sábado, 18 de julho de 2009

Cuiabá quer a marca PANTANAL. Nós vamos dar de mão-beijada? O artigo abaixo foi publicado antes de se conhecer oficialmente as sub-sedes da Copa de 2014.

COPA 2014
A Copa do Pantanal é de Mato Grosso
BLAIRO MAGGI
Governador do Estado de Mato Grosso
(http://www.seder.mt.gov.br/html/ind_modelo.php?CX=noticia_miolo&codigoNoticia=2042&f_assunto=0&f_data=0)

Neste domingo às 14h30m a Fifa vai anunciar oficialmente as sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Tudo indica favoravelmente que Cuiabá será anunciada como uma das sedes. Nesse caso, a escolha não terá sido por acaso. Terá sido fruto de um longo trabalho iniciado ainda em 2006. Se, eventualmente, a escolha não for decidida em favor de Cuiabá, não nos sentiremos culpados, porque lutamos e fizemos todo o dever de casa que podíamos ter feito. Como Deus ajuda a quem madruga, a nossa fé é que Cuiabá será escolhida.

Gostaria de lembrar que em 2006 recebemos o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para inspecionar o estádio Verdão, em Cuiabá. Em seguida, entregamos à CBF a nossa proposta e projetos de obras em estádios, em infraestrutura geral e turística para disputarmos a escolha de Cuiabá como sede. Em 2007 defendemos no Rio de Janeiro a candidatura de Cuiabá junto ao Comitê Executivo da Fifa e reafirmamos a nossa disposição em readequar e remodelar o estádio Verdão, nos propondo a reconstruí-lo. Por fim, em outubro de 2007, estivemos em Zurique, na Suíça, quando a Fifa oficializou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Pessoalmente, defendi na presença do presidente Lula, que o Pantanal Mato-grossense tivesse uma das 12 sedes da Copa de 2014. Embora o Pantanal seja comum a Mato Grosso e a Mato Grosso do Sul, obviamente, minha defesa era inteiramente direcionada para Cuiabá.

Fora essas ações junto à CBF e à Fifa, tomamos uma série de outras medidas importantes que impressionaram muito bem a direção da CBF e da Fifa. Por exemplo, imediatamente contratamos uma empresa especializada em grandes eventos de futebol para começar a planejar tudo o que pudesse ser necessário para o caso de Cuiabá ser a cidade do Pantanal escolhida. Preparamos 26 projetos de infra-estrutura que vão da remodelação do estádio Verdão, até projetos de infra-estrutura de tráfego, hospitalares, de preparação de recursos humanos, de visão completa sobre o turismo, e uma série imensa de outras ações que já foram ou que serão divulgadas a partir de segunda-feira próxima. Nesse intervalo, mantivemos entendimentos muito próximos com as nossas bancadas parlamentares estadual e federal, no sentido de mobilizar articulação e comprometimento com projetos e com alocação de recursos financeiros necessários às obras. Criamos um fundo que já acumula recursos disponíveis para as primeiras atitudes.

Mato Grosso se preparou com cuidado, com organização, com planejamento e sem agressividade pensando em todo o potencial econômico, turístico, ambiental e, especialmente, o capital humano de Cuiabá e de todos os habitantes do Estado.

Tenho a absoluta convicção de que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para convencer a CBF primeiro, e depois a Fifa, de que Cuiabá deve ser a sede da Copa do Pantanal. Embora a sede seja em Cuiabá, a Copa é de Mato Grosso, porque a escolha terá sido baseada em todos os potenciais de nosso Estado.

Daqui para a frente, depois de segunda-feira, começaremos um intenso ritmo de ações para ganharmos tempo e transformarmos Cuiabá numa das mais festivas e eficientes sedes da Copa do Mundo de 2014 na capital e nas cidades do seu entorno. Teremos como ganho ao final da Copa, uma série de equipamentos sociais como um grande complexo esportivo e de eventos no lugar do atual Verdão, capaz de atrair investimentos esportivos e de negócios futuros de todo o país e do mundo. Teremos uma grande reordenação viária e urbanística de Cuiabá, de Várzea Grande e dos municípios vizinhos. Teremos, também, conquistado definitivamente o título de Estado do Pantanal. Aliás, o Pantanal é a terceira marca turística mais lembrada no mundo. Isso representa a possibilidade infinita de eventos futuros debaixo da marca Pantanal. Teremos, seguramente, um aeroporto completamente readequado e modernizado, através da Infraero, e o governo federal deverá anunciar o PAC do Copa do Mundo, que contemplará as sedes dos jogos com programas de investimentos capazes de mudar. Da parte do Governo de Mato Grosso faremos todo o possível para que o Brasil e o mundo não se decepcionem conosco.

Seguramente, o turismo será um dos mais beneficiados durante e depois da Copa, com melhor infra-estrutura hoteleira, de acessos rodoviários, de novos pontos atrativos de turistas e com uma oferta de recursos humanos bem preparados para o turismo que, de outro modo, levaria muito tempo para ser alcançada.

Amanhã, será o Dia D. Escolhidos, todos devemos ir para as ruas festejar a nossa vitória. Certamente, o futuro de Cuiabá e de Mato Grosso serão profundamente transformados positivamente para o futuro. Vamos festejar, rir, cantar, comemorar e nos preparar para a festa da Copa. Aliás, a alma mato-grossense sempre foi festeira. Agora, mais do que nunca, com um motivo como esse que acontece no máximo uma vez em cada século!



* BLAIRO MAGGI é governador de Mato Grosso

terça-feira, 14 de julho de 2009

Farias disse...



Caro amigo ñ adianta mudar o nome do Estado, qdo oq deve ser mudado é consciência das pessoas...pois já é sabído q é uma velha batalha, o individualismoo do povo sul-matogrossense, as vastas tentativas de se fazer ser enxergado,e do outro lado o descaso de nossos governantes emñ nos querer enxergar......

Pantanal, em resposta ao comentário

Meu caro Farias, muito obrigado por participar deste debate. Em verdade o que se quer não é mudar o nome e sim ter um nome, pois o que temos é emprestado de Cuiabá. A batalha é realmente muito grande, mas gostamos dos desafios. Foi assim na divisão do Estado e não será diferente com o Estado do Pantanal. Os governantes não são culpados porque nos chamam de Mato Grosso. O problema é que não há nome (de estado, cidade ou gente) com mais de três palavras, que não seja abreviado. Rio Grande do Sul é Rio Grande e Mato Grosso do Sul será sempre chamado de Mato Grosso. Se você não se importa de ser matogrossense e não se estressa quando alguém se dirige a Mato Grosso do Sul apenas por Mato Grosso, então não há porque torcer pelo Estado do Pantanal. Agora, se como eu, você se preocupa com este lance de identificação, então está na hora de fazer parte deste movimento. Ou aceitamos o Mato Grosso numa boa ou adotamos o Estado do Pantanal, para nunca mais sermos confundidos com o Estado vizinho.

domingo, 12 de julho de 2009

Senadora admite dificuldade em emplacar Mato Grosso do Sul

Trecho de discurso da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) em defesa da Copa em Campo Grande. Fevereiro de 2009 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Quarta-feira 18 02015
(http://www.senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2009/02/17022009/02015.pdf)

O Paraguai é muito importante para nós
na luta que estamos para fazer a fim de que o nosso
Estado tome uma outra dimensão. E dizer então ao
povo brasileiro por que estamos lutando tanto pela
Copa. Só por isso? Não; mais do que isso. Chegou o
momento, depois da divisão do Estado de Mato Grosso,
criando o Mato Grosso do Sul, que nós sentimos
que não tínhamos tanta identidade, a dificuldade de
nos firmarmos como Estado, com uma identidade que
não era aquela que nós queríamos, o povo brasileiro
não vendo ainda Mato Grosso do Sul, tendo mesmo
dificuldade de dizer até o nome. Qualquer um nos
chamava de Mato Grosso. As pessoas têm dificuldade
em lembrar que existe um Estado chamado Mato
Grosso do Sul, e as pessoas falam Mato Grosso. Hoje
mesmo, nesta tribuna, um Senador falou Mato Grosso
e nós corrigimos: Mato Grosso do Sul.
Até, Senador Mão Santa, pensou-se em trocar
o nome do Estado; substituir o nosso Mato Grosso do
Sul pelo Estado do Pantanal, pela dificuldade das pessoas
em lembrar qual era o nosso nome.
Por isto nós
queremos também a Copa: para garantir que o nome
do nosso Estado seja um nome falado não só em Mato
Grosso do Sul mas no Brasil e no mundo.

(o grifo é nosso)
Leitor se indigna com a escolha de Cuiabá e defende troca de nome do Estado
in Copa 2014 on Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
(http://www.megadebate.com.br/2009/06/leitor-se-indigna-com-escolha-de-cuiaba.html)






A mudança de nome é um sonho antigo dos sul-matogrossenses. Ninguém gosta do nome atrelado ao antigo Mato Grosso, por conta de desavenças históricas.

A primeira tentativa de separação ocorreu na década de 1930, quando o sul se separou do antigo Mato Grosso e passou a se chamar de Estado de Maracaju (nome de uma serra que cruza todo o cenro do estado, de norte a sul, e divide as bacias do Pantanal e do rio Paraná). A divisão acabou com o fim da revolução de 1932.

Depois disso, veio a divisão ofical do final de decada de 1970, com o infeliz nome de Mato Grosso do Sul (não existe um Mato Grosso do Norte).

Assim, a mudança que se avizinha será a terceira, definitiva e completa emancipação da porção sul do antigo estado.

Qual a importância desta mundaça agora, no rastro de escolha de Cuiabá como sede da Copa no Pantanal?

O prejuízo que mais conta não é a perda dos investimentos em infra-estrura e os 4 jogos da Copa, que irão para Cuiabá. O Prejuízo gigantesco virá dos 5 longos anos martelando mundo afora, e também no Brasil, os nomes de Cuiabá e de Mato Grosso associados à palavra Pantanal. O resultado será uma efetiva fixação de Cuiabá como o destino natural para quem queira visitar o Pantanal. Isso configura um prejuízo gigantesco para o turismo no Mato Grosso do Sul, e também uma apropriação indevida do nome Pantanal pela FIFA, pela CBF e por Cuiabá, especialmente quando se leva em consideração que 65% do Pantanal está no Mato Grosso do Sul. É injusto, até porque a FIFA e a CBF são entidades privadas! E elas visam auferir lucros astronômicos com a Copa, obviamente. Assim, o estado do Mato Grosso do Sul é absurdamente prejudicado neste contexto.

A única forma de se balancear este problema é mudando o nome do estado do Mato Grosso do Sul, para Estado do Pantanal.

Fala-se também em ações judiciais para coibir o uso do nome Pantanal pelas entidades promotoras da Copa, ou ressarcimento ao MS na mesma proporção da área que corresponde ao Pantanal em seu território.

A coisa fica ainda mais complicada quando se leva em conta que a FIFA e CBF exigem de forma acintosa investimentos dos governos (leia-se dinheiro público) nas cidades sede da Copa. Quem são estas pessoas que mandam e desmandam aqui nesta terra? quais poderem têm para influenciar destinos de cidades, estados e populações, ao bel prazer dos ventos para eles favoráveis?

O prejuízo para o MS é ainda maior, neste caso. POrtanto é legítima a mudança de nome, na mesma medida em que é ilegítima a escolha de Cuiabá para representar a região na Copa.

Campo Grande é muito melhor preparada para este tipo de evento. É moderna, ampla, limpa, sem favelas, com planejamento eficiente e planos sendo neste momento implantados que a transformarão mais ainda em uma cidade de alta qualidade de vida. Portanto,a escolha de Cuiabá foi feita em outras bases que não os tão falados "critérios técnicos da FIFA".

Em Campo Grande, as 200 mil pessoas que foram às ruas recepcionar o avaliadores da FIFA, recebidos como se fossem reis, sentem-se usadas e enganadas. De boa fé, foram às ruas sem saber que a decisão já havia sido tomada há muito tempo. Isso é hoje óbvio! Denuncias pipocaram sobre a influencia do Ministro Gilmar Mendes junto à FIFA, a ação de deputados de MS na CPI da Bola (os do MT foram majoritariamente contra investigações que envolvem a CBF), e muitas outras coisas suspeitas.

Portanto, VIVA O ESTADO DO PANATANAL!!!!

Esta foi a coisa mais importante conseguida pela FIFA com suas decisões distorcidas, e muita coisa ainda vai acontecer, porque não somos um povo submisso, atrasado ou sem sentimento de orgulho e autoconfiança. Caso contrário, ainda estaríamos sendo espoliados por Cuiabá, fazendo parte do antigo Mato Grosso.



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Ocelote Said é leitor do site Mega Debate
01/11/2003 20h36min

Mato Grosso do Sul, Sul de onde?
(www.radialistasms.org.br/ver_art.php?id=6)

Lizoel Costa

Nasci numa capital onde as ruas correm largas e sossegadas. Sou de uma cidade que nem sempre ostentou esse título nobre, esse porto de referência de um estado. Sou de Campo Grande, pólis nascida ao sul de um dividido estado, território de muitas culturas e guerras, o Mato Grosso uno que forjou homens nobres e bandidos, que engoliu através de guerras injustas, um bom pedaço do território paraguaio. Enfim, sou sul-mato-grossense que já ostentou em outros tempos, nos documentos de cidadão um MT que ficou para trás na divisão do estado em 11 de outubro de 1977. No entanto, continuo me sentindo um cidadão sem identidade cultural. Solenemente o país inteiro continua a ignorar a existência no cenário geopolítico brasileiro de dois "Mato-Grossos".

Já perdi a conta de quantas vezes li e ouvi trocarem o nome do meu estado querido. Enfio meu cérebro numa competentissima paciência, desembainho maliciosamente mais uma mentira diplomática e aguardo a lucidez companheira me salvar de me tornar um cidadão antipático, mas é difícil! E essa história, para nós, já deu frutos perversos. Quantos cidadãos incautos são mandados pelas companhias aéreas, para Cuiabá por conta da ignorância brasileira em relação ao nome do estado? 64 % do Pantanal fica em Mato Grosso do Sul, e os pacotes de viagens internacionais embarcam turistas em peso para Cuiabá.

Evito cair no ranço regionalista de criticar por essa situação ímpar, nossos irmãos cuiabanos (até porque sou neto de um), pois o problema não é deles. Quando um autoritário regime militar dividiu o estado sem consultar todos os interessados (como é de praxe nas ditaduras), os cuiabanos foram mais espertos e ficaram com o antigo nome.

Pois eu digo que sou de um estado que quase não existe no imaginário brasileiro: Mato Grosso do Sul... Sul de onde? Para existir um Sul tem que haver um Norte obviamente. Esse mesmo Norte que deveria ficar registrado no nome do estado irmão e por contingências, conchavos e autoritarismos foi suprimido na calada dos gabinetes de Brasília, nos estertores dos anos de chumbo.

Desde 1999, por conta da chegada do PT ao governo, através da vitória de José Orcírio Miranda, o assunto da mudança do nome do estado ganhou uma certa discussão em várias esferas sociais. Muitos compraram a idéia de se mudar o nome para Estado do Pantanal. Criou-se por aqui, uma Liga Pró-Estado do Pantanal, formado por artistas, empresários, jornalistas e até com a aquiescência do grande poeta Manoel de Barros, nascido em Cuiabá, mas Sul-mato-grossense de criação.

Uns tantos torceram o nariz para a mudança do nome, talvez eivados pelo preconceito de serem chamados de “Pantaneiros”. Outros, apesar de históricos apoiadores da divisão, não concordaram com a brigada da mudança: Não queriam deixar de ser “mato-grossenses”. Um amigo, o médico e jornalista campo-grandense José Palhano, definiu bem essa última situação: “Quando se brigou pela divisão, nós do Sul do Mato Grosso já deveríamos estar preparados para romper com tudo. Mudanças tem que ser radicais, ou então anula-se o papel da divisão e voltamos à situação antiga”.

Pois é... Complementando a idéia do primeiro parágrafo, digo que nasci num estado à procura de identidade, assim como os seis personagens de Pirandello procuram por um autor. Noites e dias pelas ruas e estradas do estado, vivemos a mocidade, maturidade e a grande experiência da velhice, procurando não fazer parte de canções esquecidas, brigando contra os parasitas da saudade, tecendo o nosso tempo e procurando não cair na vala comum das bolas em escanteio.

Somos sul-mato-grossenses, somos brasileiros e orgulhosos de nossa origem como qualquer outro compatriota. Não somos uma metáfora escancarada de uma divisão, que, apesar de necessária, feita na meia-luz dos gabinetes do círculo de amigos de El-Rei. Somos um estado exuberante, onde a flora e a fauna estão entre as mais ricas do planeta. Temos tudo a oferecer aos irmãos brasileiros e estrangeiros. Só queremos ter um nome próprio, e deixar de ser eternos confundidos.

Lizoel Costa – Jornalista, músico ex-integrante da banda paulistana Língua de Trapo e sul-mato-grossense convicto.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

MS 30 Anos: do orgulho ao nada

O jornalista Sergio Cruz, membro da Liga do Estado do Pantanal responde a artigo publicado na edição de hoje do Correio do Estado, como título acima assinado pela a professora Marisa Bittar, de São Carlos, Estado de São Paulo.

MARISA BITTAR - É no mínimo lamentável que ao completar as suas três primeiras décadas de história, Mato Grosso do Sul seja brindado com a extravagante controvérsia sobre o seu nome. Pobre Estado, que apesar do seu potencial, não consegue se projetar para o futuro porque, mais uma vez, as suas elites mostram despreparo para exercer a função de dirigentes, tarefa que exige autoridade moral e intelectual.

SERGIO CRUZ - Se existe controvérsia, por mais extravagante que possa ser à articulista, é porque existe uma significativa parcela da sociedade que não aceita o Mato Grosso e quer ter um nome próprio para seu Estado. Quanto à falta de projeção, esta não deve ser atribuída somente à elite dirigente. Aliás, o dirigente é o reflexo de seus dirigidos. Mato Grosso do Sul é vítima de um conservadorismo retrógrado e conformista, que estamos tentando superar. São Paulo sempre nos submeteu política e economicamente. Nós nunca reagimos à altura. Quem podia reagir colocou-se em posição de humilhante subserviência. Exemplo: estão em Mato Grosso do Sul as maiores hidrelétricas do Sudeste brasileiro e a energia de Mato Grosso do Sul é a mais cara do Brasil. Na divisão de Mato Grosso, os recursos que viriam para o Estado nascente foram desviados para o remanescente. O próprio topônimo nos foi imposto. Estes dirigentes sempre aceitaram as fórmulas e soluções das elites, das quais não se pode reclamar autoridade moral e intelectual. Faltou-lhes a ousadia para os grandes desafios. Mas isto está mudando.

MARISA BITTAR - Desde 2007, quando se completaram três décadas da divisão de Mato Grosso e, agora, em 2009, quando deveríamos estar refletindo sobre os trinta anos de Mato Grosso do Sul, é surpreendente que nenhum dos nossos poderes constituídos, seja o Executivo, Legislativo ou Judiciário, tenha proposto à sociedade reflexão sobre o que fomos nesse período e o que queremos ser no futuro e que tenham, por omissão, deixado de exercer a função de dirigir, isto é, de projetar iniciativas que objetivem o desenvolvimento econômico, social, político e cultural para todos. Esse vazio, por si só revelador, encontra agora um par perfeito: a volta da falsa polêmica sobre o nome de Mato Grosso do Sul.

SERGIO CRUZ - Não vivemos nenhum vazio, nenhum caos. Vivemos uma vida política intensa e, graças a nossa capacidade de reflexão produtiva, estamos superando todos os entraves ao nosso desenvolvimento, rompendo, principalmente, as barreiras aparentemente intransponíveis do derrotismo daqueles que, de longe ou de perto, torcem para dar certo suas previsões infelizes. A polêmica sobre o Estado do Pantanal não é falsa. É tão legítima quanto a campanha divisionista.


MARISA BITTAR - Dessa vez a “inquietante” questão ressurge por conta da Fifa, que, supostamente, por confundir Mato Grosso do Sul com Mato Grosso e por desconhecer que “o Pantanal é aqui”, escolheu Cuiabá como uma das subsedes da Copa de 2014. Divulgada decisão, os defensores do turismo, da visão pragmática e utilitária da vida, para os quais a complexa vida econômica, social, histórica e cultural do Estado está reduzida a uma projeção de marketing, logo encontraram o culpado pela desgraça. E quem poderia sê-lo senão o nosso próprio nome¿

SERGIO CRUZ - A causa do Estado do Pantanal transcende a episódio da Copa do Mundo. Há mais de dez anos estamos defendendo a idéia que não está reduzida à projeção de marketing. A discussão é ampla e abrangente, com alcance econômico, social, histórico, geográfico e cultural. A partir das razões econômicas apontadas, não se exclui esta questão do marketing. Afinal, uma mudança deste tamanho tem que considerar todos os aspectos da atividade humana. A mudança de Terra de Santa Cruz para Brasil não teria sido uma imposição mercadológica¿

MARISA BITTAR - No entanto, nenhum dos que se converteram em magistrados para julgar a identidade de Mato Grosso do Sul como um “apêndice” de Mato Grosso se deu ao prosaico trabalho de verificar o mapa da federação brasileira, pois, se o tivessem feito, constatariam a evidência de que a decisão da Fifa decorreu em um imperativo geográfico: caso fosse escolhida Campo Grande, os jogos estariam concentrados na região centro-sul do País. Sediados em Cuiabá, melhor representarão, geograficamente, a Federação. Mas isso os defensores da “mudança” não podem admitir porque desde o início deram à propaganda o tom lamentável de disputa antiga e litigiosa que caracterizou a divisão de Mato Grosso. Ficou patente e foi explicitado pelos dirigentes do futebol brasileiro que o tom dado à campanha publicitária era totalmente impróprio e descabido. Entretanto, a seqüência de desatinos não parou aí, pois após o insucesso, o marketing frustrado resolveu aliar a sua mal pensada estratégia a um vilão, que, naturalmente, tinha de ser o indefeso nome de Mato Grosso do Sul. De quem mais poderia ser, afinal¿

SERGIO CRUZ - A conclusão da professora para a escolha de Cuiabá para subsede da Copa de 2014, não resiste à mínima confrontação do mapa do evento no Brasil. Pela lógica de sua estapafúrdia geografia, Natal (no Nordeste) não teria a menor chance de ser incluída, e Goiânia não teria como ficar fora. O termo “indefeso” utilizado para indicar o nome atual do Estado, não tem nada a ver. O Mato Grosso do Sul é um nome forte e aparentemente imutável, sem contar com o vigor da eterna vigilância de conservadores renitentes o obtusos, que querem transformá-lo em dogma. A idéia da mudança é o de completar o processo emancipacionista, com uma denominação apropriada, do ponto de vista histórico e geográfico, e que evite a confusão provocada pela semelhança com o outro Mato Grosso.

MARISA BITTAR - E assim, depois de trinta anos, na ausência de projetos políticos que justifiquem a existência de Mato Grosso do Sul ou que pelo menos deem um significado justo à divisão de 1977, encontramos finalmente, uma forma de comemorar o seu aniversário, engajemo-nos todos na importante missão de lhe dar um novo nome! Deixemos de nos preocupar com a crescente tensão fundiária, com o nível de educação pública, com a forma pela qual o poder e a política são exercidos no Estado, com questões enfim que dizem respeito à sua infraestrutura e às políticas públicas. Por que nos preocupar com assuntos tão espinhosos se existe um que pode resolver todos eles de uma só vez¿ Por que empregar nosso tempo em demoradas ações de longo alcance se temos a sorte de contar com setores do marketing, da mídia e das elites políticas, que estão nos mostrando o verdadeiro caminho, a mágica capaz de solucionar todos os problemas e redimir Mato Grosso do Sul da insignificância de ser um “apêndice” e, elevá-lo, finalmente, ao patamar da grandeza que serviu de bandeira para a sua criação¿

SERGIO CRUZ - Mato Grosso do Sul é um Estado plenamente justificável. Somente quem o vê de longe não consegue enxergar seu significado, despreza os avanços, sobretudo na distensão fundiária, na formulação de políticas de incremento à educação pública e à infraestrutura urbana e de transportes. Nosso Estado não é o melhor do Brasil, mas não está entre os piores. O nome é apenas um detalhe importante. Em nenhum momento o Estado do Pantanal foi apresentado como panacéia. No máximo, um topônimo histórica e geograficamente compatível. No mínimo, um nome inconfundível. Tudo isso.

MARISA BITTAR - Ao chegarmos aos trinta anos pelo menos não poderemos dizer que as elites políticas sul-mato-grossenses não mudaram. Superada a fase daquela que defendeu o regime militar e criou a falácia do “estado modelo”, do suposto exemplo que Mato Grosso do Sul seria ao se apartar do norte, chegamos à era do nada, do vazio de direção, da constatação de que vamos à deriva, e de que, por isso, ficamos à mercê de fatos episódicos. É frustrante reconhecer que, depois de trinta anos, a capacidade de semear ilusões, de subverter a ordem de importância das coisas, de colocar no centro o que é periférico, substituindo os grandes temas que deveriam compor a agenda política do Estado é o sinal da incompetência para compreender as razões que permearam a criação de Mato Grosso do Sul e enfrentar o desafio de um projeto para o seu futuro.

SERGIO CRUZ - Desconhecemos o Estado a que se refere a autora. A falácia do “estado modelo” não teve origem local e, mesmo diante dos percalços de trinta anos de crises políticas e econômicas, Mato Grosso do Sul atingiu índice satisfatório de desenvolvimento. Aqui os grandes temas fazem parte de nossa agenda política e a solução de nossos problemas mais cruciais dependem muito mais de recurso financeiro que de projetos. O Estado do Pantanal não é uma questão periférica, nem a sua discussão subverte a importância das coisas. Se fosse um fato episódico, certamente não estaria tomando o precioso tempo da nobilíssima articulista.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Guavirá Potí II



Quando entrar novembro
Encilharei meu pantaneiro tobiano
E junto com minha amada
Iremos faceiros catar guaviras.
Sentir os sabores perdidos da infância
Quando levantávamos antes do sol
Com matula de charque pilado já pronta
Cambuchís, corotes com água fria
Latas de querosene, cestos, baldes , bacias.
A gurizada, os primos, vizinhos, amigos
Em uma enorme e colorida romaria
Saindo dos bairros, vilas, da periferia
Deixando quase vazias as cidades
Ricos, pobres, índios, brancos, soldados
Gente de todo naipe e idade
Rumo as invernadas,
Por boiadeiras estradas...
A pé, á cavalo, de charrete, camionete
Carro de boi, caminhão , lombo de burro, bicicleta
Vai marchando a procissão humana, sem igual
Espalhando-se pelos campos, potreiros,
Em busca de um guaviral...

Da planta parideira de mel,
Prima famosa do araçá,
Da jaboticaba, pitanga, goiaba
Com suas moitas repletas de frutas
Verde-amarelo-azuladas
Doçura em infrutescência encapsulada.
Prenhada pelas mamangavas
Por cuícas e guaíquicas semeada
Alimento de veado, lobo, raposa, boreví
Gado alçado, cabrito, mão pelada, nhandú
Periquito, morcego, angujá, rato do mato, tatu ...
E atrás deles a jibóia , a jararaca e mboí chini.

Fruta sagrado dos guarani , mbayá e kaiowá
Que buscam em seus arbustos, suas folhagens
O casulo da borboleta branca, “panambí”
Para enfeitar seu instrumento de reza,o maracá .
Planta criada pelos filhos de Riú Riapú Guaçu
O Grande Pai Celestial
Para vingarem-se do tormento
De terem os jaguaretè –avá servido como alimento
Rachã Ruçú , a Grande Mãe,
Dos infantes guarani, Jacy e koararí.
Pelo povo-onça abatida, carneada, comida
As duas crianças então fizeram a guavira
E para os guavirais levaram os homens-onças
Fazendo passar por uma longa pinguela
Sobre um rio enorme, imenso
E deram-lhes a morte por afogamento
Para reparar tamanho sofrimento.
Dando assim início a era do Avá-etê
O Homem Puro, Verdadeiro, sem mácula
Em substituição aos homens-jaguaretê
Ficando apenas o último jaguaretê–avá da fila
Que pulando para trás se salvou da vingança
Sendo hoje o antepassado de todas as onças.

Guavira, planta dos amantes e dos apaixonados
Que chamam a amada de “ Flor de Guavira “
A menina nova de “ Guavira em Flor “
Se for na fronteira é “Guavirá Potí”
Que é flor de guavira em guarani

Guavira remédio para muitos males
Há muito conhecida e mui usada
Por parteiras e benzedeiras
Por seu poder curativo, adstringente
Com o chá de suas folhas
Cura a dor de barriga de toda gente...
E se busca um revigorante
Para um corpo cansado da lida
Para expulsar a fraqueza
O desânimo que o corpo abate
Basta colocar uns ramos da planta
Misturado á erva cancheada
Na hora de se tomar o mate...

Nas casas grã-finas ela é licor
Servido em pequenos cálices de cristal
Nos ranchos humildes sua casca dá sabor
Á canha , á pinga,á cachaça, a aguardente.
È o uísque escocês da pantaneira gente.
E na cidade com suas delícias
Graças ao conforto da eletricidade
O fruto sagrado transforma-se em picolé e sorvete
Tem até quem faça mouse com chocolate!!!



Guavira, guaviroba, guavirova, guabirá
Não importa o nome que se dá
Na fronteira virou verbo mui usado
Se a alcunha de paraguaio é mandioqueiro
De sul mato-grossense é guavireiro
E quem anda pelos matos, campos,
Estradas de fazenda, namorando,
Dizem que está é guavirando...

Infalível para marcar a gestação
Das crianças docemente concebidas
Em meio as dulcíssimas frutas
No afã de um abraço, um beijo, uma mordida
Os corpos se enleiam como cobras
Impossível resistir á atração.
Os guavirais estimulam os “ demônios”
Os “demônios” estimulam os hormônios
Os hormônios estimulam casamentos
Para a aflição de pais e mães ciumentos.
E daí a nove meses...
há uma farta parição
Nos meses de julho e agosto
Dos “ filhos da guavira”
Mantendo sempre viva a tradição
De que chupar guavira junto
Reforça a amizade, cria cumplicidade
e une o coração.

Da grande família das mirtáceas
Que habitam o Brasil Central
È a que tem do povo a devoção
E se não fosse Mato Grosso do Sul
Conhecido como o Estado do Pantanal
Com certeza eu diria
Que um novo nome apropriado seria
O “Estado do Guaviral “.


Marcus Antônio Karaí Mbaretê Ruiz
(www.oabms.org.br)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

_Nome aos bois
De Luca Maribondo
(http://casadomaribondo.blogspot.com)
>>>
Quando, em 1977, o general Ernesto Geisel, presidente de plantão do País, assinou o primeiro documento que dividia o antigo Estado de Mato Grosso em dois, a porção do sul foi denominada Estado de Campo Grande. Mas um grupo de notáveis mato-grossenses do sul não gostou e foi até o presidente pedir que a nova unidade da Federação se chamasse Mato Grosso do Sul. Numa atitude pouco comum, Geisel cedeu e tascou lá Mato Grosso do Sul. Foi um erro. Desde então o novo Estado e seu povo vêm procurando essa tal identidade, mesmo porque até hoje, passadas mais de três décadas da divisão do Estado, ainda tem gente que chama isto aqui de Mato Grosso.

É como se a nossa identidade estivesse apenas no nome do Estado. É óbvio que não está, mas volta e meia aparece alguém insistindo em mudar o nome de Mato Grosso do Sul. A última onda foi encabeçada pelo ex-governador José Orcírio, dito Zeca do PT, que queria porque queria o nome de Estado do Pantanal. Deu em nada. Agora é o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR) que mentoreia a coisa. Nesta terça-feira (16/jun.) mesmo houve uma reunião sobre a mudança do nome do Estado, realizada na Presidência da Assembléia Legislativa.

Segundo o sítio de notícias Midiamax, "o encontro não resultou em qualquer encaminhamento prático sobre o assunto, mas segundo o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR), que encabeçou os debates, o principal resultado da reunião foi a manifestação de 13 parlamentares como favoráveis à realização de um plebiscito sobre a mudança (sic)." Diz ainda o Midiamax que "Arroyo acredita que o número chegue a 18."

Nem todos os que defendem a realização do plebiscito, no entanto, são favoráveis à mudança de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Muita gente é contra, creio que até porque Pantanal é um nome danado de feio. Além disso, pantanal não significa coisa lá muito limpa: é uma grande extensão de pântano, que por sua vez significa região ribeirinha coberta por águas paradas ou planície inundada. Essa gente toda acredita que essa coisa de identidade não está propriamente na denominação do Estado, mas em questões mais profundas, tais como cultura, política, sociedade, economia e comunicação (raramente se fez uma comunicação realmente séria neste Estado), entre outras.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul não são nomes também muito cristãos. Grosso, no caso, tem o significado de grande. E toda vez que alguém fala em Mato Grosso do Sul ou Mato Grosso peno logo num enorme tora de peroba ou de angico, ou numa borduna ou alguma outra coisa pesada para dar bordoadas. Além disso, grosso é um adjetivo com muitos significados, digamos, não muito decentes, tais como volumoso, corpulento, que não passou por processo de refinamento, gordo, corpulento, objeto cuja superfície, no contato, apresenta desagradável irregularidade; áspero; malfeito, mal acabado, grosseiro, provido de eqüinos, bovinos e muares (diz-se de gado); que é grosseiro, incivil, impolido, abundante, anafado, beberrão, cerrado, espesso e vultoso, cafona, embriagado e malcriado. Não basta?

Parece que ninguém pensa em outro nome. E como este blog tem a divisa de "metendo o bedelho em tudo", resolvi dar pitaco também. Assim, sugiro alguns nomes para este malfadado Estado de Mato Grosso do Sul. Aí vai um rolzinho, com algumas explicações, quando necessárias:

▪ Caiman – e pros jacarés, nada?
▪ Estado de Campo Grande.
▪ Estado do Caá – um dos nomes da erva-mate, planta de fundamental importância para a economia da região. Este tem a vantagem de ser bem curtinho. Já imaginou você respondendo a pergunta "de onde é você?" Sou lá do Caá... Que charme.
▪ Guaicurúndia – em homenagem aos índios guaicurus, que habitaram a região.
▪ Neloria – claro, né? Afinal, aqui tem dez vezes mais nelores do que humanos.
▪ Pedrossiania – em homenagem ao ex-governador Pedro Pedrossian, que é vaidoso o suficiente para colocar o próprio nome em obras que ele mesmo realizou, como é o caso do Estádio "Pedro Pedrossian".
▪ Teressilvania – homenagem aos terenas (outros índios que habitaram a região), com um neologismo criado a partir de acrônimo com a junção de partes das palavras terena e silvania (palavra derivada de silva, sinônimo de selva, floresta). E de lambuja a gente ainda reverencia o Nosso Guia Lula da Silva.

A bem da verdade, o nome até que não importa muito. O importante é que nossos políticos resolveram perguntar ao povo se quer mudar o nome do Estado. Nada mais saudável que a participação da sociedade em algo crucial como este. Sempre é bom lembrar que na hora de criar o Estado, ninguém perguntou pro tal de povo se queria ou não dividir o Mato Grande, ou melhor, o Mato Grosso. Além disso, nós quase não temos problemas, é ou não é? Assim, vamos logo tratar de resolver esse problemão do nome do Estado. Até porque ser sul-mato-grosssense me deixa muito subdesenvolvido.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Confusão ataca na saúde

Ministério corrige dado e aponta 4 casos de gripe em MS

Domingo, 05 de Julho de 2009 15:28

Aline dos Santos
(midiamax.com)

O Ministério da Saúde informou, por meio de boletim divulgado neste domingo, que Mato Grosso do Sul tem quatro e não cinco casos de gripe A (H1N1), a gripe suína, confirmados.

Em uma errata, o ministério explica que inverteu os dados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso no último boletim. Portanto, o Estado vizinho é que já contabiliza cinco casos.

Em Mato Grosso do Sul, foram confimados dois casos em Campo Grande e dois em Dourados. O governo estadual anunciou a compra de filtros de ar para preparar também o Hospital Regional para receber os doentes. Agora, os pacientes serão encaminhados ao HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian e ao Hospital Universitário, que já era referência nesse tipo de atendimento.

No Brasil, são 885 casos de gripe suína confirmados, sendo uma morte no Rio Grande do Sul. Ao todo, 1.441 casos suspeitos são acompanhados.

sábado, 4 de julho de 2009

Regional - 04/07/2009 - 13:28

Enquete aponta rejeição à mundaça do nome do Estado


Maioria dos internautas que responderam enquente da Câmara da Capital optaram por não trocar Mato Grosso do Sul por Pantanal


Continua apoio forte de diversas entidades sul-mato-grossenses às iniciativas que visam a mudança do nome do Estado para Pantanal. Além da simpatia decisiva da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e da Fiems (Federaçãod as Indústrias de Mato Grosso do Sul), até o arcebispo da Capital, dom Vitório Pavanello, já se mostrou favorável.

O deputado estadual Arroyo (PR) apresentou na semana passada projeto de Lei que regulamenta a implementação de plebiscitos, um primeiro passo para saber, de fato, qual a opinião da sociedade aqui do Estado.

Mas, enquete promovida pela Câmara de Vereadores da Capital (município que possui mais de um terço da população do Estado) coloca um novo empasse.

A maioria dos visitantes que acessaram o expaço para consluta que existe no site da instituição responderam negativamente à pergunta: “Você concorda com a mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal?”

O sistema não demonstra o real número de internautas que responderam à questão, todavia, até o início da tarde de sábado, 4 de julho, os índices apresentados são de 43% a favor da mundaça e de 57% contrários.

A votação ainda continua, no site da Câmara (http://www.camara.ms.gov.br/).

Plebiscito

Provavelmente, o projeto proposto por Arroyo não seja votado em menos de dois meses, pois, não irá tramitar em regime de urgência e a Assembleia entra em recesso.

Caso aprovado, enfim, a população poderá mostra o que realmente pensa dessa história e, de uma ves por todas, as especulações terminem.

Fonte: Marcelo Eduardo - Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

03/07/2009 16:45
Em MS, Serra erra o nome do Estado e diz Mato Grosso

Fernanda Brigatti
(midiamax.com)

No início da tarde de hoje, o governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB) entrou para o rol dos notáveis que chamaram Mato Grosso do Sul pelo nome do vizinho Mato Grosso. O erro foi cometido quando Serra saudava o parlamentar sul-mato-grossense Waldemir Moka (PMDB). “O deputado federal de Mato Grosso, Moka”, disse.

Serra esteve hoje em Campo Grande, onde participou do I Encontro da Frente Parlamentar de Defesa do Agronegócio e Cooperativismo, realizado no plenário principal da Assembléia Legislativa.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Assomasul defende plebiscito sobre escolha de nome do Estado

(Gazeta do Pantanal, Miranda-MS, 28 de junho de 2009)

Campo Grande – Reunida na sede da entidade, em Campo Grande, a diretoria da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) defendeu a realização de um plebiscito para a escolha do nome do Estado. Na visão dos prefeitos é mais que justo que a população decida sobre o tema. O assunto, alvo de debates no meio político e social, voltou a ganhar repercussão depois que Campo Grande perdeu para Cuiabá o direito de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Na Assembléia Legislativa, por exemplo, tramita um projeto de lei, de autoria do deputado Antonio Carlos Arroyo (PR), que prevê a regulamentação de um plebiscito, junto com as eleições de 2010, com esse objetivo. O presidente da Assomasul, prefeito de Terenos, Beto Pereira (PMDB), explicou que a entidade decidiu se manifestar em torno desse tema, tendo em vista o debate que permeia por vários seguimentos da sociedade, quanto à mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul. “Nós como representantes do povo, não poderíamos de maneira nenhuma fugir ao debate, no momento em que vários segmentos já se mobilizam em torno desse tema polêmico, mas que realmente merece atenção do poder público de uma maneira geral,” comentou Beto Pereira, observando que a Assomasul como instituição tem a obrigação de atender aquilo que os representantes da sociedade cobram.