Estado, a alteração poderia estimular o setor turístico de MS, desenvolvendo a economia de vários municípios do Estado. “Poderia ser uma boa para o nosso Estado. Os turistas identificariam MS como o Estado do Pantanal. Isso traria um número bem maior de visitantes’, afirmou à reportagem.
Já o deputado estadual José Teixeira (DEM) também é contrário à mudança do nome de MS. Segundo ele, a alteração geraria transtornos e gastos a toda a população.
“Não vejo necessidade de mudar o nome. Isso geraria gastos exorbitantes à população, que teria que alterar toda a documentação de carros, imóveis para se enquadrar a legislação. Não acredito que a questão do nome tenha influenciado na escolha de Cuiabá como a sede da Copa. O Estado tem outras prioridades e não deve gastar dinheiro com isso”, afirmou.
A Senadora Marisa Serrano (PMDB) afirmou que a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul para Pantanal não vai alterar a vida da população. “O que muda a vida da população é mais investimento, mais escolas, mais empresas, mais produção. Isso é que vai interferir para melhorar ou piorar o dia a dia da comunidade, não será a simples mudança de nome”, afirmou.
Marisa acha que pode ser “boa” a troca de nome, mas sugere que a decisão seja tomada após consulta à população por meio de plebiscito. “Pode ser interessante para que o Brasil não confunda mais o Mato Grosso com o Mato Grosso do Sul, mas acho que a população tem que ser consultada”.
Marisa também discorda da opinião dos deputados estaduais que afirmam que Campo Grande perdeu a disputa com Cuiabá pela subsede da Copa do Mundo de 2014 por causa do nome do Estado. “Foi uma série de outros fatores levados em consideração para a decisão da FIFA. Não acho que um nome influenciaria na escolha”.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
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