DE “MS” A “PN”: Aspectos Locais e Jurídicos
(trabalho apresentado na primeira fase do movimento)
Aroldo José de Lima*
Pela segunda vez, em menos de cinco anos, abre-se o debate sobre a mudança do
nome de Mato Grosso do Sul, agora sob a batuta do Primeiro Mandatário Estadual, em
manifesta vontade política de corrigir, por este norte, os rumos do Estado legado pelas
gerações anteriores.
Etimologicamente, nome é o atributo das pessoas que a diferencia das demais,
segundo ensina o velho e bom dicionário Caudas Aulete: “Termo ou termos com que se
designa e distingue qualquer pessoa ou coisa” (3ª ed., pág. 2515).
Logo, sem maiores delongas, definitiva e primeiramente vislumbra-se que MS não
se distingue de MT, motivo pelo qual se faz a confusão generalizada fora deste território,
quando é preciso identificar geograficamente a origem ou destinação da mensagem, em se
tratando de MS. Os casos de gafes são inúmeros e corriqueiros, que mal cabem nestas
poucas e rápidas palavras.
Em segundo lugar, na época da divisão, somente não se chamou Estado de Campo
Grande, porque a região sul, por alimentar esperanças de ver Dourados como capital, opôsse,
com razão, à denominação escolhida pelo então Presidente Geisel, aliás gaúcho, da boa
estirpe que povou estes rincões.
Terceiro: a ecologia era assunto fora de pauta dos governantes, tanto é que havia o
Pró-cerrado, Pró-várzeas e outros “pró” do milagre econômico que deu no que deu, pois,
por pouco, muito pouco mesmo, o pantanal escapou de ser drenado, se não fosse a projeção
mundial que assumiu a questão ecológica, concomitante ao crescente apelo de
preservação/conservação ambiental, diga-se iniciado, efetivamente, poucos anos antes, em
Estocolmo (Suécia) – 1972 – com a primeira ECO – Conferência Mundial do Meio
Ambiente. Sorte, portanto, teve essa região, e, para ir um pouco mais longe, Corumbá,
Aquidauana, Miranda e Bonito, pólos turísticos regionais, principalmente este último
município, que conhece o atual desenvolvimento graças à compatibilidade do progresso
com a conservação dos recursos naturais e à vocação turística nascida na hora certa, face
ao compromisso das lideranças locais sob os auspícios da indústria do terceiro milênio, que
é o lazer.
A Amazônia, para exemplificar, então uma vasto tapete verde, acima do paralelo
treze, foi sendo paulatinamente povoada, mas, com projetos que não vingaram
(transamazônica, assentamentos do INCRA, Projeto JARI etc), talvez por causa do novo
rumo desejado pela humanidade, o que refletiu sobremaneira para a conservação de
consideráveis espaços naturais, objeto de peregrinação da maioria do turista alienígena,
bastando, para conferir esta alegação, embarcar na ponte-área Brasília-Manaus, para
certificar-se do punhado de “gringos” que vão visitar a imensidão verde do Rio Negro. O
nome, aliás, do Estado (Amazônia) não deixa o turista (investimento) embarcar para Belém
– PA.
Por outro lado, a história política dos vários Estados da civilização brasileira
registra, além do exemplo da Amazônia, os inconfundíveis nomes de Tocantins, em
homenagem ao caudaloso rio homônimo; Paraná, pelo mesmo motivo; Rio de Janeiro,
porque inicialmente confundiu-se a baía da Guanabara com um rio manso e pacífico;
Goiás, devido aos índios goiazes; Minas Gerais, face às minas de ouro que sustentou a
coroa, por várias gerações. E assim, por diante. Até mesmo no exterior, os nomes são
ligados a acidentes e caprichos da natureza, como é o caso de Mississippi e Missouri
(EUA), nomes estes relacionados aos respectivos rios.
Como se vê, o nome está ligado a um traço significativo da natureza. Aqui, porém,
o mato existe, mas, pouco, por isso é fino; sul, pode ser até xenofobia, sentimento este
que se prestou em outras eras, não hoje, no mundo globalizado da internet. O que é ainda
mais espantoso é que enquanto muitos Estados mantém o bem ambiental íntegro que lhe
originou o nome, MS tende a ficar sem mato, quando muito, com apenas algumas reservas
ou matas ciliares, não justificando, portanto, a recusa ao nome Pantanal, símbolo maior
dessa região, que insiste restar conservado, como que dizendo ao homem que este pôde
dominar os campos de vacaria, os ervais da Mate Laranjeira ou os campos do sertão dos
Garcia, mas, ali não, pois, este privilégio é somente das comunidades locais, radicadas há
anos na imensidão verde do antigo Mar de Xaraés, conforme registro da cartografia
francesa de 1731.
Este, por sinal, pode ser a redenção do santuário ecológico, motivo a mais para
conservá-lo às gerações vindouras, situando-se como uma medida acertada os esforços do
atual governador, de quem pululam fagulhas de coragem para enfrentar este mito, de
manter-se ligado umbilicalmente ao antigo MT, em práticas políticas e no nome próprio,
separados apenas pelo sufixo “Sul”, quando, na verdade, a auto estima de um povo e o
amor próprio ao seu tórrão natal devem estar associados a um verdadeiro nome,
inconfundível, que somente pode ser Pantanal, pois, se a divisão fosse hoje, com certeza,
outro não seria o nome. Poderia até ser Paraguai, porém, a nação guarani já se apropriou
deste; ou Taquari, mas, Coxim iria causar muito ciúme. Poderia, enfim, ser Maracajú,
Xaraés, Campo Grande, Amanbaí, Santana, Rio Verde, Rio Formoso, Rio Perdido, Tereré
Dourados etc, mas, nenhum une mais do que o nome “Pantanal”.
Quanto ao patronímico cabem duas considerações. Primeiramente haverá uma
transição, restando assegurado a quem aqui nasceu o direito de ser chamado
orgulhosamente de sul-mato-grossensse, como se possuísse este direito adquirido, não
podendo ser compelido a mudar o patronímico, por ser parte integrante de seu patrimônio
moral, personalíssimo por sinal. Outro aspecto, é quanto ao patronímico dos novos, se irão
autoproclamarem “guaicurús”, “pantaneiro”, “pantalano”, “pantanensse”, ou o que o valha,
é questão reservada às gerações futuras, que, com certeza, hão de encontrar o patronímico
adequado, cabendo à mídia relevante papel neste sentido, além do braço cultural do
governo, de modo a trepudiar qualquer menosprezo ou galhofa sobre um ou outro, já que
“brejeiro”, “sapeiro” ou outras depreciações do mesmo gênero nunca ofuscarão o orgulho
de ser um ou outro nome mais sério, capaz de resgatar a bravura e pioneirismo da gente
sulista, que lutou, por quase um século, para a separação do Estado-mãe.
Outro aspecto jurídico relevante é quanto a competência para mudar o nome do
Estado. A Constituição Federal ao tratar da organização político-administrativa da União,
disciplina somente a fusão, o desmembramento e a criação de Estados, remetendo-se em
qualquer hipótese, a consulta da respectiva população interessada pelo Tribunal Regional
Eleitoral, via plebiscito e posterior aprovação por lei complementar de alçada do
Congresso Nacional (art. 18, § 3º), omitindo-se, todavia, quanto a alteração de nome. Mas,
diante dos princípios do federalismo e da indissociabilidade, que, em rápidas palavras,
significam “uma só população” e “um único território” (cf. José Afonso da Silva. Curso
de Direito Constitucional Positivo, RT, SP, 7ª ed., pág. 89), denota-se a razoabilidade da
tese de que a retificação de nome deve passar pelo crivo da União Federal, aplicando-selhe
o procedimento delineado naquele dispositivo legal, pois, o nome novo equivaleria a
uma nova pessoa política, no caso, o Estado do Pantanal, com capital em Campo Grande –
PN.
Enfim, em boa hora a discussão volta à tona, pois “MS” possui um momento ímpar
de decidir definitivamente sobre a questão, pois, além da vontade política manifestada pelo
Executivo, pode-se dizer, sem sombra de dúvida que “MS” acabou de renascer, no entanto,
com uma pequena, mas significativa ironia do destino, se atentar-se a um fato curioso que
passou desapercebido por todos: o vice-governador atual é natural do pioneiro Rio Grande
do Sul, como que resgatando os ideais do povo revolucionário que buscou abrigo no então
sul de Mato Grosso. Por outro lado, o chefe do Executivo, sendo natural de Porto
Murtinho, justamente a cidade-porto que homenageia a então famosa e poderosa família
Murtinho, diga-se de passagem, originária de Pernambuco (que fundou a ex-Companhia
Mate Laranjeira), representa a vitória de uma família voltada pelo desenvolvimento e
pacificação da região sul do antigo “MT”, outrora entregue a bandoleiros como Selvino
Jacques, que tombou ante à intrepidez do “grupo ‘dos Santos’, encabeçado por Orcírio
dos Santos e seu irmão Horácio dos Santos” (cf. Brígido Ibanhes. Selvino Jacques, o
Último dos Bandoleiros, s/edit., pág. 89), num distante dia 19 de maio de 1.939, na região
do Curê, na fronteiriça Bela Vista/MS.
Neste instante, para arrematar, na tela da TV, no jornal do almoço, a
metereologista, sem maiores cerimônias, apontado o braço sobre “MS” disse textualmente:
hoje, “chuvas e trovoadas no Pantanal”.
* Promotor de Justiça, Professor
UNIGRAN e Mestrando em
Desenvolvimento Local/ UCDB.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Cuiabá, nossa propaganda gratuita
GESIEL ROCHA, jornalista
(O EstadoMS, 30-06-200 - p.4)
Lembro-me perfeitamente da sensação que tive durante os jogosda Copa da Alemanha em 2006 ao ver, pela televisão, a imagem domajestoso Portão de Brandemburgo que se ilumina todas as noites como o mais significante símbolode Berlim. Lembro-me o quanto desejei visitá-lo e não sosseguei enquanto não toquei suas colunas e entendi que ele não separava a Berlim Ocidental da Oriental durante o período da divisão. Conto a experiência apenas para ilustrar profundo e incontestável poder que tem uma Copa do Mundo de atrair as pessoas para suas sedes antes,durante e depois dos jogos.
E qual a relação entre Berlim e Cuiabá? À primeira vista, muito pequena. Afinal, quando as TVs de mais de 190 países começarem a mostrar para mais de quatro bilhões de pessoas os símbolos do Brasil, antes e durante os jogos da Copa de 2014 certamente a Baía da Guanabara vista do Cristo e as dunas de Natal, por exemplo, serão as grandes estrelas. Mas não serão as únicas. Quem já teria ouvido falar, salvo exceções,em uma cidade do meio oeste da mesma Alemanha chamada Leipzig, não fosse o advento da Copa e de seleções como Espanha, França e Argentina terem disputado jogos por lá?
Creio que ninguém duvida do poder e do alcance da divulgação proporcionada pelos jogos de uma Copa do Mundo. Da mesma forma, não deve ser difícil acreditar que, mesmo entre Copacabana, Avenida Paulista, Lagoa da Pampulha, Pelourinho e todo o litoral nordestino, sobrará espaço para o Pantanal percorrer todos os continentes.
É evidente que imagens de nossos jacarés, onças, vitórias-régias e camalotes também vão fascinar telespectadores por todo o planeta que, cedo ou tarde, poderão desembarcar no Aeroporto de Guarulhos com destino a um certo Pantanal.
Mais do que isso, nossas garças e tuiuiús vão despertar o interesse de investidores atentos a oportunidades de negócios e com a visão de que os santuários ecológicos
constituem a grande “marca” no mercado do futuro. Vão chamar a atenção de membros de
organizações de alcance mundial convencidos de que tais lugares devem permanecer como estão. E se pensarmos domesticamente, há também os turistas, investidores e
organizações no próprio Brasil. E Cuiabá estará exatamente cumprindo esse papel: levando as imagens e o significado do Pantanal a todo o País e ao mundo.
E nós, aqui, de Mato Grosso do Sul, vamos assistir a tudo acontecer e ver Mato Grosso sufocar a nossa já mirrada condição de existir enquanto Estado “do Sul” e a
debilitada capacidade de mostrar que detemos 65% do Pantanal? Ou
vamos aproveitar o contexto exatamente a nosso favor? Não tenho dúvidas de que nos encontramos em um momento crucial e decisivo para o futuro do Estado entre ser o que muitos chamam de “apêndice de Mato Grosso” e um Estado com marca e identidade próprias. Nesse sentido, acredito termos dois caminhos. Primeiro: aceitamos de uma vez o nome Mato Grosso do Sul – cujo “do Sul” praticamente só nós mesmos, sul-mato-grossenses, sabemos que existe – e deixamos o Estado do norte sepultar nossa chance de aparecer para o mundo. Segundo: mudamos de nome, assumimos o Estado do Pantanal definitivamente e transformamos Cuiabá em nosso maior “garoto-propaganda” em âmbitos nacional e internacional, de forma inteiramente gratuita.
Concordo que a lógica inicial pode parecer ao mesmo tempo simplista e pretensiosa, como se bastasse mudar o nome para Pantanal e todos os frutos advindos da Copa caíssem “gratuitamente” na horta da população sul-mato-grossense. Não é tão simples, como dizem quase todos os estudiosos que se posicionam a favor ou contra a mudança: de nada adianta mudar o nome se não investirmos pesadamente para marcar presença nos
cenários regional e estadual, ou seja, para desenvolver de fato.
Mas é possível deduzir que, ao correr o mundo levando o nome do Pantanal, Cuiabá poderá prestar um incalculável serviço de divulgação a nosso favor, caso tenhamos a coragem de superar o conservadorismo e adotar o Estado do Pantanal. Vamos imaginar
que o turista em Berlin, o investidor em Hong Kong ou os membros de uma instituição sediada em Oxford sejam fascinados por nossos camalotes e, ao aprofundar as pesquisas para o desembarque em Guarulhos, descubram que Cuiabá fica lá, em Mato Grosso, e que existe o Estado do Pantanal, no qual está de fato o Pantanal.
Dedução e imaginação são muito pouco para se empreender um projeto como mudar o nome
de um Estado, pensando em mudar o seu destino. Mas certamente podem fazer muito mais do que o conservadorismo e o medo da mudança. E não haverá melhor oportunidade do que já.
GESIEL ROCHA, jornalista
(O EstadoMS, 30-06-200 - p.4)
Lembro-me perfeitamente da sensação que tive durante os jogosda Copa da Alemanha em 2006 ao ver, pela televisão, a imagem domajestoso Portão de Brandemburgo que se ilumina todas as noites como o mais significante símbolode Berlim. Lembro-me o quanto desejei visitá-lo e não sosseguei enquanto não toquei suas colunas e entendi que ele não separava a Berlim Ocidental da Oriental durante o período da divisão. Conto a experiência apenas para ilustrar profundo e incontestável poder que tem uma Copa do Mundo de atrair as pessoas para suas sedes antes,durante e depois dos jogos.
E qual a relação entre Berlim e Cuiabá? À primeira vista, muito pequena. Afinal, quando as TVs de mais de 190 países começarem a mostrar para mais de quatro bilhões de pessoas os símbolos do Brasil, antes e durante os jogos da Copa de 2014 certamente a Baía da Guanabara vista do Cristo e as dunas de Natal, por exemplo, serão as grandes estrelas. Mas não serão as únicas. Quem já teria ouvido falar, salvo exceções,em uma cidade do meio oeste da mesma Alemanha chamada Leipzig, não fosse o advento da Copa e de seleções como Espanha, França e Argentina terem disputado jogos por lá?
Creio que ninguém duvida do poder e do alcance da divulgação proporcionada pelos jogos de uma Copa do Mundo. Da mesma forma, não deve ser difícil acreditar que, mesmo entre Copacabana, Avenida Paulista, Lagoa da Pampulha, Pelourinho e todo o litoral nordestino, sobrará espaço para o Pantanal percorrer todos os continentes.
É evidente que imagens de nossos jacarés, onças, vitórias-régias e camalotes também vão fascinar telespectadores por todo o planeta que, cedo ou tarde, poderão desembarcar no Aeroporto de Guarulhos com destino a um certo Pantanal.
Mais do que isso, nossas garças e tuiuiús vão despertar o interesse de investidores atentos a oportunidades de negócios e com a visão de que os santuários ecológicos
constituem a grande “marca” no mercado do futuro. Vão chamar a atenção de membros de
organizações de alcance mundial convencidos de que tais lugares devem permanecer como estão. E se pensarmos domesticamente, há também os turistas, investidores e
organizações no próprio Brasil. E Cuiabá estará exatamente cumprindo esse papel: levando as imagens e o significado do Pantanal a todo o País e ao mundo.
E nós, aqui, de Mato Grosso do Sul, vamos assistir a tudo acontecer e ver Mato Grosso sufocar a nossa já mirrada condição de existir enquanto Estado “do Sul” e a
debilitada capacidade de mostrar que detemos 65% do Pantanal? Ou
vamos aproveitar o contexto exatamente a nosso favor? Não tenho dúvidas de que nos encontramos em um momento crucial e decisivo para o futuro do Estado entre ser o que muitos chamam de “apêndice de Mato Grosso” e um Estado com marca e identidade próprias. Nesse sentido, acredito termos dois caminhos. Primeiro: aceitamos de uma vez o nome Mato Grosso do Sul – cujo “do Sul” praticamente só nós mesmos, sul-mato-grossenses, sabemos que existe – e deixamos o Estado do norte sepultar nossa chance de aparecer para o mundo. Segundo: mudamos de nome, assumimos o Estado do Pantanal definitivamente e transformamos Cuiabá em nosso maior “garoto-propaganda” em âmbitos nacional e internacional, de forma inteiramente gratuita.
Concordo que a lógica inicial pode parecer ao mesmo tempo simplista e pretensiosa, como se bastasse mudar o nome para Pantanal e todos os frutos advindos da Copa caíssem “gratuitamente” na horta da população sul-mato-grossense. Não é tão simples, como dizem quase todos os estudiosos que se posicionam a favor ou contra a mudança: de nada adianta mudar o nome se não investirmos pesadamente para marcar presença nos
cenários regional e estadual, ou seja, para desenvolver de fato.
Mas é possível deduzir que, ao correr o mundo levando o nome do Pantanal, Cuiabá poderá prestar um incalculável serviço de divulgação a nosso favor, caso tenhamos a coragem de superar o conservadorismo e adotar o Estado do Pantanal. Vamos imaginar
que o turista em Berlin, o investidor em Hong Kong ou os membros de uma instituição sediada em Oxford sejam fascinados por nossos camalotes e, ao aprofundar as pesquisas para o desembarque em Guarulhos, descubram que Cuiabá fica lá, em Mato Grosso, e que existe o Estado do Pantanal, no qual está de fato o Pantanal.
Dedução e imaginação são muito pouco para se empreender um projeto como mudar o nome
de um Estado, pensando em mudar o seu destino. Mas certamente podem fazer muito mais do que o conservadorismo e o medo da mudança. E não haverá melhor oportunidade do que já.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Jornal de Domingo (CG) - Edição 808
Noticia de: 06 de Junho de 2009 - 15:48
Mudança de nome para Pantanal volta em cena
Apesar da polêmica, o nome Mato Grosso do Sul entra em discussão novamente
A identidade de uma região não se mede simplesmente pela sua existência, mas também pelo reconhecimento que se tem dela, por essa falta de reconhecimento e identidade é que acontece na próxima quarta-feira (11), às 9h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, a primeira reunião para discutir a organização do movimento que poderá iniciar a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul.
Além da Liga Pró Estado do Pantanal, da qual fazem parte artistas como Manoel de Barros e Geraldo Espíndola - foram chamados o Fórum Estadual de Cultura, a Fundação de Cultura, o Trade Turístico de MS, a OAB/MS, o Sebrae, Fiems e também universidades, sindicatos, secretarias de Estado como a de Educação; e de Produção, além de órgãos de imprensa e outras entidades representativas da sociedade. Na seqüência de eventos que deverão criar espaço para que a população do Estado manifeste sua opinião, deverão ocorrer: Audiência Pública com ampla participação da sociedade, debates, palestras, consulta popular e campanha de divulgação.
Quanto aos aspectos legais da mudança do nome de MS pode-se dizer que é um fato inédito, sem antecedentes na história do Brasil, uma pesquisa jurídica tem sido feita para conferir a capacidade para uma ação deste porte para saber de quem é a competência, se da Assembléia Legislativa de MS ou do Legislativo Federal. Mas segundo o coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, Wagner Sávio, "há diversos exemplos de mudança de nomes de países e cidades, como, por exemplo, a Abissínia que foi o nome da Etiópia até o início do século 20, o Paquistão Oriental foi província do Paquistão no período de 1947-1971, depois disso tornou-se Bangladesh. Estes são exemplos relevantes divulgados pela grande imprensa. O caso de MS terá também especial relevância, tendo em vista a polêmica envolvida e o próprio bioma pantaneiro, considerado um patrimônio natural da humanidade, do qual seremos os "guardiões", de fato e de direito, incorporando em nossa identidade e em tudo que produzirmos".
O médico pediatra e jornalista José Antonio Palhano se empenhou para que a mudança acontecesse, mas hoje está desanimado devido aos desaforos que sofreu "eu não pretendo participar de nenhum movimento, porque sou médico, profissional liberal, sou cidadão campo-grandense, mas a luta tem que ser pelas idéias e não baixar o nível como aconteceu, fomos massacrados por causa disso".
OPINIÕES
Sócio da empresa de marketing e propaganda Remat, Eduardo Crivellente Neto é natural da cidade de São Paulo, mas há 30 anos mora em Campo Grande, e em se tratando da polêmica em relação à possível mudança de nome do Estado, Eduardo diz que a discussão foge da real necessidade do que realmente deveria ser feito. "Primeiro é preciso um trabalho para direcionar e esclarecer a nível nacional os 26 estado. Temos problemas em ser reconhecidos lá fora e não aqui dentro. Nunca se fez um trabalho de esclarecimento ou talvez uma campanha no Jornal Nacional mostrando onde realmente estamos e quem somos". O empresário também explica que o MS nunca se apresentou, tecnicamente, fora das fronteiras e que "a questão não é mudar ou deixar de mudar e sim promover uma campanha em cima do nome que se tem ou que vier a ter", finaliza Eduardo.
O sócio-diretor da Slogan publicidade, Henrique Alberto de Medeiros é contra a mudança do nome do Estado, "acho que está muito tarde para trocar, tinha que ter sido bem pensado na época, o problema de identidade é grande e a mudança não ajudaria e em relação a possível escolha da FIFA por Campo Grande, se o Estado tivesse o nome Pantanal, "acho que isso não tem a ver com a realidade, pois os fatores que definiram a Copa foram políticos". Henrique é jornalista e está na direção da Slogan desde 1983.
Prejuízos para a indústria
Na questão industrial, o Estado sofre prejuízos, pois "não temos sobrenome", afirma o presidente da Federação das Indústrias (FIEMS), Sergio Longen que ressalta os danos causados frente ao nome e ao horário, "em termos de desenvolvimento é considerável o prejuízo, porque perdemos financeiramente e moralmente, chega de atraso! Nome certo e hora certa, esse é o slogan da nossa campanha, precisamos ter identidade. É necessário utilizar o nome Pantanal para agregar valores aos nossos produtos e sem contar com a questão do turismo, o nome Pantanal é uma grande ferramenta de desenvolvimento", finaliza o presidente da FIEMS.
Deputado é contra
"Eu amo Mato Grosso do Sul", foi assim que o deputado estadual (MS) Marquinhos Trad deu início ao seu artigo enviado ao Jornal de Domingo. "Não há legitimidade para justificar o assassinato de Mato Grosso do Sul, se não fosse a Copa, ninguém discutiria esse assunto", indaga o Deputado que defende a não mudança do nome do Estado ressaltando que a idéia da mudança é "uma febre de consumo dos que reduzem um estado a um produto de supermercado: se não está vendendo, muda a embalagem para enganar o trouxa do consumidor." Marquinhos Trad afirma que o sul-mato-grossense já possui uma identidade com hábitos, costumes e uma história em cima do nome MS. "É precedente perigoso, uma vez que nada garante que o nome Pantanal venha a colar", justifica o Deputado em relação ao risco que ele considera se o Estado mudar de nome. Outra questão abordada pelo Deputado é em relação ao tamanho do Pantanal, "Mato Grosso do Sul é bem maior que o Pantanal, pois o Pantanal é parte do MS e não o contrário. Como será possível dizer, geograficamente, que uma pessoa está no Pantanal se ela não está?
Futebol apóia troca
Marco Tavares, vice-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) afirma ser a favor da mudança do nome do Estado "sou partidário da mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Sempre fui e continuarei sendo. Agregar ao nome do Estado a verdadeira relação com esse continente de águas e vida maravilhosa que é o pantanal somente nos trará benefícios. Nesse momento não devemos abrir uma caça as bruxas para descobrir culpados. Devemos continuar acreditando em nosso potencial. Eu não desisto nunca. Sou pantaneiro. Não
teremos a Copa, mas temos nossos filhos e nossos netos e talvez a eles caiba a tarefa de organizar uma outra Copa. Quem sabe?". Marco também ressalta as vantagens que o Estado terá mesmo sem sediar a Copa, "Acho que a grandeza da Copa no Brasil, não deixará de trilhar esse chão pantaneiro, onde os turistas virão para conhecer o verdadeiro Pantanal (Corumbá, Miranda, Passo da Lontra, Rio Negro e outros), além das águas fantásticas de Bonito", finaliza o vice-presidente.
Divisão nas ruas
O Jornal de Domingo foi às ruas de Campo Grande para saber a opinião da população em relação à possível mudança do nome do Estado do Mato Grosso do Sul. A enquete demonstra a diversidade de pensamentos e a falta de esclarecimento sobre o porquê da mudança e o que isso implicaria realmente pra a população. Um dos entrevistados, Márcio Guerrieri, vendedor de marketing, diz ser a favor da mudança, "acredito que vai divulgar mais, tanto interno como no exterior, vai enaltecer o nosso Estado, pois hoje quando você viaja para fora do Estado até nós mesmo dizemos que somos do Mato Grosso, o próprio sul-mato-grossense fala que é do Mato Grosso". Já o representante comercial José Carlos Nunzio diz ser contra, "pois vai envolver um gasto muito grande para trocar emplacamento de veículos e documentação, um gasto desnecessário. Eu morei no MT e pude observar a diferença, eles se vendem melhor do que nós, e lá fora, no exterior todos sabemos que Pantanal é no MT, porque isso é histórico, era um Estado só, então naquela época era bom ter colocado outro nome, agora é tarde". Em contrapartida o publicitário Luiz Eduardo Leão, 29, que também já morou no Mato Grosso, diz ser a favor da mudança desde o início, "A colonização nessa parte do País se deu por conta das minas de Cuiabá. Portanto, o nome "Mato Grosso" está ligado a eles. Por muito tempo (se é que ainda não o somos, ambos) fomos uma região predominantemente caracterizada por commodities, ou seja, sem industrialização relevante. Desculpe-me, mas pergunto: há alguma região no mundo com alta relevância econômica sendo exclusivamente produtora de alimentos? E como sermos lembrados sem alta relevância econômica?" O publicitário defende a questão de que é necessário uma identidade exclusiva, " mas todo "Junior" é lembrado por ser filho de alguém. Adotamos há mais ou menos 30 anos, erroneamente, um nome com forte ligação com o pai e não queremos ser confundidos com ele. Se pelo menos tivéssemos alta relevância econômica", finaliza Luiz Eduardo.
Já Ernesto Luís Piancó Morato Filho, 25 Anos, Técnico de Informática do Ministério da Saúde – DATASUS afirma achar muito apelativo o nome do Estado ter Pantanal, "sou a favor da mudança, até porque cria uma imagem mais separada do outro Mato Grosso, deixando um pouco de associar-se com o outro Estado. Mas este nome impondo como dono do Pantanal, acho apelativo, o Pantanal é um bem de todos (pelo menos na teoria). Poderia ser: Pantanal, Pantanal do Sul, algum nome de origem indígena, algum nome que tem na região do Pantanal", explica o técnico que continua sua indagação afirmando que Cuiabá foi mais esperta ao apresentar suas qualidades à FIFA", quando a comissão da FIFA veio à Campo Grande, foi levada pela cidade inteira. Lá o governador de MT quando chegou a comissão, nem deixou descer a comissão do avião, colocaram no Helicóptero e levaram para o Pantanal direto. Souberam vender melhor a imagem. Temos que assumir que souberam trabalhar melhor a imagem e tiveram mais influência e dinheiro para escolha lá, pois ter 30% do Pantanal, é ter 30% do Pantanal, pode ser menor, mas é Pantanal.
Essa briga para dizer que temos a maior parte é sem lógica, pois não estamos falando de uma pequena parte, estamos falando de 30% do Pantanal, algo muito considerável, devemos levar em consideração quem passou a melhor imagem do Pantanal, e MT soube passar melhor, mesmo tendo a menor parte. Não podemos esquecer que nosso Pantanal anda meio esquecido, os deles vivem dando dinheiro para eles. "Ter o maior e não saber usar, não adianta de nada", finaliza o técnico.
A CDL é uma das parceiras da Liga Pró Estado do Pantanal e na última sexta-feira aconteceu uma reunião para discutir a questão da mudança do nome e reforçar as opiniões.
Estado sofre crise de identidade
Depois que Mato Grosso do Sul dei-xou de ser sub-sede da Copa do Mundo de 2014, a mudança no nome do Estado voltou a ser discutida, principalmente no legislativo estadual. Os deputados se reuniram a sala da presidência na última quarta-feira, 03, e notou-se uma situação, mesmo entre os que são contra a mudança, a necessidade de um plebiscito.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) relembra que essa discussão já fez parte várias vezes do cenário político e social de MS, mas que depois da derrota de Campo Grande por Cuiabá, o momento se torna propício para a discussão. "Está na hora do mundo saber direito que o Pantanal é aqui, deixamos diariamente de receber negócios, turistas e investimentos pela confusão com o (estado) vizinho, nós temos a maior parte do Pantanal, e somos sempre confundidos com Mato Grosso", declarou o deputado, dizendo ainda, que é a favor do plebiscito, que há anos defende a ideia.
Paulo Corrêa aproveitou a reunião com os parlamentares e lembrou que é autor da Lei de 2002 que autoriza o Estado a usa o Nome fantasia "Estado do Pantanal", mas que até hoje, ninguém se interessou em usá-lo.
Empresários, principalmente do trade turístico, também defendem a mudança, porque o Estado estaria perdendo muitos recursos para o Mato Grosso.
Noticia de: 06 de Junho de 2009 - 15:48
Mudança de nome para Pantanal volta em cena
Apesar da polêmica, o nome Mato Grosso do Sul entra em discussão novamente
A identidade de uma região não se mede simplesmente pela sua existência, mas também pelo reconhecimento que se tem dela, por essa falta de reconhecimento e identidade é que acontece na próxima quarta-feira (11), às 9h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, a primeira reunião para discutir a organização do movimento que poderá iniciar a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul.
Além da Liga Pró Estado do Pantanal, da qual fazem parte artistas como Manoel de Barros e Geraldo Espíndola - foram chamados o Fórum Estadual de Cultura, a Fundação de Cultura, o Trade Turístico de MS, a OAB/MS, o Sebrae, Fiems e também universidades, sindicatos, secretarias de Estado como a de Educação; e de Produção, além de órgãos de imprensa e outras entidades representativas da sociedade. Na seqüência de eventos que deverão criar espaço para que a população do Estado manifeste sua opinião, deverão ocorrer: Audiência Pública com ampla participação da sociedade, debates, palestras, consulta popular e campanha de divulgação.
Quanto aos aspectos legais da mudança do nome de MS pode-se dizer que é um fato inédito, sem antecedentes na história do Brasil, uma pesquisa jurídica tem sido feita para conferir a capacidade para uma ação deste porte para saber de quem é a competência, se da Assembléia Legislativa de MS ou do Legislativo Federal. Mas segundo o coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, Wagner Sávio, "há diversos exemplos de mudança de nomes de países e cidades, como, por exemplo, a Abissínia que foi o nome da Etiópia até o início do século 20, o Paquistão Oriental foi província do Paquistão no período de 1947-1971, depois disso tornou-se Bangladesh. Estes são exemplos relevantes divulgados pela grande imprensa. O caso de MS terá também especial relevância, tendo em vista a polêmica envolvida e o próprio bioma pantaneiro, considerado um patrimônio natural da humanidade, do qual seremos os "guardiões", de fato e de direito, incorporando em nossa identidade e em tudo que produzirmos".
O médico pediatra e jornalista José Antonio Palhano se empenhou para que a mudança acontecesse, mas hoje está desanimado devido aos desaforos que sofreu "eu não pretendo participar de nenhum movimento, porque sou médico, profissional liberal, sou cidadão campo-grandense, mas a luta tem que ser pelas idéias e não baixar o nível como aconteceu, fomos massacrados por causa disso".
OPINIÕES
Sócio da empresa de marketing e propaganda Remat, Eduardo Crivellente Neto é natural da cidade de São Paulo, mas há 30 anos mora em Campo Grande, e em se tratando da polêmica em relação à possível mudança de nome do Estado, Eduardo diz que a discussão foge da real necessidade do que realmente deveria ser feito. "Primeiro é preciso um trabalho para direcionar e esclarecer a nível nacional os 26 estado. Temos problemas em ser reconhecidos lá fora e não aqui dentro. Nunca se fez um trabalho de esclarecimento ou talvez uma campanha no Jornal Nacional mostrando onde realmente estamos e quem somos". O empresário também explica que o MS nunca se apresentou, tecnicamente, fora das fronteiras e que "a questão não é mudar ou deixar de mudar e sim promover uma campanha em cima do nome que se tem ou que vier a ter", finaliza Eduardo.
O sócio-diretor da Slogan publicidade, Henrique Alberto de Medeiros é contra a mudança do nome do Estado, "acho que está muito tarde para trocar, tinha que ter sido bem pensado na época, o problema de identidade é grande e a mudança não ajudaria e em relação a possível escolha da FIFA por Campo Grande, se o Estado tivesse o nome Pantanal, "acho que isso não tem a ver com a realidade, pois os fatores que definiram a Copa foram políticos". Henrique é jornalista e está na direção da Slogan desde 1983.
Prejuízos para a indústria
Na questão industrial, o Estado sofre prejuízos, pois "não temos sobrenome", afirma o presidente da Federação das Indústrias (FIEMS), Sergio Longen que ressalta os danos causados frente ao nome e ao horário, "em termos de desenvolvimento é considerável o prejuízo, porque perdemos financeiramente e moralmente, chega de atraso! Nome certo e hora certa, esse é o slogan da nossa campanha, precisamos ter identidade. É necessário utilizar o nome Pantanal para agregar valores aos nossos produtos e sem contar com a questão do turismo, o nome Pantanal é uma grande ferramenta de desenvolvimento", finaliza o presidente da FIEMS.
Deputado é contra
"Eu amo Mato Grosso do Sul", foi assim que o deputado estadual (MS) Marquinhos Trad deu início ao seu artigo enviado ao Jornal de Domingo. "Não há legitimidade para justificar o assassinato de Mato Grosso do Sul, se não fosse a Copa, ninguém discutiria esse assunto", indaga o Deputado que defende a não mudança do nome do Estado ressaltando que a idéia da mudança é "uma febre de consumo dos que reduzem um estado a um produto de supermercado: se não está vendendo, muda a embalagem para enganar o trouxa do consumidor." Marquinhos Trad afirma que o sul-mato-grossense já possui uma identidade com hábitos, costumes e uma história em cima do nome MS. "É precedente perigoso, uma vez que nada garante que o nome Pantanal venha a colar", justifica o Deputado em relação ao risco que ele considera se o Estado mudar de nome. Outra questão abordada pelo Deputado é em relação ao tamanho do Pantanal, "Mato Grosso do Sul é bem maior que o Pantanal, pois o Pantanal é parte do MS e não o contrário. Como será possível dizer, geograficamente, que uma pessoa está no Pantanal se ela não está?
Futebol apóia troca
Marco Tavares, vice-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) afirma ser a favor da mudança do nome do Estado "sou partidário da mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Sempre fui e continuarei sendo. Agregar ao nome do Estado a verdadeira relação com esse continente de águas e vida maravilhosa que é o pantanal somente nos trará benefícios. Nesse momento não devemos abrir uma caça as bruxas para descobrir culpados. Devemos continuar acreditando em nosso potencial. Eu não desisto nunca. Sou pantaneiro. Não
teremos a Copa, mas temos nossos filhos e nossos netos e talvez a eles caiba a tarefa de organizar uma outra Copa. Quem sabe?". Marco também ressalta as vantagens que o Estado terá mesmo sem sediar a Copa, "Acho que a grandeza da Copa no Brasil, não deixará de trilhar esse chão pantaneiro, onde os turistas virão para conhecer o verdadeiro Pantanal (Corumbá, Miranda, Passo da Lontra, Rio Negro e outros), além das águas fantásticas de Bonito", finaliza o vice-presidente.
Divisão nas ruas
O Jornal de Domingo foi às ruas de Campo Grande para saber a opinião da população em relação à possível mudança do nome do Estado do Mato Grosso do Sul. A enquete demonstra a diversidade de pensamentos e a falta de esclarecimento sobre o porquê da mudança e o que isso implicaria realmente pra a população. Um dos entrevistados, Márcio Guerrieri, vendedor de marketing, diz ser a favor da mudança, "acredito que vai divulgar mais, tanto interno como no exterior, vai enaltecer o nosso Estado, pois hoje quando você viaja para fora do Estado até nós mesmo dizemos que somos do Mato Grosso, o próprio sul-mato-grossense fala que é do Mato Grosso". Já o representante comercial José Carlos Nunzio diz ser contra, "pois vai envolver um gasto muito grande para trocar emplacamento de veículos e documentação, um gasto desnecessário. Eu morei no MT e pude observar a diferença, eles se vendem melhor do que nós, e lá fora, no exterior todos sabemos que Pantanal é no MT, porque isso é histórico, era um Estado só, então naquela época era bom ter colocado outro nome, agora é tarde". Em contrapartida o publicitário Luiz Eduardo Leão, 29, que também já morou no Mato Grosso, diz ser a favor da mudança desde o início, "A colonização nessa parte do País se deu por conta das minas de Cuiabá. Portanto, o nome "Mato Grosso" está ligado a eles. Por muito tempo (se é que ainda não o somos, ambos) fomos uma região predominantemente caracterizada por commodities, ou seja, sem industrialização relevante. Desculpe-me, mas pergunto: há alguma região no mundo com alta relevância econômica sendo exclusivamente produtora de alimentos? E como sermos lembrados sem alta relevância econômica?" O publicitário defende a questão de que é necessário uma identidade exclusiva, " mas todo "Junior" é lembrado por ser filho de alguém. Adotamos há mais ou menos 30 anos, erroneamente, um nome com forte ligação com o pai e não queremos ser confundidos com ele. Se pelo menos tivéssemos alta relevância econômica", finaliza Luiz Eduardo.
Já Ernesto Luís Piancó Morato Filho, 25 Anos, Técnico de Informática do Ministério da Saúde – DATASUS afirma achar muito apelativo o nome do Estado ter Pantanal, "sou a favor da mudança, até porque cria uma imagem mais separada do outro Mato Grosso, deixando um pouco de associar-se com o outro Estado. Mas este nome impondo como dono do Pantanal, acho apelativo, o Pantanal é um bem de todos (pelo menos na teoria). Poderia ser: Pantanal, Pantanal do Sul, algum nome de origem indígena, algum nome que tem na região do Pantanal", explica o técnico que continua sua indagação afirmando que Cuiabá foi mais esperta ao apresentar suas qualidades à FIFA", quando a comissão da FIFA veio à Campo Grande, foi levada pela cidade inteira. Lá o governador de MT quando chegou a comissão, nem deixou descer a comissão do avião, colocaram no Helicóptero e levaram para o Pantanal direto. Souberam vender melhor a imagem. Temos que assumir que souberam trabalhar melhor a imagem e tiveram mais influência e dinheiro para escolha lá, pois ter 30% do Pantanal, é ter 30% do Pantanal, pode ser menor, mas é Pantanal.
Essa briga para dizer que temos a maior parte é sem lógica, pois não estamos falando de uma pequena parte, estamos falando de 30% do Pantanal, algo muito considerável, devemos levar em consideração quem passou a melhor imagem do Pantanal, e MT soube passar melhor, mesmo tendo a menor parte. Não podemos esquecer que nosso Pantanal anda meio esquecido, os deles vivem dando dinheiro para eles. "Ter o maior e não saber usar, não adianta de nada", finaliza o técnico.
A CDL é uma das parceiras da Liga Pró Estado do Pantanal e na última sexta-feira aconteceu uma reunião para discutir a questão da mudança do nome e reforçar as opiniões.
Estado sofre crise de identidade
Depois que Mato Grosso do Sul dei-xou de ser sub-sede da Copa do Mundo de 2014, a mudança no nome do Estado voltou a ser discutida, principalmente no legislativo estadual. Os deputados se reuniram a sala da presidência na última quarta-feira, 03, e notou-se uma situação, mesmo entre os que são contra a mudança, a necessidade de um plebiscito.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) relembra que essa discussão já fez parte várias vezes do cenário político e social de MS, mas que depois da derrota de Campo Grande por Cuiabá, o momento se torna propício para a discussão. "Está na hora do mundo saber direito que o Pantanal é aqui, deixamos diariamente de receber negócios, turistas e investimentos pela confusão com o (estado) vizinho, nós temos a maior parte do Pantanal, e somos sempre confundidos com Mato Grosso", declarou o deputado, dizendo ainda, que é a favor do plebiscito, que há anos defende a ideia.
Paulo Corrêa aproveitou a reunião com os parlamentares e lembrou que é autor da Lei de 2002 que autoriza o Estado a usa o Nome fantasia "Estado do Pantanal", mas que até hoje, ninguém se interessou em usá-lo.
Empresários, principalmente do trade turístico, também defendem a mudança, porque o Estado estaria perdendo muitos recursos para o Mato Grosso.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
COMO VAI MATO GROSSO... “DO SUL” ?
Autor: MSnoticias
Data: 03/06/2004
O empresário e publicitário Roberto Duailibe, que nasceu em Campo Grande em 1934, na época em que, segundo ele, a 14 de Julho praticamente a única rua, defendeu no Palácio Popular da Cultura, a mudança do nome do Estado para "Pantanal", marca que, na sua avaliação, "já vale alguns bilhões de dólares", sozinho, sem ter substituído "Mato Grosso do Sul".
Pantanal, lembra ele, é pronunciável em qualquer língua, em qualquer lugar do mundo. Duailibe compara a força do nome "Pantanal" a marcas como Coca-Cola, Microsoft, Chevrollet, que também vale bilhões de dólares. "Está enraizado. Está no nível de conhecimento. No comércio, nas corporações. Nome é de grande valor", afirmou.
O nome "Mato Grosso do Sul" para a divisão, na opinião de Duailibe, foi muito importante. "Mas já causou muitos prejuízos. Está na hora de a população criar coragem para mudar o nome", defendeu. Observa que há marcas, rótulos que "não pegam", embora reconheça que nunca houve um esforço do Estado para divulgar o atual nome, providência que foi assumida mais pelo setor da carne. Lembra que sempre que Mato Grosso tem governador forte, como foi Dante de Oliveira, Mato Grosso do sul desaparece da mídia no cenário nacional.
Para ele, a população do Estado já está madura para aceitar a mudança do nome para Pantanal. Trata-se, segundo ele, de um "nome que está crescendo espontaneamente" e "está vindo como grande criação histórica da atual geração". Considera que com a mudança o Estado passaria a ter identificação clara. "Não seria Mato Grosso de baixo", disse, lembrando chegou-se, à época da divisão, a falar em São Paulo do Oeste, que também seria um desastre, na sua opinião.
Ecologia - Um dos pontos que Duailibe destaca ao defender a mudança do nome do Estado para "Pantanal" é o fato de haver aqui um importante santuário ecológico mundial. Argumenta o publicitário que hoje é dado um valor muito grande à temática ecológica.
Argumenta que hoje as duas grandes causas dos Estados Unidos são a reeducação do Islã, que é controversa, e o entendimento de que água doce é bem da humanidade, entendendo que não existiria soberania nacional sobre as águas. "Isso mexe conosco muito de perto, já que temos a Amazônia, Pantanal, o Rio São Francisco", apontou.
Trata-se, na opinião de Duilibe, de um problema planetário. "Nós temos a graça de ter muita água. E não tiramos proveito disso", afirmou. "E marca Pantanal, gravada na mente de milhões, propicia oportunidades. Vão lembrar da água, do pôr do sol, das estrelas, das pessoas. Tudo isso pode ser transformado num tema, em memória, e em Comunicação a capacidade de deixar na memória é fundamental", emendou, avaliando que só existe atributos positivos.
Duailibe disse que trouxe filmes de divulgação de vários países e de outros estados do Brasil, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, para mostrar a importância de dar efetividade à marca. "A coisa da marca não se dá espontaneamente", disse.
Indagado sobre o fato de pessoas que moram em regiões que não estão no Pantanal, como moradores de Três Lagoas, não se sentirem à vontade com o nome do Estado sendo "Pantanal", Duailibe disse que "essa questão da distância é falsa". "Quem mora nas proximidades do Monte Everest, tem orgulho de estar próximo. Nos Andes é a mesma coisa", comparou. "É mais questão de boa vontade", declarou.
Autor: MSnoticias
Data: 03/06/2004
O empresário e publicitário Roberto Duailibe, que nasceu em Campo Grande em 1934, na época em que, segundo ele, a 14 de Julho praticamente a única rua, defendeu no Palácio Popular da Cultura, a mudança do nome do Estado para "Pantanal", marca que, na sua avaliação, "já vale alguns bilhões de dólares", sozinho, sem ter substituído "Mato Grosso do Sul".
Pantanal, lembra ele, é pronunciável em qualquer língua, em qualquer lugar do mundo. Duailibe compara a força do nome "Pantanal" a marcas como Coca-Cola, Microsoft, Chevrollet, que também vale bilhões de dólares. "Está enraizado. Está no nível de conhecimento. No comércio, nas corporações. Nome é de grande valor", afirmou.
O nome "Mato Grosso do Sul" para a divisão, na opinião de Duailibe, foi muito importante. "Mas já causou muitos prejuízos. Está na hora de a população criar coragem para mudar o nome", defendeu. Observa que há marcas, rótulos que "não pegam", embora reconheça que nunca houve um esforço do Estado para divulgar o atual nome, providência que foi assumida mais pelo setor da carne. Lembra que sempre que Mato Grosso tem governador forte, como foi Dante de Oliveira, Mato Grosso do sul desaparece da mídia no cenário nacional.
Para ele, a população do Estado já está madura para aceitar a mudança do nome para Pantanal. Trata-se, segundo ele, de um "nome que está crescendo espontaneamente" e "está vindo como grande criação histórica da atual geração". Considera que com a mudança o Estado passaria a ter identificação clara. "Não seria Mato Grosso de baixo", disse, lembrando chegou-se, à época da divisão, a falar em São Paulo do Oeste, que também seria um desastre, na sua opinião.
Ecologia - Um dos pontos que Duailibe destaca ao defender a mudança do nome do Estado para "Pantanal" é o fato de haver aqui um importante santuário ecológico mundial. Argumenta o publicitário que hoje é dado um valor muito grande à temática ecológica.
Argumenta que hoje as duas grandes causas dos Estados Unidos são a reeducação do Islã, que é controversa, e o entendimento de que água doce é bem da humanidade, entendendo que não existiria soberania nacional sobre as águas. "Isso mexe conosco muito de perto, já que temos a Amazônia, Pantanal, o Rio São Francisco", apontou.
Trata-se, na opinião de Duilibe, de um problema planetário. "Nós temos a graça de ter muita água. E não tiramos proveito disso", afirmou. "E marca Pantanal, gravada na mente de milhões, propicia oportunidades. Vão lembrar da água, do pôr do sol, das estrelas, das pessoas. Tudo isso pode ser transformado num tema, em memória, e em Comunicação a capacidade de deixar na memória é fundamental", emendou, avaliando que só existe atributos positivos.
Duailibe disse que trouxe filmes de divulgação de vários países e de outros estados do Brasil, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, para mostrar a importância de dar efetividade à marca. "A coisa da marca não se dá espontaneamente", disse.
Indagado sobre o fato de pessoas que moram em regiões que não estão no Pantanal, como moradores de Três Lagoas, não se sentirem à vontade com o nome do Estado sendo "Pantanal", Duailibe disse que "essa questão da distância é falsa". "Quem mora nas proximidades do Monte Everest, tem orgulho de estar próximo. Nos Andes é a mesma coisa", comparou. "É mais questão de boa vontade", declarou.
Polêmica sobre nome de MS divide políticos de Dourados
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009
Henrique de Matos
(diarioms.com.br)
A retomada das discussões sobre a proposta de mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal ou para outro nome, tem gerado discussões entre a classe política do Estado.
A ideia, amplamente discutido durante os dois mandatos do ex-governador Zeca do PT, voltou à tona nesta semana após a Assembleia Legislativa defender a realização de um plebiscito para avaliar a mudança do nome.
Para os deputados, o ‘estopim’ foi a decisão da Fifa em escolher Cuiabá (MT) e não Campo Grande como a sede da região do Pantanal para receber os jogos da Copa de 2014.
A proposta também divide a opinião das principais lideranças políticas da região da Grande Dourados.
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), se posicionou de forma contrária à mudança no nome do Estado de MS para Pantanal. Segundo ele, a mudança não traria benefícios práticos para o Estado, como instalação de indústrias, geração de emprego e aumento na arrecadação.
“Todo mundo já conhece como Mato Grosso do Sul. Acho uma besteira essa questão de troca de nome. Só vou rever minha opinião se houver garantias de que a mudança para Estado do Pantanal vai garantir mais recursos federais e empregos para o Estado”, disse ao Diário MS, ontem à tarde.
Já o vice-governador Murilo Zaiuth (DEM) se coloca de forma favorável à mudança, caso a alteração tenha a aprovação popular em um possível plebiscito “Sou a favor da realização do plebiscito para ouvir a população. Se os habitantes do Estado forem a favor da mudança, não há motivo para a classe política se colocar de forma contrária. No entanto, acho difícil essa proposta passar em uma consulta popular, já que 80% da população de MS vive na região de planalto e tem pouca identificação com o Pantanal”, disse.
O presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Sidlei Alves (DEM), também se declara a favor da mudança do nome de MS para Estado do Pantanal. Para o vereador, além de reforçar a identidade pantaneira da população do Estado, a alteração poderia estimular o setor turístico de MS, desenvolvendo a economia de vários municípios do Estado. “Poderia ser uma boa para o nosso Estado. Os turistas identificariam MS como o Estado do Pantanal. Isso traria um número bem maior de visitantes’, afirmou à reportagem.
Já o deputado estadual José Teixeira (DEM) também é contrário à mudança do nome de MS. Segundo ele, a alteração geraria transtornos e gastos a toda a população.
“Não vejo necessidade de mudar o nome. Isso geraria gastos exorbitantes à população, que teria que alterar toda a documentação de carros, imóveis para se enquadrar a legislação. Não acredito que a questão do nome tenha influenciado na escolha de Cuiabá como a sede da Copa. O Estado tem outras prioridades e não deve gastar dinheiro com isso”, afirmou.
A Senadora Marisa Serrano (PMDB) afirmou que a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul para Pantanal não vai alterar a vida da população. “O que muda a vida da população é mais investimento, mais escolas, mais empresas, mais produção. Isso é que vai interferir para melhorar ou piorar o dia a dia da comunidade, não será a simples mudança de nome”, afirmou.
Marisa acha que pode ser “boa” a troca de nome, mas sugere que a decisão seja tomada após consulta à população por meio de plebiscito. “Pode ser interessante para que o Brasil não confunda mais o Mato Grosso com o Mato Grosso do Sul, mas acho que a população tem que ser consultada”.
Marisa também discorda da opinião dos deputados estaduais que afirmam que Campo Grande perdeu a disputa com Cuiabá pela subsede da Copa do Mundo de 2014 por causa do nome do Estado. “Foi uma série de outros fatores levados em consideração para a decisão da FIFA. Não acho que um nome influenciaria na escolha”.
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009
Henrique de Matos
(diarioms.com.br)
A retomada das discussões sobre a proposta de mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal ou para outro nome, tem gerado discussões entre a classe política do Estado.
A ideia, amplamente discutido durante os dois mandatos do ex-governador Zeca do PT, voltou à tona nesta semana após a Assembleia Legislativa defender a realização de um plebiscito para avaliar a mudança do nome.
Para os deputados, o ‘estopim’ foi a decisão da Fifa em escolher Cuiabá (MT) e não Campo Grande como a sede da região do Pantanal para receber os jogos da Copa de 2014.
A proposta também divide a opinião das principais lideranças políticas da região da Grande Dourados.
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), se posicionou de forma contrária à mudança no nome do Estado de MS para Pantanal. Segundo ele, a mudança não traria benefícios práticos para o Estado, como instalação de indústrias, geração de emprego e aumento na arrecadação.
“Todo mundo já conhece como Mato Grosso do Sul. Acho uma besteira essa questão de troca de nome. Só vou rever minha opinião se houver garantias de que a mudança para Estado do Pantanal vai garantir mais recursos federais e empregos para o Estado”, disse ao Diário MS, ontem à tarde.
Já o vice-governador Murilo Zaiuth (DEM) se coloca de forma favorável à mudança, caso a alteração tenha a aprovação popular em um possível plebiscito “Sou a favor da realização do plebiscito para ouvir a população. Se os habitantes do Estado forem a favor da mudança, não há motivo para a classe política se colocar de forma contrária. No entanto, acho difícil essa proposta passar em uma consulta popular, já que 80% da população de MS vive na região de planalto e tem pouca identificação com o Pantanal”, disse.
O presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Sidlei Alves (DEM), também se declara a favor da mudança do nome de MS para Estado do Pantanal. Para o vereador, além de reforçar a identidade pantaneira da população do Estado, a alteração poderia estimular o setor turístico de MS, desenvolvendo a economia de vários municípios do Estado. “Poderia ser uma boa para o nosso Estado. Os turistas identificariam MS como o Estado do Pantanal. Isso traria um número bem maior de visitantes’, afirmou à reportagem.
Já o deputado estadual José Teixeira (DEM) também é contrário à mudança do nome de MS. Segundo ele, a alteração geraria transtornos e gastos a toda a população.
“Não vejo necessidade de mudar o nome. Isso geraria gastos exorbitantes à população, que teria que alterar toda a documentação de carros, imóveis para se enquadrar a legislação. Não acredito que a questão do nome tenha influenciado na escolha de Cuiabá como a sede da Copa. O Estado tem outras prioridades e não deve gastar dinheiro com isso”, afirmou.
A Senadora Marisa Serrano (PMDB) afirmou que a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul para Pantanal não vai alterar a vida da população. “O que muda a vida da população é mais investimento, mais escolas, mais empresas, mais produção. Isso é que vai interferir para melhorar ou piorar o dia a dia da comunidade, não será a simples mudança de nome”, afirmou.
Marisa acha que pode ser “boa” a troca de nome, mas sugere que a decisão seja tomada após consulta à população por meio de plebiscito. “Pode ser interessante para que o Brasil não confunda mais o Mato Grosso com o Mato Grosso do Sul, mas acho que a população tem que ser consultada”.
Marisa também discorda da opinião dos deputados estaduais que afirmam que Campo Grande perdeu a disputa com Cuiabá pela subsede da Copa do Mundo de 2014 por causa do nome do Estado. “Foi uma série de outros fatores levados em consideração para a decisão da FIFA. Não acho que um nome influenciaria na escolha”.
Três Lagoas
MS ou Pantanal?: Prefeita e vereadores defendem plebiscitoAssunto sobre a mudança de nome do estado voltou à tona depois que Campo Grande perdeu para Cuiabá o direito de ser sub-sede da Copa 2104
João Maria Vicente
(hojems.com.br)
Simone e Milan não concordam com Estado do PantanalAs discussões sobre a mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Pantanal continuam aquecendo os debates em todo o Estado e já chegaram a Três Lagoas, onde a maioria dos vereadores e a prefeita Simone Tebet (PMDB) acreditam que o mais prudente no momento seria a consulta da população por meio de plebiscito. Nenhum dos parlamentares concorda com a sugestão de Estado do Pantanal, mas entendem que MS perde muito para o estado vizinho, que ficou com o nome original. Fernando Milan (PMDB), presidente da Câmara, por exemplo, disse que MS é um nome paliativo que acaba diminuindo o Estado em relação a MT, “de quem ficamos sendo meros apêndices”. Mesmo assim, não acha adequada a denominação de Estado do Pantanal. “Afinal, não moramos no pântano!”, enfatizou, declarando que apóia o que a população escolher em plebiscito.
Questionada sobre o assunto, a prefeita Simone Tebet (PMDB) foi categórica: “quem tem que ser ouvida é a população”. Assim, para evitar gastos, sugere que a consulta popular seja feita no ano que vem, aproveitando a estrutura das eleições gerais, com opção na urna eletrônica sobre a mudança ou não do nome de MS.
Numa coisa, porém, ela concorda com Milan: não há a menor possibilidade de o MS passar a se chamar Pantanal. Por fim, a prefeita disse que atualmente existem outros problemas muitos mais sérios para serem revolvidos.
O vereador Celso Yamaguti (DEM) também acredita que a melhor saída é transferir o problema para a população. Ele cita, por exemplo, os muitos impactos que toda a sociedade deverá sofrer, sobretudo, os setores produtivos (indústria e comércio), que será atingido mais diretamente.
Ângelo Guerreiro (PDT) e Marisa Rocha (PSB) são absolutamente contra. O pedetista, pela tradição. “Seria o mesmo que mudar o nome de Três Lagoas”, opina, reforçando que “não há a menor necessidade disso”.
Levando-se em conta os muitos prejuízos que poderá acarretar, Marisa considera que a mudança de nome deveria ter ocorrido quando da divisão. “Sou sul-mato-grossense e quero morrer assim”, frisou.
Pelas freqüentes confusões com os nomes, que acabam tornando os sul-mato-grossenses sem identidade, o vereador Tonhão (PPD) considera a discussão válida, mas disse que ainda não tem uma opinião totalmente formada sobre o tema. “Acho que é a população que tem de definir se fica MS ou se muda para Pantanal”. Embora não tenha a pretensão de defender essa bandeira, o vereador pretende levar a discussão para o Legislativo, provocando reunião com os vereadores e abordando o assunto na tribuna.
O petista Idevaldo Claudino também não tem opinião formada e passa a bola para o povo.
ASSUNTO
A discussão sobre a mudança do nome do Estado voltou à tona depois que a Fifa escolheu Cuiabá, em vez de Campo Grande para ser sub-sede da Copa de 2014. Os deputados estaduais defendem a realização de plebiscito sobre a proposta de mudar o nome do Estado de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Pareceres jurídicos e o encaminhamento para debater o assunto com a sociedade serão discutidos em nova reunião, na terça-feira (16 de junho), às 11h30min na sala de reuniões da presidência da Assembléia Legislativa.
O governador André Puccinelli (PMDB) que se recusava a falar no assunto, na sexta-feira admitiu ser contrário à modificação, mas que pretende esperar o plebiscito.
MS ou Pantanal?: Prefeita e vereadores defendem plebiscitoAssunto sobre a mudança de nome do estado voltou à tona depois que Campo Grande perdeu para Cuiabá o direito de ser sub-sede da Copa 2104
João Maria Vicente
(hojems.com.br)
Simone e Milan não concordam com Estado do PantanalAs discussões sobre a mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Pantanal continuam aquecendo os debates em todo o Estado e já chegaram a Três Lagoas, onde a maioria dos vereadores e a prefeita Simone Tebet (PMDB) acreditam que o mais prudente no momento seria a consulta da população por meio de plebiscito. Nenhum dos parlamentares concorda com a sugestão de Estado do Pantanal, mas entendem que MS perde muito para o estado vizinho, que ficou com o nome original. Fernando Milan (PMDB), presidente da Câmara, por exemplo, disse que MS é um nome paliativo que acaba diminuindo o Estado em relação a MT, “de quem ficamos sendo meros apêndices”. Mesmo assim, não acha adequada a denominação de Estado do Pantanal. “Afinal, não moramos no pântano!”, enfatizou, declarando que apóia o que a população escolher em plebiscito.
Questionada sobre o assunto, a prefeita Simone Tebet (PMDB) foi categórica: “quem tem que ser ouvida é a população”. Assim, para evitar gastos, sugere que a consulta popular seja feita no ano que vem, aproveitando a estrutura das eleições gerais, com opção na urna eletrônica sobre a mudança ou não do nome de MS.
Numa coisa, porém, ela concorda com Milan: não há a menor possibilidade de o MS passar a se chamar Pantanal. Por fim, a prefeita disse que atualmente existem outros problemas muitos mais sérios para serem revolvidos.
O vereador Celso Yamaguti (DEM) também acredita que a melhor saída é transferir o problema para a população. Ele cita, por exemplo, os muitos impactos que toda a sociedade deverá sofrer, sobretudo, os setores produtivos (indústria e comércio), que será atingido mais diretamente.
Ângelo Guerreiro (PDT) e Marisa Rocha (PSB) são absolutamente contra. O pedetista, pela tradição. “Seria o mesmo que mudar o nome de Três Lagoas”, opina, reforçando que “não há a menor necessidade disso”.
Levando-se em conta os muitos prejuízos que poderá acarretar, Marisa considera que a mudança de nome deveria ter ocorrido quando da divisão. “Sou sul-mato-grossense e quero morrer assim”, frisou.
Pelas freqüentes confusões com os nomes, que acabam tornando os sul-mato-grossenses sem identidade, o vereador Tonhão (PPD) considera a discussão válida, mas disse que ainda não tem uma opinião totalmente formada sobre o tema. “Acho que é a população que tem de definir se fica MS ou se muda para Pantanal”. Embora não tenha a pretensão de defender essa bandeira, o vereador pretende levar a discussão para o Legislativo, provocando reunião com os vereadores e abordando o assunto na tribuna.
O petista Idevaldo Claudino também não tem opinião formada e passa a bola para o povo.
ASSUNTO
A discussão sobre a mudança do nome do Estado voltou à tona depois que a Fifa escolheu Cuiabá, em vez de Campo Grande para ser sub-sede da Copa de 2014. Os deputados estaduais defendem a realização de plebiscito sobre a proposta de mudar o nome do Estado de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Pareceres jurídicos e o encaminhamento para debater o assunto com a sociedade serão discutidos em nova reunião, na terça-feira (16 de junho), às 11h30min na sala de reuniões da presidência da Assembléia Legislativa.
O governador André Puccinelli (PMDB) que se recusava a falar no assunto, na sexta-feira admitiu ser contrário à modificação, mas que pretende esperar o plebiscito.
Estado do Pantanal.Estado de Bonito?
Estado de Campo Grande?
(www.agenciaarbonito.com.br)
Obviamente a Campanha para a importante mudança de nome do Estado do Mato Grosso “do Sul” (nome que nunca teve sucesso) para o nome estratégico de “Estado do Pantanal” esta sendo corrompida mais uma vez, por pessoas sem conhecimento ou então que devem no mínimo torcer pelo sucesso de outros Estados e não o nosso.
É obvio que a mudança do nome de nosso Estado para “Estado do Pantanal” será a maior ação de marketing estratégico já feito por um Estado. O nome Pantanal vale trilhões de dólares e a possibilidade de termos este nome no nosso Estado é grande, mas a possibilidade de nossos governantes pensarem desta forma não é.
Já ouvi conversas absurdas dentro de círculos de deputados, de prefeitos e etc. Fundamento estratégico parece não existir na cabeça política partidária, mas, o fato é que uma mudança destas acarretaria em mais verba para o Estado e mais dinheiro para todos – inclusive para a classe político partidária.
Acordem e rápido, pois, com a velocidade de tartaruga e de estratégias mal definidas já perdemos muito. Sejamos agora ágeis como onças - Atenha-se a quem é contra a mudança e por quê? Atenham-se aos que tentam inventar outros nomes para estar no palanque e dissolver o que esta nascendo novamente.
Prestem atenção no momento e não hesitem ao chegarem para você dono do “ Refrigeréco Mirinda Limão” e proporem te darem o nome de “coca-cola” com autorização da marca.
Os nomes Coca-Cola e Google valem milhões, assim como o nome Pantanal vale, a única diferença é que o nome Coca Cola e Google tem dono. Mas o nome Pantanal podemos nos dar de presente. Ainda estamos em duvida se aceitamos ou não?
Cuidado, pois, a maioria dos que não aceitam o nome “Estado do Pantanal” são Mato-Grossenses, alguns nascidos no sul, mas, ainda com a alma do norte - os verdadeiros sul-mato-grossenses que nasceram após a divisão do Estado querem mudança, são jovens e pensam no futuro.
Senhores abram à cabeça, desçam do palanque, sejam jovens e tenham maior percepção. Com a mudança de nome não ganharemos somente identidade, ganharemos mais dinheiro, muito mais dinheiro, o que gera empregos, o que gera educação, o que gera cultura e até o que gera mais palanques.
Bem vindos ao “Estado do Pantanal”, pois, o Mato Grosso do Sul para o resto do mundo nada mais é do que aquele pedacinho mal batizado que nos impuseram o nome para ser o vice-Mato grosso.
Vamos acordar e enxergar, pois, disso depende o destino deste Estado rico e fantástico que ao mudar de nome valerá o quanto pesa e deixara de ser o vice.
Estado de Campo Grande?
(www.agenciaarbonito.com.br)
Obviamente a Campanha para a importante mudança de nome do Estado do Mato Grosso “do Sul” (nome que nunca teve sucesso) para o nome estratégico de “Estado do Pantanal” esta sendo corrompida mais uma vez, por pessoas sem conhecimento ou então que devem no mínimo torcer pelo sucesso de outros Estados e não o nosso.
É obvio que a mudança do nome de nosso Estado para “Estado do Pantanal” será a maior ação de marketing estratégico já feito por um Estado. O nome Pantanal vale trilhões de dólares e a possibilidade de termos este nome no nosso Estado é grande, mas a possibilidade de nossos governantes pensarem desta forma não é.
Já ouvi conversas absurdas dentro de círculos de deputados, de prefeitos e etc. Fundamento estratégico parece não existir na cabeça política partidária, mas, o fato é que uma mudança destas acarretaria em mais verba para o Estado e mais dinheiro para todos – inclusive para a classe político partidária.
Acordem e rápido, pois, com a velocidade de tartaruga e de estratégias mal definidas já perdemos muito. Sejamos agora ágeis como onças - Atenha-se a quem é contra a mudança e por quê? Atenham-se aos que tentam inventar outros nomes para estar no palanque e dissolver o que esta nascendo novamente.
Prestem atenção no momento e não hesitem ao chegarem para você dono do “ Refrigeréco Mirinda Limão” e proporem te darem o nome de “coca-cola” com autorização da marca.
Os nomes Coca-Cola e Google valem milhões, assim como o nome Pantanal vale, a única diferença é que o nome Coca Cola e Google tem dono. Mas o nome Pantanal podemos nos dar de presente. Ainda estamos em duvida se aceitamos ou não?
Cuidado, pois, a maioria dos que não aceitam o nome “Estado do Pantanal” são Mato-Grossenses, alguns nascidos no sul, mas, ainda com a alma do norte - os verdadeiros sul-mato-grossenses que nasceram após a divisão do Estado querem mudança, são jovens e pensam no futuro.
Senhores abram à cabeça, desçam do palanque, sejam jovens e tenham maior percepção. Com a mudança de nome não ganharemos somente identidade, ganharemos mais dinheiro, muito mais dinheiro, o que gera empregos, o que gera educação, o que gera cultura e até o que gera mais palanques.
Bem vindos ao “Estado do Pantanal”, pois, o Mato Grosso do Sul para o resto do mundo nada mais é do que aquele pedacinho mal batizado que nos impuseram o nome para ser o vice-Mato grosso.
Vamos acordar e enxergar, pois, disso depende o destino deste Estado rico e fantástico que ao mudar de nome valerá o quanto pesa e deixara de ser o vice.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Opinião “Estado do Pantanal” por Clesio Ribeiro
(gazetanews.com.br) de Amambai
Terça-feira, 16 de junho de 2009 - 15h18m
A desclassificação de Campo Grande para sediar uma fase da Copa do Mundo de 2014 reacendeu a discussão sobre a mudança de nome do Estado. Até que ponto o nome Mato Grosso do Sul faz confundir o nosso Estado com o Mato Grosso? O ex-governador, Zeca do PT, tentou durante seu mandato mudar o nome, mas não vingou. O nome sugerido seria Pantanal, numa referência ao principal ponto turístico do nosso Estado. A ideia é desligar de vez o cordão umbilical com o Mato Grosso.
A discussão sobre o assunto na Assembleia Legislativa ganha força. O deputado Antonio Carlos Arroyo (PR) apresentou em requerimento a ideia da mudança novamente no mês passado, logo após o anúncio de que Cuiabá sediaria jogos da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil, e Campo Grande ficou de fora. Na interpretação do parlamentar, se a intenção da Fifa (Federação Internacional de Futebol) é prestigiar esse patrimônio ecológico da natureza, que é o Pantanal, Mato Grosso do Sul deveria ser o estado escolhido, já que agrega dois terços do território do Pantanal.
Faz sentido também a preocupação imposta pelo deputado Amarildo Cruz (PT). Segundo ele, a mudança de nome teria que ocorrer antes de 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo e estará no foco da mídia internacional. O deputado teme que Cuiabá fique conhecida mundialmente como a Capital do Pantanal, o que seria um prejuízo turístico para o Mato Grosso do Sul.
A disputa pela sede da Copa reacendeu a discussão da mudança de nome do Estado sob o aspecto turístico. No entanto, a confusão que se faz entre o nosso Estado e o Mato Grosso é evidente. Vemos constantemente a mídia se confundindo, políticos e personalidades se referindo ao nosso Estado apenas como “Mato Grosso”. Uma herança que carregamos desde 1979, quando o Mato Grosso foi dividido, criando então o Mato Grosso do Sul.
O assunto é muito polêmico, e por isso mesmo a população deve ficar atenta a ele. Uma coisa é certa: o Mato Grosso do Sul precisa ter mais visibilidade nacional e mundial sob o aspecto turístico, industrial, econômico, cultural, esportivo e político. Mudar o nome do Estado é uma estratégia para se ter uma referência maior nesses contextos citados. Talvez seja uma boa ideia mesmo!
(gazetanews.com.br) de Amambai
Terça-feira, 16 de junho de 2009 - 15h18m
A desclassificação de Campo Grande para sediar uma fase da Copa do Mundo de 2014 reacendeu a discussão sobre a mudança de nome do Estado. Até que ponto o nome Mato Grosso do Sul faz confundir o nosso Estado com o Mato Grosso? O ex-governador, Zeca do PT, tentou durante seu mandato mudar o nome, mas não vingou. O nome sugerido seria Pantanal, numa referência ao principal ponto turístico do nosso Estado. A ideia é desligar de vez o cordão umbilical com o Mato Grosso.
A discussão sobre o assunto na Assembleia Legislativa ganha força. O deputado Antonio Carlos Arroyo (PR) apresentou em requerimento a ideia da mudança novamente no mês passado, logo após o anúncio de que Cuiabá sediaria jogos da Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil, e Campo Grande ficou de fora. Na interpretação do parlamentar, se a intenção da Fifa (Federação Internacional de Futebol) é prestigiar esse patrimônio ecológico da natureza, que é o Pantanal, Mato Grosso do Sul deveria ser o estado escolhido, já que agrega dois terços do território do Pantanal.
Faz sentido também a preocupação imposta pelo deputado Amarildo Cruz (PT). Segundo ele, a mudança de nome teria que ocorrer antes de 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo e estará no foco da mídia internacional. O deputado teme que Cuiabá fique conhecida mundialmente como a Capital do Pantanal, o que seria um prejuízo turístico para o Mato Grosso do Sul.
A disputa pela sede da Copa reacendeu a discussão da mudança de nome do Estado sob o aspecto turístico. No entanto, a confusão que se faz entre o nosso Estado e o Mato Grosso é evidente. Vemos constantemente a mídia se confundindo, políticos e personalidades se referindo ao nosso Estado apenas como “Mato Grosso”. Uma herança que carregamos desde 1979, quando o Mato Grosso foi dividido, criando então o Mato Grosso do Sul.
O assunto é muito polêmico, e por isso mesmo a população deve ficar atenta a ele. Uma coisa é certa: o Mato Grosso do Sul precisa ter mais visibilidade nacional e mundial sob o aspecto turístico, industrial, econômico, cultural, esportivo e político. Mudar o nome do Estado é uma estratégia para se ter uma referência maior nesses contextos citados. Talvez seja uma boa ideia mesmo!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
SUL MATO GROSSENSE SIM, MAS ACIMA DE TUDO PANTANEIRO COM MUITA HONRA.
Quanta discussão, quanta polêmica com o nome do nosso estado -“ Mato Grosso do Sul”. Revendo os fatos e a nossa história, percebemos que tudo começou com os primeiros divisionistas - Vespasiano Martins, Demósthenes Martins e tantos outros que acompanharam essa carruagem, e que tanto lutaram e conseguiram a sonhada Divisão do uno estado de Mato Grosso.
Sou campo grandense com orgulho, mas na minha modesta opinião, faltou na ocasião da Divisão conhecimento, vivência... na linguagem popular, faltou “manha”. Por vaidade, egoísmo e falta de união, nós deixamos “esse cavalo arreado” passar, permitindo que os vizinhos do norte aproveitassem melhor essa oportunidade. Nós ficamos, por incompetência nossa, com o nome de um estado confuso entre as comunidades que nos visitam, havendo a necessidade de correção continua por todos nós.
Temos de reconhecer que não estávamos preparados para semelhante fato. Após a Divisão do Estado, quem foi o primeiro governador? Dr. Harry Amorim Costa, um gaúcho de tradição que soube tão bem dar os primeiros passos. Foi seguido por um mineiro, Dr Marcelo Miranda e depois pelo mirandense Dr Pedro Pedrossian .Três governadores num único mandato, graças às brigas políticas e interesses pessoais que nortearam o início do nosso Estado.
Depois disso, só resta dizer como o Francisco Maia ( Correio do Estado, 20 de junho), “as gerações subseqüentes não têm honrado a idoneidade, a energia e a fibra dos pioneiros divisionistas. Como são tão somente políticos, movimentam-se com exclusiva finalidade de se manterem no poder”.
Com copa ou sem copa de 2014, precisamos fazer uma reflexão para saber onde estamos errando. Uma coisa é certa: para se trazerem grandes eventos para nosso Estado, é necessário, primeiramente, cuidar de nossa tradição, de nossa cultura – molas mestras de qualquer nação, riqueza de nossa terra.
Fico preocupado não só por perdermos a oportunidade de ser uma das subsedes da copa de 2014, mas porque estamos perdendo nossas origens e identidade de sul mato grossenses. Onde estão as grandes festas e eventos populares que havia no passado?
O que vemos atualmente são eventos oriundos de outros estados. Os clubes de tradições gaúchas, catarinenses, paranaenses, baianas para todos os lados, alavancam suas tradições e festas em nosso meio, e o sul mato grossense assiste a tudo como um tuiuiú de bico aberto.
O chamamé pantaneiro é uma expressão musical derivada da polca correntina. Adquiriu, com criatividade dos acordeonistas sul mato grossenses, acordes sentimentais com alma e coração pantaneiros... e os bailarinos se embalam com emoção no seus ritmos e compassos : eles rodam, sonham, encantam e dançam. Mas necessitam hoje de uma colônia paraguaia para expressar seus desejos, espetáculos e sonhos.
Acordem... ação, minha gente!!!
Possuímos um pantanal maravilhoso, mas que poucos conhecem, e que continua adormecido. Nossos representantes só se lembram dele quando necessitam de marketing para o nosso estado... Campo Grande está distante do Pantanal, e não possuímos um acesso digno. Quem dera... uma estrada! Luz, só se for de lamparina, ou motores a óleo diesel, que poluem o meio ambiente. Quem quiser o beneficio da luz elétrica precisa desembolsar uma boa grana.
Mesmo contrário à pesquisa de opinião pública quanto ao plebiscito da mudança do nome do estado, acho que devemos respeitar as manifestações daqueles que desejam essa mudança. É uma ação democrática que resolverá, de uma vez por todas, o desejo dos que amam a sua terra. Se o resultado for “Sim”, mãos a obra! Vamos trabalhar, gastar e mudar. Se for “Não”, encerremos o assunto e enterremos definitivamente essa história.
E, dessa forma, vamos parar de culpar os outros... é hora de refletir: mea culpa, mea culpa, mea culpa!
Parabéns cuiabanos, que através da sua ousadia, coragem e união, souberam, brilhantemente, conquistar essa vitória como subsede da Copa de 2014. Que suas “mangas” enviadas sirvam de adubo para o nosso pessoal entender que é preciso empenho, competência, gestão e trabalho árduo, durante anos, em infra-estrutura, em estradas, em apoio ao turismo para que um dia a gente possa “tchupar nossos coquinhos” e tomar água do coco num pantanal desenvolvido, protegido e amado pelas nossas autoridades.
Dr. João Julio Dittmar
(jdittmar@terra.com.br)
Médico /Pecuarista.
Quanta discussão, quanta polêmica com o nome do nosso estado -“ Mato Grosso do Sul”. Revendo os fatos e a nossa história, percebemos que tudo começou com os primeiros divisionistas - Vespasiano Martins, Demósthenes Martins e tantos outros que acompanharam essa carruagem, e que tanto lutaram e conseguiram a sonhada Divisão do uno estado de Mato Grosso.
Sou campo grandense com orgulho, mas na minha modesta opinião, faltou na ocasião da Divisão conhecimento, vivência... na linguagem popular, faltou “manha”. Por vaidade, egoísmo e falta de união, nós deixamos “esse cavalo arreado” passar, permitindo que os vizinhos do norte aproveitassem melhor essa oportunidade. Nós ficamos, por incompetência nossa, com o nome de um estado confuso entre as comunidades que nos visitam, havendo a necessidade de correção continua por todos nós.
Temos de reconhecer que não estávamos preparados para semelhante fato. Após a Divisão do Estado, quem foi o primeiro governador? Dr. Harry Amorim Costa, um gaúcho de tradição que soube tão bem dar os primeiros passos. Foi seguido por um mineiro, Dr Marcelo Miranda e depois pelo mirandense Dr Pedro Pedrossian .Três governadores num único mandato, graças às brigas políticas e interesses pessoais que nortearam o início do nosso Estado.
Depois disso, só resta dizer como o Francisco Maia ( Correio do Estado, 20 de junho), “as gerações subseqüentes não têm honrado a idoneidade, a energia e a fibra dos pioneiros divisionistas. Como são tão somente políticos, movimentam-se com exclusiva finalidade de se manterem no poder”.
Com copa ou sem copa de 2014, precisamos fazer uma reflexão para saber onde estamos errando. Uma coisa é certa: para se trazerem grandes eventos para nosso Estado, é necessário, primeiramente, cuidar de nossa tradição, de nossa cultura – molas mestras de qualquer nação, riqueza de nossa terra.
Fico preocupado não só por perdermos a oportunidade de ser uma das subsedes da copa de 2014, mas porque estamos perdendo nossas origens e identidade de sul mato grossenses. Onde estão as grandes festas e eventos populares que havia no passado?
O que vemos atualmente são eventos oriundos de outros estados. Os clubes de tradições gaúchas, catarinenses, paranaenses, baianas para todos os lados, alavancam suas tradições e festas em nosso meio, e o sul mato grossense assiste a tudo como um tuiuiú de bico aberto.
O chamamé pantaneiro é uma expressão musical derivada da polca correntina. Adquiriu, com criatividade dos acordeonistas sul mato grossenses, acordes sentimentais com alma e coração pantaneiros... e os bailarinos se embalam com emoção no seus ritmos e compassos : eles rodam, sonham, encantam e dançam. Mas necessitam hoje de uma colônia paraguaia para expressar seus desejos, espetáculos e sonhos.
Acordem... ação, minha gente!!!
Possuímos um pantanal maravilhoso, mas que poucos conhecem, e que continua adormecido. Nossos representantes só se lembram dele quando necessitam de marketing para o nosso estado... Campo Grande está distante do Pantanal, e não possuímos um acesso digno. Quem dera... uma estrada! Luz, só se for de lamparina, ou motores a óleo diesel, que poluem o meio ambiente. Quem quiser o beneficio da luz elétrica precisa desembolsar uma boa grana.
Mesmo contrário à pesquisa de opinião pública quanto ao plebiscito da mudança do nome do estado, acho que devemos respeitar as manifestações daqueles que desejam essa mudança. É uma ação democrática que resolverá, de uma vez por todas, o desejo dos que amam a sua terra. Se o resultado for “Sim”, mãos a obra! Vamos trabalhar, gastar e mudar. Se for “Não”, encerremos o assunto e enterremos definitivamente essa história.
E, dessa forma, vamos parar de culpar os outros... é hora de refletir: mea culpa, mea culpa, mea culpa!
Parabéns cuiabanos, que através da sua ousadia, coragem e união, souberam, brilhantemente, conquistar essa vitória como subsede da Copa de 2014. Que suas “mangas” enviadas sirvam de adubo para o nosso pessoal entender que é preciso empenho, competência, gestão e trabalho árduo, durante anos, em infra-estrutura, em estradas, em apoio ao turismo para que um dia a gente possa “tchupar nossos coquinhos” e tomar água do coco num pantanal desenvolvido, protegido e amado pelas nossas autoridades.
Dr. João Julio Dittmar
(jdittmar@terra.com.br)
Médico /Pecuarista.
domingo, 21 de junho de 2009
Mudar ou não o nome do estado
20/06/2009
(midiamax.com)
Angelo Arruda
Arquiteto e Urbanista, professor da UFMS e Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA.
Há uns anos atrás fiz parte de uma articulação que discutia e defendia a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul e fui um fervoroso apoiador. Participava de reuniões toda segunda-feira pela manhã e cheguei a viajar pelo interior debatendo a mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal.
Naqueles anos 1998 governava o Estado o bancário Zeca do PT e, o seu governo, resolveu fazer uma aposta: apoiar a discussão da mudança do nome e apoiar a Escola de Samba Salgueiro, com 1 milhão de reais e o samba enredo deveria falar do Estado do Pantanal.
Se tínhamos alguma perspectiva de sucesso na empreitada, pois o momento era favorável, foi naquele momento que nosso movimento começou a fazer água, pois aquilo que era uma movimentação empresarial, do turismo, meio ambiente, cultura, etc. se transformou em uma discussão política e grande parte da sociedade logo pensou: o nome Estado do Pantanal, vai gerar a sigla do novo Estado “PT” e o gentílico normal seria pantanense, confundindo com o tradicional Pantaneiro. Essa associação foi o pomo da discórdia.
Logo fomos taxados de adesistas ao governo Zeca por discutirmos uma vontade do governador. O movimento ficava mais se explicando do que discutindo as propostas. E para piorar, quando veio o samba enredo, a letra não se encaixava muito bem e ai foi pedrada vindo de todos os lados e logo alguém apareceu dizendo que o dinheiro teria sido gasto à toa. Nesse contexto, um grande evento foi montado pela TV Morena, no Palácio Popular da Cultura, algo muito sério, pois foram convidados os defensores da mudança e os defensores da manutenção do nome.
O publicitário Duailibi foi escalado para defender a mudança e a Prof.ª Marisa Bittar uma das que defendiam a manutenção do nome Mato Grosso do Sul. O que não sabíamos é que, havia uma pesquisa feita, encomendada pela televisão e que foi anunciada ao final do evento, com transmissão ao vivo e tudo o mais e naquele momento, um balde de água fria foi jogado, pois, segundo a pesquisa mais de dois terços da população queria manter o nome como estava e sugeria investimentos em publicidade para que o povo brasileiro para de achar que moramos no Mato Grosso. Naquele momento, senti o quanto as coisas no nosso Estado são às vezes, muito difíceis de serem encaminhadas.
Naqueles anos de 1998, em pleno governo FHC, o Estado estava em processo de recuperação econômica, mas não havia investimentos para o futuro e tudo que se queria era colocar em discussão a possibilidade de reverter um quadro danoso de pouca prosperidade e perda de valores culturais e sociais do povo. Até a recuperação da NOB foi, por nós, lembrada. Bem, esse era o quadro na época. A proposta da mudança de nome foi logo enterrada e nunca mais se precisou discutí-la. Passados mais de 10 anos, o assunto voltou à tona e em qual momento? Quando perdemos a disputa para Cuiabá de uma vaga para a Copa 2014 e a nossa auto-estima estava no chão.
Relembro a história antiga para tentar fazer um link entre o passado recente e o presente e o que vejo é a mesma coisa. Quando perdemos nossa auto-estima e nossa capacidade de sermos fortes e mais nacionais, pensamos na mudança. Extremamente salutar, mas qual o momento em que vivemos? O ano de 2020 se avizinha e com ele novos paradigmas anunciados pela imprensa nacional.
Em matéria recente da Revista Época, comemorando 11 anos de existência ela somou mais 11 anos aos 2009 e chegou em 2020 e chamou diversas matérias para anunciar coisas do futuro, novas profissões, novos problemas e um monte de suposições que cabe-nos acreditar ou não. Assim caro leitor. Coloco em discussão a discussão de mudar em nome em face da discussão do nosso futuro. Ou seja, quais os planos para o futuro de Mato Grosso do Sul? Sermos Estado do Pantanal é uma vantagem enorme?
Fiquei muito contente com os dados publicados essa semana que dão conta do Pantanal ter 85% do seu território preservado e parabenizo todos os proprietários da região, mas isso não ajuda um milímetro à discussão do novo nome por um motivo simples: o outro Pantanal, no norte, está também preservado como esse do Sul? As notícias de desmatamento no Mato Grosso afetam o Pantanal deles enquanto o nosso é preservado? Pecuária aqui e lá; garças aqui e lá; hotéis aqui e lá; turismo mais lá do que aqui, isso é dado do Ministério do Turismo e isso deveria nos incomodar mais.
Ainda penso que a discussão do nome do Estado é uma discussão importante, pois embora sendo pernambucano de origem e alagoano de nascimento, recebi da Assembléia Legislativa em 2004 o titulo de cidadão sul-mato-grossense e como viajo muito pelo país ainda não encontrei ninguém que se refira a Mato Grosso do Sul quando digo que moro em Campo Grande e sempre tenho que falar dos dois Estados.
Entretanto, quero aqui discutir: depois de 30 anos de existência, o que precisamos fazer para que sejamos reconhecidos como um Estado que tem ligações históricas, geográficas e culturais com o de cima, mas que temos nossas relações paulistas e mineiras que eles não tem? O que devemos fazer para não permitir que pessoas cultas e bem informadas quando chegam ao Estado achem que aqui é Mato Grosso? O que faz um magistrado mandar prender um bandido em Campo Grande e despachar “ em Mato Grosso”?
Tem coisas que precisam ser mais bem discutidas e esclarecidas, mas creio que essa nova celeuma que o Deputado Arroyo e outros parlamentares levantam, deveria ser tratada como uma questão de desenvolvimento. A melhor idéia é para e discutir. Fazer seminários em todas as cidades, depois um estadual e por fim uma Audiência Pública com Plebiscito ou não, onde cada um dos lados- os prós e os contras defendam suas idéias, antes que uma pesquisa dizendo que mais de dois terços são contrários provoque a falta de discussão. Isso volta a me incomodar, pois não permitiria a discussão de idéias.
Por fim, penso que seria importante a mesma Assembléia Legislativa que levanta a bandeira do assunto, também possa levantar a bandeira do desenvolvimento e do futuro e junto com o Executivo, Judiciário, Universidades, Sindicatos e entidades da sociedade, pactuar a idéia de um Estado sonhado pelos que lutaram pela divisão, mas que até agora não se firmou como tal. Talvez esteja aí a nossa maior bandeira.
20/06/2009
(midiamax.com)
Angelo Arruda
Arquiteto e Urbanista, professor da UFMS e Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA.
Há uns anos atrás fiz parte de uma articulação que discutia e defendia a mudança do nome do Estado de Mato Grosso do Sul e fui um fervoroso apoiador. Participava de reuniões toda segunda-feira pela manhã e cheguei a viajar pelo interior debatendo a mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal.
Naqueles anos 1998 governava o Estado o bancário Zeca do PT e, o seu governo, resolveu fazer uma aposta: apoiar a discussão da mudança do nome e apoiar a Escola de Samba Salgueiro, com 1 milhão de reais e o samba enredo deveria falar do Estado do Pantanal.
Se tínhamos alguma perspectiva de sucesso na empreitada, pois o momento era favorável, foi naquele momento que nosso movimento começou a fazer água, pois aquilo que era uma movimentação empresarial, do turismo, meio ambiente, cultura, etc. se transformou em uma discussão política e grande parte da sociedade logo pensou: o nome Estado do Pantanal, vai gerar a sigla do novo Estado “PT” e o gentílico normal seria pantanense, confundindo com o tradicional Pantaneiro. Essa associação foi o pomo da discórdia.
Logo fomos taxados de adesistas ao governo Zeca por discutirmos uma vontade do governador. O movimento ficava mais se explicando do que discutindo as propostas. E para piorar, quando veio o samba enredo, a letra não se encaixava muito bem e ai foi pedrada vindo de todos os lados e logo alguém apareceu dizendo que o dinheiro teria sido gasto à toa. Nesse contexto, um grande evento foi montado pela TV Morena, no Palácio Popular da Cultura, algo muito sério, pois foram convidados os defensores da mudança e os defensores da manutenção do nome.
O publicitário Duailibi foi escalado para defender a mudança e a Prof.ª Marisa Bittar uma das que defendiam a manutenção do nome Mato Grosso do Sul. O que não sabíamos é que, havia uma pesquisa feita, encomendada pela televisão e que foi anunciada ao final do evento, com transmissão ao vivo e tudo o mais e naquele momento, um balde de água fria foi jogado, pois, segundo a pesquisa mais de dois terços da população queria manter o nome como estava e sugeria investimentos em publicidade para que o povo brasileiro para de achar que moramos no Mato Grosso. Naquele momento, senti o quanto as coisas no nosso Estado são às vezes, muito difíceis de serem encaminhadas.
Naqueles anos de 1998, em pleno governo FHC, o Estado estava em processo de recuperação econômica, mas não havia investimentos para o futuro e tudo que se queria era colocar em discussão a possibilidade de reverter um quadro danoso de pouca prosperidade e perda de valores culturais e sociais do povo. Até a recuperação da NOB foi, por nós, lembrada. Bem, esse era o quadro na época. A proposta da mudança de nome foi logo enterrada e nunca mais se precisou discutí-la. Passados mais de 10 anos, o assunto voltou à tona e em qual momento? Quando perdemos a disputa para Cuiabá de uma vaga para a Copa 2014 e a nossa auto-estima estava no chão.
Relembro a história antiga para tentar fazer um link entre o passado recente e o presente e o que vejo é a mesma coisa. Quando perdemos nossa auto-estima e nossa capacidade de sermos fortes e mais nacionais, pensamos na mudança. Extremamente salutar, mas qual o momento em que vivemos? O ano de 2020 se avizinha e com ele novos paradigmas anunciados pela imprensa nacional.
Em matéria recente da Revista Época, comemorando 11 anos de existência ela somou mais 11 anos aos 2009 e chegou em 2020 e chamou diversas matérias para anunciar coisas do futuro, novas profissões, novos problemas e um monte de suposições que cabe-nos acreditar ou não. Assim caro leitor. Coloco em discussão a discussão de mudar em nome em face da discussão do nosso futuro. Ou seja, quais os planos para o futuro de Mato Grosso do Sul? Sermos Estado do Pantanal é uma vantagem enorme?
Fiquei muito contente com os dados publicados essa semana que dão conta do Pantanal ter 85% do seu território preservado e parabenizo todos os proprietários da região, mas isso não ajuda um milímetro à discussão do novo nome por um motivo simples: o outro Pantanal, no norte, está também preservado como esse do Sul? As notícias de desmatamento no Mato Grosso afetam o Pantanal deles enquanto o nosso é preservado? Pecuária aqui e lá; garças aqui e lá; hotéis aqui e lá; turismo mais lá do que aqui, isso é dado do Ministério do Turismo e isso deveria nos incomodar mais.
Ainda penso que a discussão do nome do Estado é uma discussão importante, pois embora sendo pernambucano de origem e alagoano de nascimento, recebi da Assembléia Legislativa em 2004 o titulo de cidadão sul-mato-grossense e como viajo muito pelo país ainda não encontrei ninguém que se refira a Mato Grosso do Sul quando digo que moro em Campo Grande e sempre tenho que falar dos dois Estados.
Entretanto, quero aqui discutir: depois de 30 anos de existência, o que precisamos fazer para que sejamos reconhecidos como um Estado que tem ligações históricas, geográficas e culturais com o de cima, mas que temos nossas relações paulistas e mineiras que eles não tem? O que devemos fazer para não permitir que pessoas cultas e bem informadas quando chegam ao Estado achem que aqui é Mato Grosso? O que faz um magistrado mandar prender um bandido em Campo Grande e despachar “ em Mato Grosso”?
Tem coisas que precisam ser mais bem discutidas e esclarecidas, mas creio que essa nova celeuma que o Deputado Arroyo e outros parlamentares levantam, deveria ser tratada como uma questão de desenvolvimento. A melhor idéia é para e discutir. Fazer seminários em todas as cidades, depois um estadual e por fim uma Audiência Pública com Plebiscito ou não, onde cada um dos lados- os prós e os contras defendam suas idéias, antes que uma pesquisa dizendo que mais de dois terços são contrários provoque a falta de discussão. Isso volta a me incomodar, pois não permitiria a discussão de idéias.
Por fim, penso que seria importante a mesma Assembléia Legislativa que levanta a bandeira do assunto, também possa levantar a bandeira do desenvolvimento e do futuro e junto com o Executivo, Judiciário, Universidades, Sindicatos e entidades da sociedade, pactuar a idéia de um Estado sonhado pelos que lutaram pela divisão, mas que até agora não se firmou como tal. Talvez esteja aí a nossa maior bandeira.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
19/06/2009 12:18
Para André, não cabe à Assembleia mudar nome de MS
Valdelice Bonifácio
(midiamax.com)
O governador André Puccinelli (PMDB) afirma que a Assembleia Legislativa não tem competência para mudar o nome de Mato Grosso do Sul, como supõem deputados estaduais.
“Legalmente não podem fazer isso. É uma questão congressual, cabe ao Congresso fazê-lo”, opinou ao participar nesta manhã de entrega de casas no Residencial Oiti, próximo ao Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande.
Na Assembleia, há parlamentares que alegam que bastaria apenas uma emenda à Constituição para mudar o nome de Mato Grosso do Sul. Um deles é o deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) que lidera o movimento pela mudança na Casa de Leis.
Porém, há um grupo que discorda. O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), por exemplo, pensa da mesma forma que André Puccinelli. “A Lei que criou o Estado de Mato Grosso do Sul é federal, portanto cabe ao Congresso fazer a modificação nesta lei”, comentou.
Apesar de não reconhecer a competência da Casa de Leis estadual para fazer a alteração, o governador não se opõe a realização do plebiscito para ouvir a população sobre o assunto.
Ontem, Antônio Carlos Arroyo apresentou projeto de lei regulamentando a realização de plebiscitos, referendos e consultas populares em Mato Grosso do Sul.
Arroyo que defende o nome de Estado do Pantanal avalia que o plebiscito não seria uma obrigação, mas considera indispensável ouvir a população neste processo.
A proposta que é o primeiro passo concreto para realizar a consulta à sociedade vai tramitar pelas comissões da Casa e não tem data para ser votada em plenário.
Para André, não cabe à Assembleia mudar nome de MS
Valdelice Bonifácio
(midiamax.com)
O governador André Puccinelli (PMDB) afirma que a Assembleia Legislativa não tem competência para mudar o nome de Mato Grosso do Sul, como supõem deputados estaduais.
“Legalmente não podem fazer isso. É uma questão congressual, cabe ao Congresso fazê-lo”, opinou ao participar nesta manhã de entrega de casas no Residencial Oiti, próximo ao Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande.
Na Assembleia, há parlamentares que alegam que bastaria apenas uma emenda à Constituição para mudar o nome de Mato Grosso do Sul. Um deles é o deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) que lidera o movimento pela mudança na Casa de Leis.
Porém, há um grupo que discorda. O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), por exemplo, pensa da mesma forma que André Puccinelli. “A Lei que criou o Estado de Mato Grosso do Sul é federal, portanto cabe ao Congresso fazer a modificação nesta lei”, comentou.
Apesar de não reconhecer a competência da Casa de Leis estadual para fazer a alteração, o governador não se opõe a realização do plebiscito para ouvir a população sobre o assunto.
Ontem, Antônio Carlos Arroyo apresentou projeto de lei regulamentando a realização de plebiscitos, referendos e consultas populares em Mato Grosso do Sul.
Arroyo que defende o nome de Estado do Pantanal avalia que o plebiscito não seria uma obrigação, mas considera indispensável ouvir a população neste processo.
A proposta que é o primeiro passo concreto para realizar a consulta à sociedade vai tramitar pelas comissões da Casa e não tem data para ser votada em plenário.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
opinião
Carta aberta a Arieis Santana
(Correio do Estado, 05-08-2009 - pagina 2)
Leio sua carta de 15 último, endereçada ao prefeito e aos deputados. Cabe a
eles respondê-la, mas como não é uma correspondência pessoal e trata de
assunto de interesse geral permito-me tecer alguns comentários sobre o seu
teor. Em primeiro lugar, quero dizer que li todas as obras do saudoso
professor Barbosa Rodrigues e delas, ressai sua angústia exteriorizada em
seguidos artigos no “Correio do Estado,” onde o emérito acadêmico pressentia
o caos da semelhança de nomes dos dois Estados ao sugerir o gentílico
matogrossulês ou matogrossulense para o Estado nascente. Ele não concordava
com o sul-matogrossense, até porque este é o adjetivo pátrio de quem nasce
no Sul de Mato Grosso.
Quanto ao respeitável publicitário Ricardo Duailibi, nosso conterrâneo, este
esteve em Campo Grande na abertura da Liga do Estado do Pantanal, há pouco
mais de nove anos e proferiu conferência no Palácio Popular da Cultura sobre
a importância da nova denominação. E o que ele disse na ocasião (e eu tenho
gravado) foi que, nem uma campanha de cinquenta milhões faria o Mato Grosso
do Sul pegar e o Estado do Pantanal, por ser conhecido em todo o mundo, não
precisaria sequer de campanha publicitária.
Os divisionistas Paulo Coelho Machado, Vespasiano Martins e outros citados
em sua carta nunca foram ardorosos defensores do Mato Grosso do Sul como
denominação para o Estado que pleiteavam. O patriarca da divisão, Vespasiano
Martins, defendeu Estado de Maracaju, exatamente porque tinha o senso da
divisão completa e definitiva, onde não houvesse a menor dúvida de nossa
separação política total. Me desculpe se isso lhe ofende, mas a sua tese é a
de quem era contrário à divisão do Estado, fundada no paradigma cívico:
nasci matogrossense e quero morrer matogrossense.
Concordo com o fato de que é “muito mais distinto; é muito mais charmoso; é
muito mais erudito; é muito mais melodioso ser chamado de SUL-MATO-GROSSENSE
do que pantaneiro ou pantanense. O Mato Grosso do Sul é realmente um nome
expressivo, forte e marcante. O problema é que há uma tendência natural à
abreviação e simplificação dos nomes. Não há cidade, estado ou pessoa com
nome com mais de duas palavras que não passe por este fenômeno lingüístico,
onde Rio Grande do Sul é Rio Grande, Rio Grande do Norte é Rio Grande, São
Sebastião do Rio de Janeiro ficou apenas Rio, Ribas do Rio Pardo, Ribas e
Mato Grosso do Sul, lugar comum, reduz-se a Mato Grosso. Não se trata de
trocar o nome e sim de tratar pelo primeiro nome. Quem nos chama de Mato
Grosso, aqui ou alhures, o faz não por falta de conhecimentos elementares de
geografia, mas por comodismo.
Em sua carta são citados dois exemplos de acidentes geográficos glamurosos
que não teriam servido de motivação para mudança de nome de seus Estados:
Cataratas de Iguaçu e Baia de Guanabara. Iguaçu foi o nome escolhido pelos
separatistas que em 1972 tentaram criar um Estado a Oeste do Paraná e
Guanabara (não sei se é de seu tempo) foi o nome de um Estado oriundo da
transformação da cidade do Rio de Janeiro, em 1960 (o chamado município
neutro) em unidade da federação, exatamente como compensação pela mudança da
capital federal para Brasília.
Por fim, há um Mato Grosso muito mais notável tolhendo nossa identificação.
Tive muito orgulho de ser matogrossense, tenho orgulho de ser
matogrossulense e serei, orgulhosamente, pantaneiro mesmo.
Sergio Cruz
Jornalista
sergiocruz@viamorena.com
Carta aberta a Arieis Santana
(Correio do Estado, 05-08-2009 - pagina 2)
Leio sua carta de 15 último, endereçada ao prefeito e aos deputados. Cabe a
eles respondê-la, mas como não é uma correspondência pessoal e trata de
assunto de interesse geral permito-me tecer alguns comentários sobre o seu
teor. Em primeiro lugar, quero dizer que li todas as obras do saudoso
professor Barbosa Rodrigues e delas, ressai sua angústia exteriorizada em
seguidos artigos no “Correio do Estado,” onde o emérito acadêmico pressentia
o caos da semelhança de nomes dos dois Estados ao sugerir o gentílico
matogrossulês ou matogrossulense para o Estado nascente. Ele não concordava
com o sul-matogrossense, até porque este é o adjetivo pátrio de quem nasce
no Sul de Mato Grosso.
Quanto ao respeitável publicitário Ricardo Duailibi, nosso conterrâneo, este
esteve em Campo Grande na abertura da Liga do Estado do Pantanal, há pouco
mais de nove anos e proferiu conferência no Palácio Popular da Cultura sobre
a importância da nova denominação. E o que ele disse na ocasião (e eu tenho
gravado) foi que, nem uma campanha de cinquenta milhões faria o Mato Grosso
do Sul pegar e o Estado do Pantanal, por ser conhecido em todo o mundo, não
precisaria sequer de campanha publicitária.
Os divisionistas Paulo Coelho Machado, Vespasiano Martins e outros citados
em sua carta nunca foram ardorosos defensores do Mato Grosso do Sul como
denominação para o Estado que pleiteavam. O patriarca da divisão, Vespasiano
Martins, defendeu Estado de Maracaju, exatamente porque tinha o senso da
divisão completa e definitiva, onde não houvesse a menor dúvida de nossa
separação política total. Me desculpe se isso lhe ofende, mas a sua tese é a
de quem era contrário à divisão do Estado, fundada no paradigma cívico:
nasci matogrossense e quero morrer matogrossense.
Concordo com o fato de que é “muito mais distinto; é muito mais charmoso; é
muito mais erudito; é muito mais melodioso ser chamado de SUL-MATO-GROSSENSE
do que pantaneiro ou pantanense. O Mato Grosso do Sul é realmente um nome
expressivo, forte e marcante. O problema é que há uma tendência natural à
abreviação e simplificação dos nomes. Não há cidade, estado ou pessoa com
nome com mais de duas palavras que não passe por este fenômeno lingüístico,
onde Rio Grande do Sul é Rio Grande, Rio Grande do Norte é Rio Grande, São
Sebastião do Rio de Janeiro ficou apenas Rio, Ribas do Rio Pardo, Ribas e
Mato Grosso do Sul, lugar comum, reduz-se a Mato Grosso. Não se trata de
trocar o nome e sim de tratar pelo primeiro nome. Quem nos chama de Mato
Grosso, aqui ou alhures, o faz não por falta de conhecimentos elementares de
geografia, mas por comodismo.
Em sua carta são citados dois exemplos de acidentes geográficos glamurosos
que não teriam servido de motivação para mudança de nome de seus Estados:
Cataratas de Iguaçu e Baia de Guanabara. Iguaçu foi o nome escolhido pelos
separatistas que em 1972 tentaram criar um Estado a Oeste do Paraná e
Guanabara (não sei se é de seu tempo) foi o nome de um Estado oriundo da
transformação da cidade do Rio de Janeiro, em 1960 (o chamado município
neutro) em unidade da federação, exatamente como compensação pela mudança da
capital federal para Brasília.
Por fim, há um Mato Grosso muito mais notável tolhendo nossa identificação.
Tive muito orgulho de ser matogrossense, tenho orgulho de ser
matogrossulense e serei, orgulhosamente, pantaneiro mesmo.
Sergio Cruz
Jornalista
sergiocruz@viamorena.com
Apenas para completar as informações do Wagner Sávio, quanto a estados que mudaram de nome, vou citar alguns casos brasileiros. 1) Amapá, desmembrado da Guiana Francesa em 1900, recebendo a denominação atual em 1943. Roraima, até a Constituição de 1988, chamou-se Rio Branco e Rondônia, que desmembrado de Mato Grosso em 1940, chamou-se até recentemente de Guaporé. O Estado do Pantanal tem precedentes. Amapá homenageia seu principal rio, Roraima seu mais notável acidente geográfico, o monte Roraima e Rondônia, o mais célebre sertanista brasileiro.
Da Redação
(Jornal de Domingo-online)
Noticia de: 05 de Junho de 2009 - 20:07
Entrevista com Wagner Sávio
Wagner Sávio Severino dos Santos, Coordenador Geral da liga pró estado do Pantanal-PN concedeu uma entrevista exclusiva para o site do Jornal de Domingo. Wagner falou sobre suas opiniões além de afirmar que “Pantanal-PN! este nome gera riquezas”.
1. De quem foi à idéia da mudança de nome e por quê?
R: – Desde a constituinte estadual, em 1979, o publicitário e sul-mato-grossense Roberto Duailibi, juntamente com outros intelectuais que fizeram parte dos trabalhos na época, já questionavam o nome MATO GROSSO DO SUL, afirmando que ele iria nos causar sérios prejuízos, tais como: a construção de nossa identidade, pois continuaríamos à sombra do antigo estado; a difícil memorização por falta do contra ponto, ou seja, não temos o MATO GROSSO DO NORTE; um nome extenso; etc.. Portanto, a mudança do nome do nosso estado está sendo pensada e discutida desde sua criação, mas eles deixaram bem claro que não foram os donos da verdade. Mas que queriam sim um debate no campo das idéias, de alto nível, esclarecedor e respeitando os contrários.
2. Em um site havia uma informação que identificava Manoel de Barros e um dos integrantes da família Espíndola como pioneiros na idéia da mudança do nome para Estado do Pantanal, isso é verdade?
R: - O que posso afirmar é que, desde a criação da Liga Pró Estado do PANTANAL-PN, em 07 de outubro de 1999, da qual faço parte desde o início como conselheiro fiscal e desde 2004 como Coordenador Geral, o artista plástico Humberto Espíndola, desde o início, fez parte como 1º coordenador –adjunto. Quanto ao nosso grande poeta Manoel de Barros, sua adesão aconteceu em janeiro de 2000. Destacou que “o nome PANTANAL é de todas as línguas, uma poesia universal que sintetiza as múltiplas essências humanas ao agregar o infinito espírito da natureza. Expressão que dispensa apresentação no mundo. Reforço que será acrescentado à consciência preservacionista, na medida em que vai incorporar em cada cidadão a responsabilidade de zelar pelo seu maior bem natural”. Um dia histórico para a liga. Portanto, pioneiro da idéia é o Sr Roberto Duailibi e quem realmente abriu o debate para a sociedade foi o ex- governador Zeca do PT.
3. Por que a mudança não aconteceu? E o que é necessário que se faça para que ela aconteça? Já que é um fato inédito na história do Brasil.
R: Por diversos fatores, mas há dois que realmente impactaram o andamento da proposta na época. Desqualificar e partidarizar o debate. A grande mídia de nosso estado, escrita e televisiva, deixou de lado seus nobres princípios, quais sejam os de INFORMAR e, principalmente, EDUCAR a sociedade, preferiu prestar um grande desserviço à população, desvirtuando ou sonegando informações. Argumentaram que a mudança iria trazer grandes transtornos à população com gastos exorbitantes como: trocar as placas de todos os carros, todos os documentos, escrituras cartorárias, etc., o que não era e não é verdade. Exemplo claro de partidarização foi que o estado do PANTANAL teria como sigla “PT”. Acredito que qualquer órgão de imprensa deste país, sabe que as siglas dos estados brasileiros são formadas, para os nomes simples, a partir da primeira letra do nome com a próxima, desde que não aja alguma existente.
Ex: Paraíba = PB (PA= Pará, PR=Paraná, PA=Pará, PI=Piauí e PB=Paraíba).
Ex: PANTANAL = PN (PA=Pará, PN=Pantanal).
P B = PARAÍBA
P A = PARÁ
P R = PARANÁ
P I = PIAUÍ
P B = PARAÍBA
P N = PANTANAL
Portanto, aquela história de PANTANAL – “PT”, é impossível de ocorrer. Infelizmente uma mentira pronunciada várias vezes acaba virando verdade para os menos esclarecidos. Há dois caminhos para que ocorra a mudança. Um é propor projeto de lei, através de ação popular (coleta de pelo menos 1% de votantes do MS – de 15 a 20 mil assinaturas) junto a Assembléia Legislativa do Estado. Outra situação, mais dispendiosa e demorada, através de plebiscito.
4. Algum estado, a nível mundial, já teve seu nome mudado?
R: Há diversos exemplos de mudança de nomes de países e cidades.
- Abissínia foi o nome da Etiópia até o início do século 20
- Paquistão Oriental foi província do Paquistão no período de 1947-1971, depois disto tornou-se Bangladesh.
- Zimbábue era conhecido como Rodésia até 1980.
- Zaire trocou o seu nome para República Democrática do Congo, em 1997.
- Basutoland foi o nome de Lesoto antes de 1966.
- Mumbai, na Índia, foi chamada de Bombaim até 1995.
No caso das cidades, temos Leningrado, que após o colapso da União Soviética voltou a se chamar São Petersburgo.
Estes são exemplos relevantes divulgados pela grande imprensa. O caso de MS terá também especial relevância, tendo em vista a polêmica envolvida e o próprio bioma pantaneiro, considerado um patrimônio natural da humanidade, do qual seremos os “guardiões”, de fato e de direito, incorporando em nossa identidade e em tudo que produzirmos.
5. Quais as vantagens e desvantagens para os sul-mato-grossenses?
R: Acredito que estas são as principais vantagens:
Primeiro: Teremos nome próprio. Um nome conhecido mundialmente e escolhido por nossa vontade.
Segundo: Resgataremos nossa auto-estima e não mais seremos confundidos, pois seremos um único estado da federação com um nome diferenciado e de forte apelo ambiental. Será bem mais fácil construirmos nossa identidade.
Terceiro: O simples fato do debate sobre a mudança do nome nos dará, gratuitamente, mídia local, nacional e internacional, facilitando nossa identificação e localização geográfica.
Quarto: A palavra PANTANAL, de imediato, nos remete ao turismo (segundo segmento que mais emprega e distribui renda no mundo), uma das grandes vocações de nosso estado. A chancela da marca PANTANAL, estará estampada em nossa agricultura, pecuária, indústria e comércio, agregando valores em todos os nossos produtos.
Quinto: Um estado com este nome PANTANAL-PN, patrimônio da humanidade, exigirá de nossa sociedade e nossos governantes uma NOVA POSTURA DE VIDA, buscando o desenvolvimento sustentável, preservando o meio ambiente, buscando uma verdadeira integração harmônica entre HOMEM E NATUREZA e, acima de tudo, sabendo que estaremos deixando para as próximas gerações um ambiente saudável em que possam garantir seu futuro.
Quanto às desvantagens, não consigo vislumbrá-las. Aceitar argumentos de que teremos imensos transtornos, um custo absurdo com esta mudança, isto não é verdade. Estes são argumentos que não encontram consistência. Vivemos na era da informática. Uma mudança desta natureza equivale a apertar uma tecla no computador. Hoje as empresas usam formulários contínuos, notas fiscais eletrônicas (em fase de implantação, inclusive com a EFD – Escrituração Fiscal Digital). Todo estoque de material, quer seja das empresas privadas como dos órgãos públicos, poderão ser usados até o final (NF de talonários são válidos por dois anos). As escrituras públicas (cartórios) são documentos AD ETERNUM, não se alteram. A Carteira de Identidade continuará valendo sem a necessidade de retirar uma nova. Afinal, até hoje tem gente com a Carteira de Identidade de Mato Grosso. Para os novos documentos (nascimentos, emplacamentos de veículos, etc.) já sairão com o novo nome. Quanto às placas dos veículos, que hoje são definitivas, só irão trocar a tarjeta, pois a mesma contém a sigla MS que será substituída pela sigla PN, no momento em que for fazer o licenciamento anual de cada veículo. Haverá um período de transição, como houve na criação do MS. Ninguém será obrigado a mudar seus documentos ou impressos de imediato. Portanto, os argumentos de que teríamos que trocar todos os documentos públicos, Carteira de Identidade, escrituras cartorárias, placas dos automóveis, talões de notas fiscais, são inconsistentes.
Em nossos estudos e avaliações, os benefícios serão imensamente superiores, a começar pelo nome, reconhecimento, auto-estima, mídia gratuita e, principalmente, a questão financeira. Enfim, seremos a “novidade”, o estado da ecologia e da preservação, do compromisso com o ambiente inteiro. Este será o estado do PANTANAL-PN.
6. O Senhor considera que se o nome do Estado fosse Estado do Pantanal, nós teríamos ganhado na escolha das sub-sedes? Pois seria muito declarado o estado que representaria o Pantanal e assim a FIFA teria que escolher Cuiabá e Campo Grande para não ficar muito na cara a ação do "tapetão" político.
R: Se tivéssemos o nome PANTANAL-PN, acredito que seria mais difícil a escolha, até porque Mato Grosso é um estado literalmente amazônico (segue a legislação ambiental da amazônia, faz parte da SUDAM e seu território é composto de: 47% de floresta amazônica, 35% de cerrado, 12% de campos e somente 6% de pantanal), porém, abriria uma grande chance de, os dois estados, numa parceria bem forte, promoverem juntos a sub-sede pantaneira da Copa do Mundo. Hoje, depois de tantas acusações e repúdios, tenho minhas dúvidas em futuras parcerias.
Que fique bem claro: somente nome não ganha nada! Foram diversos fatores, entre eles, competência profissional na articulação e desenvolvimento do projeto, planejamento estratégico e, principalmente, articulação política.
O momento é agora, não de revanchismo, mas de afirmação. Ou fazemos algo muito forte ou cairemos no anonimato, pois o maior legado que a mãe natureza nos deu, o PANTANAL, ao que parece já tem dono, isto se não fizermos algo rápido e afirmativo, que possa resgatar nossa verdadeira condição de estado pantaneiro.
7. Por que existe pessoas contra a mudança do nome? E quem são elas?
R: A beleza da vida está no plural, na diversidade. O que seria do azul se todos gostassem do verde? O debate de idéias é o melhor caminho para as decisões seguras e bem pensadas. A resistência à mudança é natural do ser humano. Ele adora zona de conforto. Com todo respeito aos contrários, a mudança só não ocorreu pela falta de conhecimento, informação e esclarecimento à população sobre o assunto.
8. O Senhor considera Mato Grosso do Sul com mais potencial que Mato Grosso?
R: De forma alguma. São estados mais complementares que diferentes, com uma origem comum, e grandes potencialidades.
Não podemos negar as grandes potencialidades de Mato Grosso com quase três vezes a área territorial que a nossa, fazendo parte da região amazônica e com progresso pujante. Mato Grosso do Sul não fica atrás em nada. É também um estado com vocação para o agronegócio e o turismo, isto sem falar nas suas riquezas minerais. Estamos localizados estrategicamente ao lado de São Paulo, com uma estrutura logística que, muito em breve, será uma das mais importantes do país.
9. Qual a sua opinião em relação à escolha da FIFA? Por que MT e não MS, já que o Pantanal é aqui e eles queriam um estado que abrangesse o Pantanal?
R: É bom que se esclareça. Mato Grosso do Sul possui 2/3 (dois terços) do pantanal e esta região representa 25% do território sul-mato-grossense, ao passo que Mato Grosso possui 1/3 (um terço) do pantanal e representa apenas 6% de seu território.
A definição da FIFA por Mato Grosso foi em virtude das articulações bem alicerçadas entre o presidente da CBF, Sr. Ricardo Teixeira, governador do MT e o presidente da FIFA. . É bom que se diga que a Copa do Mundo seria realizada em apenas 10 cidades. Para chegar a 12 cidades criaram um pretexto criativo e inteligente, uma Copa Ecológica onde teríamos uma sub-sede na Amazônia e outra no Pantanal. Assim foi feito contemplando Cuiabá e Manaus.
10. Em sua opinião, como será a reação do Brasil se acontecer a mudança do nome? Pois hoje a própria mídia nacional confunde, ao citar o MS, com o MT, o Senhor acha que seria mais fácil para as pessoas de outros estados identificarem o MS como Estado do Pantanal?
R: Acredito que a reação brasileira será altamente positiva, pois o povo brasileiro começa a ter a dimensão do que representa este nome para nós e o mundo. A confusão irá acabar. Seremos um estado único com este nome. Ganharemos mídia local, nacional e internacional, facilitando a memorização e localização geográfica do estado do PANTANAL-PN.
11. Essa falta de identidade que o MS sofre acarreta algum tipo de prejuízo para o Estado?
R: Claro que sim! Como construir uma identidade, ter credibilidade, reconhecimento sem que tenha um nome? A todo instante somos confundidos ou tratados como se fôssemos o mesmo estado. Não existe um só evento por aqui em que não somos constrangidos ou constringimos alguém. Estamos nos tornando um povo deselegante, mal educado, raivoso e vaiando a todos que por aqui passam ou são convidados para alguma atividade e nos chamam pelo nome de Mato Grosso. Temos ou não este nome? Somos xarás do vizinho estado, mas com uma pequena diferença: colocaram-nos um “DO SUL” que não existe, já que somos do Centro Oeste; não cola, porque não temos o contra ponto “DO NORTE” e ninguém fala por ser um nome “tri composto” e muito extenso.
As pessoas que desejarem expor suas opiniões podem entrar em contato com Wagner Sávio através dos endereços eletrônicos: wagnersavio@hotmail.com, estadodopantanal.pn@gmail.com e contato@pioneirotour.com.br
(Jornal de Domingo-online)
Noticia de: 05 de Junho de 2009 - 20:07
Entrevista com Wagner Sávio
Wagner Sávio Severino dos Santos, Coordenador Geral da liga pró estado do Pantanal-PN concedeu uma entrevista exclusiva para o site do Jornal de Domingo. Wagner falou sobre suas opiniões além de afirmar que “Pantanal-PN! este nome gera riquezas”.
1. De quem foi à idéia da mudança de nome e por quê?
R: – Desde a constituinte estadual, em 1979, o publicitário e sul-mato-grossense Roberto Duailibi, juntamente com outros intelectuais que fizeram parte dos trabalhos na época, já questionavam o nome MATO GROSSO DO SUL, afirmando que ele iria nos causar sérios prejuízos, tais como: a construção de nossa identidade, pois continuaríamos à sombra do antigo estado; a difícil memorização por falta do contra ponto, ou seja, não temos o MATO GROSSO DO NORTE; um nome extenso; etc.. Portanto, a mudança do nome do nosso estado está sendo pensada e discutida desde sua criação, mas eles deixaram bem claro que não foram os donos da verdade. Mas que queriam sim um debate no campo das idéias, de alto nível, esclarecedor e respeitando os contrários.
2. Em um site havia uma informação que identificava Manoel de Barros e um dos integrantes da família Espíndola como pioneiros na idéia da mudança do nome para Estado do Pantanal, isso é verdade?
R: - O que posso afirmar é que, desde a criação da Liga Pró Estado do PANTANAL-PN, em 07 de outubro de 1999, da qual faço parte desde o início como conselheiro fiscal e desde 2004 como Coordenador Geral, o artista plástico Humberto Espíndola, desde o início, fez parte como 1º coordenador –adjunto. Quanto ao nosso grande poeta Manoel de Barros, sua adesão aconteceu em janeiro de 2000. Destacou que “o nome PANTANAL é de todas as línguas, uma poesia universal que sintetiza as múltiplas essências humanas ao agregar o infinito espírito da natureza. Expressão que dispensa apresentação no mundo. Reforço que será acrescentado à consciência preservacionista, na medida em que vai incorporar em cada cidadão a responsabilidade de zelar pelo seu maior bem natural”. Um dia histórico para a liga. Portanto, pioneiro da idéia é o Sr Roberto Duailibi e quem realmente abriu o debate para a sociedade foi o ex- governador Zeca do PT.
3. Por que a mudança não aconteceu? E o que é necessário que se faça para que ela aconteça? Já que é um fato inédito na história do Brasil.
R: Por diversos fatores, mas há dois que realmente impactaram o andamento da proposta na época. Desqualificar e partidarizar o debate. A grande mídia de nosso estado, escrita e televisiva, deixou de lado seus nobres princípios, quais sejam os de INFORMAR e, principalmente, EDUCAR a sociedade, preferiu prestar um grande desserviço à população, desvirtuando ou sonegando informações. Argumentaram que a mudança iria trazer grandes transtornos à população com gastos exorbitantes como: trocar as placas de todos os carros, todos os documentos, escrituras cartorárias, etc., o que não era e não é verdade. Exemplo claro de partidarização foi que o estado do PANTANAL teria como sigla “PT”. Acredito que qualquer órgão de imprensa deste país, sabe que as siglas dos estados brasileiros são formadas, para os nomes simples, a partir da primeira letra do nome com a próxima, desde que não aja alguma existente.
Ex: Paraíba = PB (PA= Pará, PR=Paraná, PA=Pará, PI=Piauí e PB=Paraíba).
Ex: PANTANAL = PN (PA=Pará, PN=Pantanal).
P B = PARAÍBA
P A = PARÁ
P R = PARANÁ
P I = PIAUÍ
P B = PARAÍBA
P N = PANTANAL
Portanto, aquela história de PANTANAL – “PT”, é impossível de ocorrer. Infelizmente uma mentira pronunciada várias vezes acaba virando verdade para os menos esclarecidos. Há dois caminhos para que ocorra a mudança. Um é propor projeto de lei, através de ação popular (coleta de pelo menos 1% de votantes do MS – de 15 a 20 mil assinaturas) junto a Assembléia Legislativa do Estado. Outra situação, mais dispendiosa e demorada, através de plebiscito.
4. Algum estado, a nível mundial, já teve seu nome mudado?
R: Há diversos exemplos de mudança de nomes de países e cidades.
- Abissínia foi o nome da Etiópia até o início do século 20
- Paquistão Oriental foi província do Paquistão no período de 1947-1971, depois disto tornou-se Bangladesh.
- Zimbábue era conhecido como Rodésia até 1980.
- Zaire trocou o seu nome para República Democrática do Congo, em 1997.
- Basutoland foi o nome de Lesoto antes de 1966.
- Mumbai, na Índia, foi chamada de Bombaim até 1995.
No caso das cidades, temos Leningrado, que após o colapso da União Soviética voltou a se chamar São Petersburgo.
Estes são exemplos relevantes divulgados pela grande imprensa. O caso de MS terá também especial relevância, tendo em vista a polêmica envolvida e o próprio bioma pantaneiro, considerado um patrimônio natural da humanidade, do qual seremos os “guardiões”, de fato e de direito, incorporando em nossa identidade e em tudo que produzirmos.
5. Quais as vantagens e desvantagens para os sul-mato-grossenses?
R: Acredito que estas são as principais vantagens:
Primeiro: Teremos nome próprio. Um nome conhecido mundialmente e escolhido por nossa vontade.
Segundo: Resgataremos nossa auto-estima e não mais seremos confundidos, pois seremos um único estado da federação com um nome diferenciado e de forte apelo ambiental. Será bem mais fácil construirmos nossa identidade.
Terceiro: O simples fato do debate sobre a mudança do nome nos dará, gratuitamente, mídia local, nacional e internacional, facilitando nossa identificação e localização geográfica.
Quarto: A palavra PANTANAL, de imediato, nos remete ao turismo (segundo segmento que mais emprega e distribui renda no mundo), uma das grandes vocações de nosso estado. A chancela da marca PANTANAL, estará estampada em nossa agricultura, pecuária, indústria e comércio, agregando valores em todos os nossos produtos.
Quinto: Um estado com este nome PANTANAL-PN, patrimônio da humanidade, exigirá de nossa sociedade e nossos governantes uma NOVA POSTURA DE VIDA, buscando o desenvolvimento sustentável, preservando o meio ambiente, buscando uma verdadeira integração harmônica entre HOMEM E NATUREZA e, acima de tudo, sabendo que estaremos deixando para as próximas gerações um ambiente saudável em que possam garantir seu futuro.
Quanto às desvantagens, não consigo vislumbrá-las. Aceitar argumentos de que teremos imensos transtornos, um custo absurdo com esta mudança, isto não é verdade. Estes são argumentos que não encontram consistência. Vivemos na era da informática. Uma mudança desta natureza equivale a apertar uma tecla no computador. Hoje as empresas usam formulários contínuos, notas fiscais eletrônicas (em fase de implantação, inclusive com a EFD – Escrituração Fiscal Digital). Todo estoque de material, quer seja das empresas privadas como dos órgãos públicos, poderão ser usados até o final (NF de talonários são válidos por dois anos). As escrituras públicas (cartórios) são documentos AD ETERNUM, não se alteram. A Carteira de Identidade continuará valendo sem a necessidade de retirar uma nova. Afinal, até hoje tem gente com a Carteira de Identidade de Mato Grosso. Para os novos documentos (nascimentos, emplacamentos de veículos, etc.) já sairão com o novo nome. Quanto às placas dos veículos, que hoje são definitivas, só irão trocar a tarjeta, pois a mesma contém a sigla MS que será substituída pela sigla PN, no momento em que for fazer o licenciamento anual de cada veículo. Haverá um período de transição, como houve na criação do MS. Ninguém será obrigado a mudar seus documentos ou impressos de imediato. Portanto, os argumentos de que teríamos que trocar todos os documentos públicos, Carteira de Identidade, escrituras cartorárias, placas dos automóveis, talões de notas fiscais, são inconsistentes.
Em nossos estudos e avaliações, os benefícios serão imensamente superiores, a começar pelo nome, reconhecimento, auto-estima, mídia gratuita e, principalmente, a questão financeira. Enfim, seremos a “novidade”, o estado da ecologia e da preservação, do compromisso com o ambiente inteiro. Este será o estado do PANTANAL-PN.
6. O Senhor considera que se o nome do Estado fosse Estado do Pantanal, nós teríamos ganhado na escolha das sub-sedes? Pois seria muito declarado o estado que representaria o Pantanal e assim a FIFA teria que escolher Cuiabá e Campo Grande para não ficar muito na cara a ação do "tapetão" político.
R: Se tivéssemos o nome PANTANAL-PN, acredito que seria mais difícil a escolha, até porque Mato Grosso é um estado literalmente amazônico (segue a legislação ambiental da amazônia, faz parte da SUDAM e seu território é composto de: 47% de floresta amazônica, 35% de cerrado, 12% de campos e somente 6% de pantanal), porém, abriria uma grande chance de, os dois estados, numa parceria bem forte, promoverem juntos a sub-sede pantaneira da Copa do Mundo. Hoje, depois de tantas acusações e repúdios, tenho minhas dúvidas em futuras parcerias.
Que fique bem claro: somente nome não ganha nada! Foram diversos fatores, entre eles, competência profissional na articulação e desenvolvimento do projeto, planejamento estratégico e, principalmente, articulação política.
O momento é agora, não de revanchismo, mas de afirmação. Ou fazemos algo muito forte ou cairemos no anonimato, pois o maior legado que a mãe natureza nos deu, o PANTANAL, ao que parece já tem dono, isto se não fizermos algo rápido e afirmativo, que possa resgatar nossa verdadeira condição de estado pantaneiro.
7. Por que existe pessoas contra a mudança do nome? E quem são elas?
R: A beleza da vida está no plural, na diversidade. O que seria do azul se todos gostassem do verde? O debate de idéias é o melhor caminho para as decisões seguras e bem pensadas. A resistência à mudança é natural do ser humano. Ele adora zona de conforto. Com todo respeito aos contrários, a mudança só não ocorreu pela falta de conhecimento, informação e esclarecimento à população sobre o assunto.
8. O Senhor considera Mato Grosso do Sul com mais potencial que Mato Grosso?
R: De forma alguma. São estados mais complementares que diferentes, com uma origem comum, e grandes potencialidades.
Não podemos negar as grandes potencialidades de Mato Grosso com quase três vezes a área territorial que a nossa, fazendo parte da região amazônica e com progresso pujante. Mato Grosso do Sul não fica atrás em nada. É também um estado com vocação para o agronegócio e o turismo, isto sem falar nas suas riquezas minerais. Estamos localizados estrategicamente ao lado de São Paulo, com uma estrutura logística que, muito em breve, será uma das mais importantes do país.
9. Qual a sua opinião em relação à escolha da FIFA? Por que MT e não MS, já que o Pantanal é aqui e eles queriam um estado que abrangesse o Pantanal?
R: É bom que se esclareça. Mato Grosso do Sul possui 2/3 (dois terços) do pantanal e esta região representa 25% do território sul-mato-grossense, ao passo que Mato Grosso possui 1/3 (um terço) do pantanal e representa apenas 6% de seu território.
A definição da FIFA por Mato Grosso foi em virtude das articulações bem alicerçadas entre o presidente da CBF, Sr. Ricardo Teixeira, governador do MT e o presidente da FIFA. . É bom que se diga que a Copa do Mundo seria realizada em apenas 10 cidades. Para chegar a 12 cidades criaram um pretexto criativo e inteligente, uma Copa Ecológica onde teríamos uma sub-sede na Amazônia e outra no Pantanal. Assim foi feito contemplando Cuiabá e Manaus.
10. Em sua opinião, como será a reação do Brasil se acontecer a mudança do nome? Pois hoje a própria mídia nacional confunde, ao citar o MS, com o MT, o Senhor acha que seria mais fácil para as pessoas de outros estados identificarem o MS como Estado do Pantanal?
R: Acredito que a reação brasileira será altamente positiva, pois o povo brasileiro começa a ter a dimensão do que representa este nome para nós e o mundo. A confusão irá acabar. Seremos um estado único com este nome. Ganharemos mídia local, nacional e internacional, facilitando a memorização e localização geográfica do estado do PANTANAL-PN.
11. Essa falta de identidade que o MS sofre acarreta algum tipo de prejuízo para o Estado?
R: Claro que sim! Como construir uma identidade, ter credibilidade, reconhecimento sem que tenha um nome? A todo instante somos confundidos ou tratados como se fôssemos o mesmo estado. Não existe um só evento por aqui em que não somos constrangidos ou constringimos alguém. Estamos nos tornando um povo deselegante, mal educado, raivoso e vaiando a todos que por aqui passam ou são convidados para alguma atividade e nos chamam pelo nome de Mato Grosso. Temos ou não este nome? Somos xarás do vizinho estado, mas com uma pequena diferença: colocaram-nos um “DO SUL” que não existe, já que somos do Centro Oeste; não cola, porque não temos o contra ponto “DO NORTE” e ninguém fala por ser um nome “tri composto” e muito extenso.
As pessoas que desejarem expor suas opiniões podem entrar em contato com Wagner Sávio através dos endereços eletrônicos: wagnersavio@hotmail.com, estadodopantanal.pn@gmail.com e contato@pioneirotour.com.br
JOGO ABERTO
(Campogrande.com)
Tiro pela culatra
Favorável à manutenção do nome de MS, Marquinhos Trad tentou, em vão, usar Matogrosso, da dupla Matogrosso e Mathias, em seu programa na TV, para mostrar que nem todos confundem o nome do Estado. Perguntou se o cantor sabia onde estava. “Em Campo Grande, Mato Grosso”, respondeu.
Audiência
Quem assistiu e contou na tribuna foi o deputado estadual Amarildo Cruz (PT). Na hora, Márcio Fernandes (PSDB) acabou revelando que também assiste ao programa, ao contar que também viu a confusão.
Marketeiro
Defensor da mudança de nome, Antônio Carlos Arroyo (PR) disse, em outras palavras, que o colega Zé Teixeira (DEM) estava “enrolado” se fosse publicitário. Para o republicano, dizer que a troca de nome do Estado não tem relevância é “assassinar” um dos principais conceitos do Marketing: a marca.
A marca
Para exemplificar seu pensamento, Arroyo usou como exemplo a Coca-Cola. Questionou Zé Teixeira se o refrigerante seria tão comprado no mundo inteiro se a marca fosse trocada.
Grife de luxo
Arroyo defendeu sua idéia com unhas e dentes, afirmando que não trocar o nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal é jogar no lixo a grife de um dos principais biomas do mundo.
(Campogrande.com)
Tiro pela culatra
Favorável à manutenção do nome de MS, Marquinhos Trad tentou, em vão, usar Matogrosso, da dupla Matogrosso e Mathias, em seu programa na TV, para mostrar que nem todos confundem o nome do Estado. Perguntou se o cantor sabia onde estava. “Em Campo Grande, Mato Grosso”, respondeu.
Audiência
Quem assistiu e contou na tribuna foi o deputado estadual Amarildo Cruz (PT). Na hora, Márcio Fernandes (PSDB) acabou revelando que também assiste ao programa, ao contar que também viu a confusão.
Marketeiro
Defensor da mudança de nome, Antônio Carlos Arroyo (PR) disse, em outras palavras, que o colega Zé Teixeira (DEM) estava “enrolado” se fosse publicitário. Para o republicano, dizer que a troca de nome do Estado não tem relevância é “assassinar” um dos principais conceitos do Marketing: a marca.
A marca
Para exemplificar seu pensamento, Arroyo usou como exemplo a Coca-Cola. Questionou Zé Teixeira se o refrigerante seria tão comprado no mundo inteiro se a marca fosse trocada.
Grife de luxo
Arroyo defendeu sua idéia com unhas e dentes, afirmando que não trocar o nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal é jogar no lixo a grife de um dos principais biomas do mundo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Movimento Empresarial é a favor da mudança de nome do Estado
O Movimento Empresarial pela Mudança do Nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal entregou um manifesto, na manhã desta terça-feira, aos deputados estaduais. O coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, Wagner Sávio, ocupou a tribuna, por proposição do deputado estadual Diogo Tita (PMDB), para falar do movimento.
A mudança de nome é apoiada pelas federações da Indústria (Fiems), do Comércio (Fecomércio), das Câmara dos Dirigentes Lojistas, de Associações Comerciais, do trade turístico, entre outros.
Sávio destacou que o documento é um "ato de amor ao nosso Estado". "Não temos identidade lá fora", frisou, sobre a constante confusão feita com o vizinho Mato Grosso. "Não temos o contraponto do norte, vamos ser para sempre Mato Grosso", lamentou.
Ele destacou que nenhuma via da Capital se chama Mato Grosso do Sul, enquanto uma das principais avenidas da cidade faz homenagem ao Mato Grosso. Sobre a confusão, ele citou o Tocantins, que apesar da recente criação, não é confundido com Goiás.
Sobre a denominação Pantanal, ele explicou que se trata de um nome mágico e mercadológico. Contou que na Paraíba, sua terra natal, vários estabelecimentos comerciais se chamam Pantanal.
Wagner Sávio é o coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, criada há 10 anos, e do Movimento Empresarial instituído no ano passado.
Autor: Edivaldo Bitencourt
(www.jusbrasil.com.br/noticias)
O Movimento Empresarial pela Mudança do Nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal entregou um manifesto, na manhã desta terça-feira, aos deputados estaduais. O coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, Wagner Sávio, ocupou a tribuna, por proposição do deputado estadual Diogo Tita (PMDB), para falar do movimento.
A mudança de nome é apoiada pelas federações da Indústria (Fiems), do Comércio (Fecomércio), das Câmara dos Dirigentes Lojistas, de Associações Comerciais, do trade turístico, entre outros.
Sávio destacou que o documento é um "ato de amor ao nosso Estado". "Não temos identidade lá fora", frisou, sobre a constante confusão feita com o vizinho Mato Grosso. "Não temos o contraponto do norte, vamos ser para sempre Mato Grosso", lamentou.
Ele destacou que nenhuma via da Capital se chama Mato Grosso do Sul, enquanto uma das principais avenidas da cidade faz homenagem ao Mato Grosso. Sobre a confusão, ele citou o Tocantins, que apesar da recente criação, não é confundido com Goiás.
Sobre a denominação Pantanal, ele explicou que se trata de um nome mágico e mercadológico. Contou que na Paraíba, sua terra natal, vários estabelecimentos comerciais se chamam Pantanal.
Wagner Sávio é o coordenador da Liga Pró Estado do Pantanal, criada há 10 anos, e do Movimento Empresarial instituído no ano passado.
Autor: Edivaldo Bitencourt
(www.jusbrasil.com.br/noticias)
Indústria e pecuária querem trocar nome MS por Pantanal
Terça-feira, 16 de Junho de 2009 13:05
Paulo Fernandes
(Campogrande.com)
A presidência da Assembléia Legislativa recebeu, nesta terça-feira, um documento em prol da mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal assinado por presidentes de 24 entidades, incluindo Fiems, Famasul e Fecomércio.
Além das federações da Indústria, da Agricultura e Pecuária, e do Comércio; o documento conta com as assinaturas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul, Sebrae/MS, Sindicato do Comércio Varejista e CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande).
Outros nomes de destaque no documento são dos presidentes do Sindicato do Comércio Varejista, Abrasel/MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Acrissul (Associação dos Criadores de MS) e ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).
No entendimento dessas entidades, a mudança será importante para o desenvolvimento econômico do Estado, possui uma justificativa geográfica e acaba com a confusão semântica com o vizinho MT.
Alguns deputados estaduais encabeçam um movimento pela mudança do nome de Mato Grosso do Sul, mas a proposta não tem unanimidade na Casa de Leis. Eles estudam a possibilidade de fazer um plebiscito em favor da troca de nome.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009 13:05
Paulo Fernandes
(Campogrande.com)
A presidência da Assembléia Legislativa recebeu, nesta terça-feira, um documento em prol da mudança do nome de Mato Grosso do Sul para Estado do Pantanal assinado por presidentes de 24 entidades, incluindo Fiems, Famasul e Fecomércio.
Além das federações da Indústria, da Agricultura e Pecuária, e do Comércio; o documento conta com as assinaturas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul, Sebrae/MS, Sindicato do Comércio Varejista e CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande).
Outros nomes de destaque no documento são dos presidentes do Sindicato do Comércio Varejista, Abrasel/MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Acrissul (Associação dos Criadores de MS) e ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).
No entendimento dessas entidades, a mudança será importante para o desenvolvimento econômico do Estado, possui uma justificativa geográfica e acaba com a confusão semântica com o vizinho MT.
Alguns deputados estaduais encabeçam um movimento pela mudança do nome de Mato Grosso do Sul, mas a proposta não tem unanimidade na Casa de Leis. Eles estudam a possibilidade de fazer um plebiscito em favor da troca de nome.
16/06/2009 13:24
Plebiscito sobre mudança do nome do Estado já tem apoio manifesto de 13 deputados
Fernanda Brigatti e Valdelice Bonifácio
(Midiamax.com)
Terminou há pouco a reunião sobre a mudança do nome do Estado para Pantanal, realizada na Presidência da Assembleia Legislativa. O encontro não resultou em qualquer encaminhamento prático sobre o assunto, mas segundo o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR), que encabeçou os debates, o principal resultado da reunião foi a manifestação de 13 parlamentares como favoráveis à realização de um plebiscito sobre a mudança.
Arroyo acredita ainda que o número chegue a 18. Além dele, também se apresentaram favoráveis ao referendo Ary Rigo (PDT), Celina Jallad (PMDB), Paulo Correa (PR), Cel Ivan (PDT), os tucanos Marcio Fernandes, Rinaldo Modesto, Dione Hashioka e Reinaldo Azambuja e os petistas Pedro Kemp, Pedro Teruel, Paulo Duarte e Amarildo Cruz.
Nem todos os que defenderam a realização do plebiscito, no entanto, são favoráveis à mudança de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Celina Jallad e Dione Hashioka, ambas a favor do referendo, se manifestaram à reportagem do Midiamax contrárias à modificação.
Além delas, também são contra a mudança do nome os deputados Zé Teixeira (DEM), Marquinhos Trad (PMDB), Antonio Braga (PDT), Onevan de Matos (PDT), o presidente da Assembleia Jerson Domingos (PMDB), Mauricio Picarelli (PMDB), Junior Mochi (PMDB) e Youssif Domigos (PMDB).
Ao todo, outros 11 se manifestaram a favor da mudança. Dois parlamentares se disseram ainda indecisos: Pedro Teruel e Reinaldo Azambuja; e Londres Machado (PR) não foi consultado, por não ter sido localizado.
O procedimento
Antonio Carlos Arroyo explica que a intenção é realizar o plebiscito junto das eleições de 2010, não representando qualquer custo extra ao sistema eleitoral. Se os deputados chegarem a um consenso sobre o assunto, a Assembleia deve encaminhar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um solicitação para haja a convocação do plebiscito.
De acordo com o parlamentar, o entrave pode ser as disposições da Constituição Estadual. No entendimento dele, após consulta à assessoria jurídica da Casa, é que o plebiscito pode ser solicitado após a aprovação de uma alteração na Constituição. Para que uma emenda seja aprovada, seria necessária a maioria simples dos votos, ou seja, 13.
Plebiscito sobre mudança do nome do Estado já tem apoio manifesto de 13 deputados
Fernanda Brigatti e Valdelice Bonifácio
(Midiamax.com)
Terminou há pouco a reunião sobre a mudança do nome do Estado para Pantanal, realizada na Presidência da Assembleia Legislativa. O encontro não resultou em qualquer encaminhamento prático sobre o assunto, mas segundo o deputado estadual Antonio Carlos Arroyo (PR), que encabeçou os debates, o principal resultado da reunião foi a manifestação de 13 parlamentares como favoráveis à realização de um plebiscito sobre a mudança.
Arroyo acredita ainda que o número chegue a 18. Além dele, também se apresentaram favoráveis ao referendo Ary Rigo (PDT), Celina Jallad (PMDB), Paulo Correa (PR), Cel Ivan (PDT), os tucanos Marcio Fernandes, Rinaldo Modesto, Dione Hashioka e Reinaldo Azambuja e os petistas Pedro Kemp, Pedro Teruel, Paulo Duarte e Amarildo Cruz.
Nem todos os que defenderam a realização do plebiscito, no entanto, são favoráveis à mudança de Mato Grosso do Sul para Pantanal. Celina Jallad e Dione Hashioka, ambas a favor do referendo, se manifestaram à reportagem do Midiamax contrárias à modificação.
Além delas, também são contra a mudança do nome os deputados Zé Teixeira (DEM), Marquinhos Trad (PMDB), Antonio Braga (PDT), Onevan de Matos (PDT), o presidente da Assembleia Jerson Domingos (PMDB), Mauricio Picarelli (PMDB), Junior Mochi (PMDB) e Youssif Domigos (PMDB).
Ao todo, outros 11 se manifestaram a favor da mudança. Dois parlamentares se disseram ainda indecisos: Pedro Teruel e Reinaldo Azambuja; e Londres Machado (PR) não foi consultado, por não ter sido localizado.
O procedimento
Antonio Carlos Arroyo explica que a intenção é realizar o plebiscito junto das eleições de 2010, não representando qualquer custo extra ao sistema eleitoral. Se os deputados chegarem a um consenso sobre o assunto, a Assembleia deve encaminhar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um solicitação para haja a convocação do plebiscito.
De acordo com o parlamentar, o entrave pode ser as disposições da Constituição Estadual. No entendimento dele, após consulta à assessoria jurídica da Casa, é que o plebiscito pode ser solicitado após a aprovação de uma alteração na Constituição. Para que uma emenda seja aprovada, seria necessária a maioria simples dos votos, ou seja, 13.
Documento das classes produtoras aos deputados
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DEPUTADOS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
As entidades representativas das classes empresariais e produtivas do Estado atualmente denominado Mato Grosso do Sul, através de seus representantes legais que assinam em conjunto, no mais completo exercício de cidadania e tendo em vista sua importância para o desenvolvimento econômico do Estado, vem mui respeitosamente solicitar a inclusão nos debates políticos que se iniciam visando a mudança da denominação oficial de nosso Estado, trabalho este iniciado em 2008 pelo movimento empresarial pela mudança do nome e Liga Pró Estado do Pantanal –PN, visando a união dos setores econômicos do estado como turismo, o agronegócio, a indústria e o comércio para “Estado do PANTANAL, com a sigla PN.
É sábio que dois terços deste estão em território sul-mato-grossense. Trata-se de um ecossistema com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, situado no Sul de MT e no noroeste de MS, no Brasil, além de englobar pequena parte do norte do Paraguai e leste da Bolívia (lá chamado chaco) e considerado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera. O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Geograficamente localiza-se no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área brasileira é de 138.183 km quadrados, com 65% de seu território no Estado de MS e 35% no MT. Não é um pântano como o nome pode sugerir. É, na verdade, uma planície pluvial irrigada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, cujo ciclo interminável de cheias e secas é a fonte perene de vida a flora e fauna de rara beleza. Influenciada por quatro grandes biomas de vegetação, amazônica, cerrado, pantanal e mata atlântica.
Deixando a geografia de lado e passando ao lado prático da polêmica que envolve este que é um dos mais novos Estados da federação e que até hoje busca sua real identidade, tentando se desvencilhar de uma vez por todas do cordão umbilical que o liga ao antigo Mato Grosso. O principal obstáculo neste sentido tem sido o nome do Estado, através do qual se torna quase impossível desvincular um do outro. Fonte de polêmica, o nome Mato Grosso do Sul é constantemente ignorado internacionalmente e no Braisil afora, já que nos principais grandes centros brasileiros, onde estão sediadas as principais redes nacionais de TV, revistas e jornais de circulação nacional, a mídia não consegue dissociar o MS do MT.
Esta Assembléia, honorável Casa de Leis, tem calcado sua função típica que legislar, na tradução de leis que alcancem o sentimento social, o apelo da voz do povo diante de um fato ocorrido em sociedade, que tenha elevado valor e traga uma mudança social que necessita de normatização. Registre-se que o debate acima citado deva ser despartidarizado e se torne realmente um tema democrático, em que todos os segmentos reflitam o opinem para que, enfim, se tome uma decisão de bom senso.
Manifestamo-nos unidos neste documento como legítimos geradores e gestores de riquezas econômicas de nosso Estado, formadores de opinião pública e agentes do desenvolvimento. Somos transformadores sociais através da empregabilidade gerada em nossas respectivas atividades e a nossa intenção é de colaborar junto à administração pública e toda a sociedade, dentro de um regime democrático e de direito para o aprimoramento do debate sobre esta importante questão, vital para o futuro de nosso Estado, principalmente no que tange à nossa identidade e questão econômica.
Pugna pelo discernimento, pela sabedoria e, sobretudo, pela sensibilidade dos Senhores Deputados para a condução deste debate exposto como correção de equívocos semânticos, histórico e geográfico ocorrido quando nomeou-se de “Mato Grosso do Sul,” nossa unidade federativa.
Na oportunidade, as entidades abaixo manifestam os protestos de elevada consideração e distinto apreço.
Campo Grande, 08 de junho de 2009
Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – FIEMS
Sergio Longen, Presidente
Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul – FAMASUL
Ademar da Silva Júnior, Presidente
Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul – FECOMERCIO
Edson de Araújo, Presidente
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul – FCDLMS
Álvaro José Fialho, Presidente
Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul – FAEMS
Leocir Paulo Mnotagna, Presidente
Federação do Conventions Bureaus
Marco Antonio Lemos, Presidente
Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de MS – SEBRAE-MS
Luis Cláudio Sabedottti Fornari
Presidente do Conselho
Sindicato do Comércio Varejista de Mato Grosso do Sul – SINDIVAREJO
Edson de Araújo, Presidente
Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande – CDLCG
Ricardo Massaharu Kuninari, Presidente
Convention Bureau
Paulo Roberto Hans
Presidente
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASELMS
Paulo Ortiz, Presidente
Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul – ACRISSUL
Francisco Maia, Presidente
Associação Comercial e Industrial de Mato Grosso do Sul ACICG
Luiz Fernando Buainain, Presidente
Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis em MS – ABLASMS
Marco Antonio Lemos, Presidente
Liga Pró-Estado do Pantanal
Wagner Sávio Severino dos Santos
Coordenador Geral
Associação Brasileira de Indústrias de Hotéis em MS – ABIHMS
Cristina Busse, Presidente
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Mato Grosso do Sul – CREA MS
Jary de Castro, Presidente
ATRATUR
Elizabeth Coelho
SINDIMÓVEIS MS
Renato P. Brum
Associação Rural de Miranda
Gerson Prata Junior
ABAV MS
Marta Rocha
FORUM PANTANAL
CONTUR BODOQUENA
Acylino M. Resende
Grupo de Operadores de Turismo de MS – GOPAN MS
Lílian Saad
Associação dos Produtores de Arroz de MS e Irrigados
Roberto Coelho
As entidades representativas das classes empresariais e produtivas do Estado atualmente denominado Mato Grosso do Sul, através de seus representantes legais que assinam em conjunto, no mais completo exercício de cidadania e tendo em vista sua importância para o desenvolvimento econômico do Estado, vem mui respeitosamente solicitar a inclusão nos debates políticos que se iniciam visando a mudança da denominação oficial de nosso Estado, trabalho este iniciado em 2008 pelo movimento empresarial pela mudança do nome e Liga Pró Estado do Pantanal –PN, visando a união dos setores econômicos do estado como turismo, o agronegócio, a indústria e o comércio para “Estado do PANTANAL, com a sigla PN.
É sábio que dois terços deste estão em território sul-mato-grossense. Trata-se de um ecossistema com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, situado no Sul de MT e no noroeste de MS, no Brasil, além de englobar pequena parte do norte do Paraguai e leste da Bolívia (lá chamado chaco) e considerado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera. O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Geograficamente localiza-se no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área brasileira é de 138.183 km quadrados, com 65% de seu território no Estado de MS e 35% no MT. Não é um pântano como o nome pode sugerir. É, na verdade, uma planície pluvial irrigada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, cujo ciclo interminável de cheias e secas é a fonte perene de vida a flora e fauna de rara beleza. Influenciada por quatro grandes biomas de vegetação, amazônica, cerrado, pantanal e mata atlântica.
Deixando a geografia de lado e passando ao lado prático da polêmica que envolve este que é um dos mais novos Estados da federação e que até hoje busca sua real identidade, tentando se desvencilhar de uma vez por todas do cordão umbilical que o liga ao antigo Mato Grosso. O principal obstáculo neste sentido tem sido o nome do Estado, através do qual se torna quase impossível desvincular um do outro. Fonte de polêmica, o nome Mato Grosso do Sul é constantemente ignorado internacionalmente e no Braisil afora, já que nos principais grandes centros brasileiros, onde estão sediadas as principais redes nacionais de TV, revistas e jornais de circulação nacional, a mídia não consegue dissociar o MS do MT.
Esta Assembléia, honorável Casa de Leis, tem calcado sua função típica que legislar, na tradução de leis que alcancem o sentimento social, o apelo da voz do povo diante de um fato ocorrido em sociedade, que tenha elevado valor e traga uma mudança social que necessita de normatização. Registre-se que o debate acima citado deva ser despartidarizado e se torne realmente um tema democrático, em que todos os segmentos reflitam o opinem para que, enfim, se tome uma decisão de bom senso.
Manifestamo-nos unidos neste documento como legítimos geradores e gestores de riquezas econômicas de nosso Estado, formadores de opinião pública e agentes do desenvolvimento. Somos transformadores sociais através da empregabilidade gerada em nossas respectivas atividades e a nossa intenção é de colaborar junto à administração pública e toda a sociedade, dentro de um regime democrático e de direito para o aprimoramento do debate sobre esta importante questão, vital para o futuro de nosso Estado, principalmente no que tange à nossa identidade e questão econômica.
Pugna pelo discernimento, pela sabedoria e, sobretudo, pela sensibilidade dos Senhores Deputados para a condução deste debate exposto como correção de equívocos semânticos, histórico e geográfico ocorrido quando nomeou-se de “Mato Grosso do Sul,” nossa unidade federativa.
Na oportunidade, as entidades abaixo manifestam os protestos de elevada consideração e distinto apreço.
Campo Grande, 08 de junho de 2009
Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – FIEMS
Sergio Longen, Presidente
Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul – FAMASUL
Ademar da Silva Júnior, Presidente
Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul – FECOMERCIO
Edson de Araújo, Presidente
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul – FCDLMS
Álvaro José Fialho, Presidente
Federação das Associações Comerciais de Mato Grosso do Sul – FAEMS
Leocir Paulo Mnotagna, Presidente
Federação do Conventions Bureaus
Marco Antonio Lemos, Presidente
Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de MS – SEBRAE-MS
Luis Cláudio Sabedottti Fornari
Presidente do Conselho
Sindicato do Comércio Varejista de Mato Grosso do Sul – SINDIVAREJO
Edson de Araújo, Presidente
Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande – CDLCG
Ricardo Massaharu Kuninari, Presidente
Convention Bureau
Paulo Roberto Hans
Presidente
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASELMS
Paulo Ortiz, Presidente
Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul – ACRISSUL
Francisco Maia, Presidente
Associação Comercial e Industrial de Mato Grosso do Sul ACICG
Luiz Fernando Buainain, Presidente
Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis em MS – ABLASMS
Marco Antonio Lemos, Presidente
Liga Pró-Estado do Pantanal
Wagner Sávio Severino dos Santos
Coordenador Geral
Associação Brasileira de Indústrias de Hotéis em MS – ABIHMS
Cristina Busse, Presidente
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Mato Grosso do Sul – CREA MS
Jary de Castro, Presidente
ATRATUR
Elizabeth Coelho
SINDIMÓVEIS MS
Renato P. Brum
Associação Rural de Miranda
Gerson Prata Junior
ABAV MS
Marta Rocha
FORUM PANTANAL
CONTUR BODOQUENA
Acylino M. Resende
Grupo de Operadores de Turismo de MS – GOPAN MS
Lílian Saad
Associação dos Produtores de Arroz de MS e Irrigados
Roberto Coelho
sábado, 13 de junho de 2009
Pantanal, por que você é contra?
PANTANAL, POR QUE VOCÊ É CONTRA?
O principal argumento dos adversários do Estado do Pantanal era a sigla PT. O próprio conselho da OAB, alhures, rejeitou seu apoio à mudança com base em parecer onde o relator arguiu o perigo de trocar-mos o Estado do MS pelo Estado do PT. Desfeito o deliberado equívoco, com a classificação de PN como sigla oficial do novo Estado, a oposição repete, entre outras a gasta desculpa de que o Pantanal não é um nome apropriado porque a planície alagada não tem nada a ver com Campo Grande, Paranaíba, Mundo Novo, Iguatemi, Dourados e Nova Andradina. Esquece que o rio Paraná também não banha Curitiba, Ponta Grossa e Londrina, nem por isso o Estado teve que escolher outro nome. Aponta-se ainda como justificação definitiva de impedimento o fato do Pantanal pertencer também a Mato Grosso e à Bolívia e ao Paraguai. Mesmo que o nosso Estado não detivesse cerca de dois terços do Pantanal nada obstaria a sua adoção. Com efeito, poderiamos citar inúmeros exemplos, mas fiquemos ainda com o rio Paraná, que além do Estado que lhe tomou o nome emprestado, banha São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Esta semana, o deputado Marquinhos Trad viajou na verborréia ao lamentar estímulos mercadológicos para alterar a nomenclatura oficial do Estado. Do ponto de vista ético e moral não seria nenhuma ilicitude, fazer uso proveitoso do nome do Estado, principalmente quando se tem um extraordinário grife como o Pantanal. Exemplo a ser seguido é o Brasil, que se chamou Terra de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, antes desta sua denominação definitiva, com motivação nitidamente comercial, já que a caesalpina echinata (planta que lhe deu o nome) foi o seu primeiro produto de exportação. O vereador Lídio de Campo Grande, perdido nas altercações nervosas de um discurso difuso, chegou a apelar para a dispensável agressão verbal, ao qualificar de desocupados aqueles que defendem a mundança do nome. Com a palavra, quem tiver o que falar.
O principal argumento dos adversários do Estado do Pantanal era a sigla PT. O próprio conselho da OAB, alhures, rejeitou seu apoio à mudança com base em parecer onde o relator arguiu o perigo de trocar-mos o Estado do MS pelo Estado do PT. Desfeito o deliberado equívoco, com a classificação de PN como sigla oficial do novo Estado, a oposição repete, entre outras a gasta desculpa de que o Pantanal não é um nome apropriado porque a planície alagada não tem nada a ver com Campo Grande, Paranaíba, Mundo Novo, Iguatemi, Dourados e Nova Andradina. Esquece que o rio Paraná também não banha Curitiba, Ponta Grossa e Londrina, nem por isso o Estado teve que escolher outro nome. Aponta-se ainda como justificação definitiva de impedimento o fato do Pantanal pertencer também a Mato Grosso e à Bolívia e ao Paraguai. Mesmo que o nosso Estado não detivesse cerca de dois terços do Pantanal nada obstaria a sua adoção. Com efeito, poderiamos citar inúmeros exemplos, mas fiquemos ainda com o rio Paraná, que além do Estado que lhe tomou o nome emprestado, banha São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Esta semana, o deputado Marquinhos Trad viajou na verborréia ao lamentar estímulos mercadológicos para alterar a nomenclatura oficial do Estado. Do ponto de vista ético e moral não seria nenhuma ilicitude, fazer uso proveitoso do nome do Estado, principalmente quando se tem um extraordinário grife como o Pantanal. Exemplo a ser seguido é o Brasil, que se chamou Terra de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, antes desta sua denominação definitiva, com motivação nitidamente comercial, já que a caesalpina echinata (planta que lhe deu o nome) foi o seu primeiro produto de exportação. O vereador Lídio de Campo Grande, perdido nas altercações nervosas de um discurso difuso, chegou a apelar para a dispensável agressão verbal, ao qualificar de desocupados aqueles que defendem a mundança do nome. Com a palavra, quem tiver o que falar.
Outra digressão dos opositores ao Estdo do Pantanal diz respeito à vinculação histórica. Alegam que esta região sempre foi conhecida como Mato Grosso, portanto, nada mais adequado que o Mato Grosso DO SUL.
É exatamente o nó da vinculação histórica que estamos querendo desatar com a mudança. O Paraná, quando desmembrou-se de São Paulo em 1853, não cogitou a idéia de chamar-se São Paulo do Sul e os habitantes do novíssimo Estado de Tocantins não reivindicaram o Goiás do Norte, por conta dos vínculos que unia o povo goiano. Este vínculo histórico preservado na divisão de Mato Grosso é que tem impedido nossa identificação própria. Estamos condenados a ser sempre um apêndice de Mato Grosso (o do Sul) e até admitindo a submissão geográfica, quando temos que utilizar o gentilico sul-mato-grossense, como se fôssemos do Sul de Mato Grosso.
Este Mato Grosso continua entalado na garganta de nossa história. Ou mudamos ou reunificamos.
É exatamente o nó da vinculação histórica que estamos querendo desatar com a mudança. O Paraná, quando desmembrou-se de São Paulo em 1853, não cogitou a idéia de chamar-se São Paulo do Sul e os habitantes do novíssimo Estado de Tocantins não reivindicaram o Goiás do Norte, por conta dos vínculos que unia o povo goiano. Este vínculo histórico preservado na divisão de Mato Grosso é que tem impedido nossa identificação própria. Estamos condenados a ser sempre um apêndice de Mato Grosso (o do Sul) e até admitindo a submissão geográfica, quando temos que utilizar o gentilico sul-mato-grossense, como se fôssemos do Sul de Mato Grosso.
Este Mato Grosso continua entalado na garganta de nossa história. Ou mudamos ou reunificamos.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Até as pessoas mudam de nome
Segundo esse leitor, para tornar uma pessoa conhecida não precisa mudar o nome dessa mesma pessoa, bastaria divulgar seu nome.(
Este tem sido um dos argumentos dos adversários do Estado do Pantanal. No caso de Mato Grosso do Sul não adianta divulgar. A tendência é simplificar, reduzir. Os nomes longos, mesmo quando muito bonitos, tendem a perder um pedaço ou simplesmente serem trocados por apelidos, alguns até de mau gosto, mas de fácil assimilação. Cidades com denominações de mais de duas palavras terminam perdendo uma palavra. Ex: São José do Rio Preto (Rio Preto), Ribas do Rio Pardo (Ribas) São Sebastião do Rio de Janeiro (Rio), Dois Irmãos do Buriti (Dois Irmãos). Com os Estados, no Brasil apenas três são compostos de três palavras: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Destes, apenas Mato Grosso do Sul é prejudicado. O grande prejudicado pelo fato de ter um vizinho homônimo muito mais antigo. Os riograndenses (do Sul e do Norte) estão longe um do outro e não competem ente si, logo, não se melindram quando são chamados apenas de Rio Grande.
Em nosso caso só tem uma saída, mudar o nome, como fazem as pessoas quando lhes convem. O Luiz Inácio da Silva virou Lula, o José Orcírio Miranda mudou pra Zeca do PT, José Ribamar é José Sarney, Loester Nunes de Oliveira é simplesmente o Dr. Loester. Aliás, mudar ou alterar o nome é prática corrente entre políticos, artistas de televisão e intérpretes de músicas, notadamente as duplas sertanejas. Assim sendo, não há nenhuma consistênca a tese em discussão. O nome simples e forte, como Pantanal, dispensa inclusive especial divulgação. Já está suficientemente propagado.
Este tem sido um dos argumentos dos adversários do Estado do Pantanal. No caso de Mato Grosso do Sul não adianta divulgar. A tendência é simplificar, reduzir. Os nomes longos, mesmo quando muito bonitos, tendem a perder um pedaço ou simplesmente serem trocados por apelidos, alguns até de mau gosto, mas de fácil assimilação. Cidades com denominações de mais de duas palavras terminam perdendo uma palavra. Ex: São José do Rio Preto (Rio Preto), Ribas do Rio Pardo (Ribas) São Sebastião do Rio de Janeiro (Rio), Dois Irmãos do Buriti (Dois Irmãos). Com os Estados, no Brasil apenas três são compostos de três palavras: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Destes, apenas Mato Grosso do Sul é prejudicado. O grande prejudicado pelo fato de ter um vizinho homônimo muito mais antigo. Os riograndenses (do Sul e do Norte) estão longe um do outro e não competem ente si, logo, não se melindram quando são chamados apenas de Rio Grande.
Em nosso caso só tem uma saída, mudar o nome, como fazem as pessoas quando lhes convem. O Luiz Inácio da Silva virou Lula, o José Orcírio Miranda mudou pra Zeca do PT, José Ribamar é José Sarney, Loester Nunes de Oliveira é simplesmente o Dr. Loester. Aliás, mudar ou alterar o nome é prática corrente entre políticos, artistas de televisão e intérpretes de músicas, notadamente as duplas sertanejas. Assim sendo, não há nenhuma consistênca a tese em discussão. O nome simples e forte, como Pantanal, dispensa inclusive especial divulgação. Já está suficientemente propagado.
Mudança do nome de Mato Grosso do Sul divide população
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Alcindo Rocha - ass. dep. Marcio Fernandes
A discussão sobre a mudança do nome de Mato Grosso do Sul não ganhou apenas o Plenário da Assembleia Legislativa. Depois de vir novamente à tona entre os deputados estaduais também a população tem manifestado suas ideias. A assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa tem recebido desde a semana passada diversos e-mails sobre o tema.
O deputado estadual Marcio Fernandes (PSDB), vice-líder do governo na Assembleia, é favorável à realização de plebiscito para saber o que a população pensa sobre a mudança. Caso a maioria dos sul-mato-grossenses queira a mudança, Marcio Fernandes defende a mudança para Estado de Campo Grande.
O deputado exemplificou que Mato Grosso do Sul seria um caso similar ao de São Paulo e Rio de Janeiro em que coincidem os nomes das unidades federativas com o das capitais. Pantanal, outra possibilidade historicamente aventada, não seria o mais indicado, segundo Marcio Fernandes porque embora a maior parte da região pantaneira seja sul-mato-grossense, o Pantanal é compartilhado com Mato Grosso. A proposta de Estado de Campo Grande não geraria mais conflito com os mato-grossenses.
Além de Estado do Pantanal e Estado de Campo Grande, outras propostas também são aventadas, uma delas é a manutenção de Mato Grosso do Sul, outra seria Estado de Maracaju, também com status de proposta histórica.
A população comenta
Maracaju é o nome defendido pelo douradense José Tibiriça Martins Ferreira. Em e-mail, o advogado José Tibiriçá informa que é estudante de idioma guarani ñandeva. O termo Maracaju teria origem guarani, significando papagaio verde da cabeça amarela. Na verdade, o advogado defende a permanência do nome de Mato Grosso do Sul, ou, na hipótese de mudar, Estado de Maracaju, em homenagem à serra mais importante do nosso Estado.
Guilherme Poli defende Estado do Pantanal. Em artigo publicado na imprensa campo-grandense e encaminhado ao deputado Marcio Fernandes, Guilherme conta sobre um amigo de Florianópolis que lamentou a derrota da Capital catarinense e que o parabenizou porque Mato Grosso foi escolhido. “Esta é uma triste realidade rotineira e cotidiana da ignorância da maior parte da população, que confunde estados tão distintos”, escreve Poli. Ele destaca que a mudança seria importante tanto para a identidade do povo do Estado quanto para a economia, favorecendo o turismo.
O internauta Dioni Loures Coelho também defende a mudança para Estado do Pantanal.
O debate já chegou inclusive a outros Estados, como atesta o e-mail de um leitor de João Pessoa, na Paraíba, para quem é legítimo o desejo de mudança no nome. Para ele, até a dupla Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul deveriam repensar o nome para garantir identidade.
O leitor Valdecy Assis parabeniza os deputados pelo debate, porém, rejeita a proposta de Pantanal. O argumento é similar ao de Marcio Fernandes, o de que a região não é exclusiva de Mato Grosso do Sul. Outro ponto em comum com a sugestão de Marcio Fernandes é quanto à alternativa, Estado de Campo Grande.
Mas nem todos os leitores que se manifestaram são favoráveis. Um leitor usa a analogia com o nome de uma pessoa. Segundo esse leitor, para tornar uma pessoa conhecida não precisa mudar o nome dessa mesma pessoa, bastaria divulgar seu nome. Outro argumento contrário à mudança é que não devemos mudar em razão da ignorância alheia.
O leitor Vilton Amaral manifesta contrariedade com a mudança lembrando, entre outros pontos, questionamento quanto ao custo da mudança e os transtornos para a população. Segundo ele, vai ficar parecendo que a mudança seria em decorrência da derrota para Cuiabá como subsede dos jogos da Copa do Mundo de 2014.
Os leitores não identificados não assinam os textos dos e-mails.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Alcindo Rocha - ass. dep. Marcio Fernandes
A discussão sobre a mudança do nome de Mato Grosso do Sul não ganhou apenas o Plenário da Assembleia Legislativa. Depois de vir novamente à tona entre os deputados estaduais também a população tem manifestado suas ideias. A assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa tem recebido desde a semana passada diversos e-mails sobre o tema.
O deputado estadual Marcio Fernandes (PSDB), vice-líder do governo na Assembleia, é favorável à realização de plebiscito para saber o que a população pensa sobre a mudança. Caso a maioria dos sul-mato-grossenses queira a mudança, Marcio Fernandes defende a mudança para Estado de Campo Grande.
O deputado exemplificou que Mato Grosso do Sul seria um caso similar ao de São Paulo e Rio de Janeiro em que coincidem os nomes das unidades federativas com o das capitais. Pantanal, outra possibilidade historicamente aventada, não seria o mais indicado, segundo Marcio Fernandes porque embora a maior parte da região pantaneira seja sul-mato-grossense, o Pantanal é compartilhado com Mato Grosso. A proposta de Estado de Campo Grande não geraria mais conflito com os mato-grossenses.
Além de Estado do Pantanal e Estado de Campo Grande, outras propostas também são aventadas, uma delas é a manutenção de Mato Grosso do Sul, outra seria Estado de Maracaju, também com status de proposta histórica.
A população comenta
Maracaju é o nome defendido pelo douradense José Tibiriça Martins Ferreira. Em e-mail, o advogado José Tibiriçá informa que é estudante de idioma guarani ñandeva. O termo Maracaju teria origem guarani, significando papagaio verde da cabeça amarela. Na verdade, o advogado defende a permanência do nome de Mato Grosso do Sul, ou, na hipótese de mudar, Estado de Maracaju, em homenagem à serra mais importante do nosso Estado.
Guilherme Poli defende Estado do Pantanal. Em artigo publicado na imprensa campo-grandense e encaminhado ao deputado Marcio Fernandes, Guilherme conta sobre um amigo de Florianópolis que lamentou a derrota da Capital catarinense e que o parabenizou porque Mato Grosso foi escolhido. “Esta é uma triste realidade rotineira e cotidiana da ignorância da maior parte da população, que confunde estados tão distintos”, escreve Poli. Ele destaca que a mudança seria importante tanto para a identidade do povo do Estado quanto para a economia, favorecendo o turismo.
O internauta Dioni Loures Coelho também defende a mudança para Estado do Pantanal.
O debate já chegou inclusive a outros Estados, como atesta o e-mail de um leitor de João Pessoa, na Paraíba, para quem é legítimo o desejo de mudança no nome. Para ele, até a dupla Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul deveriam repensar o nome para garantir identidade.
O leitor Valdecy Assis parabeniza os deputados pelo debate, porém, rejeita a proposta de Pantanal. O argumento é similar ao de Marcio Fernandes, o de que a região não é exclusiva de Mato Grosso do Sul. Outro ponto em comum com a sugestão de Marcio Fernandes é quanto à alternativa, Estado de Campo Grande.
Mas nem todos os leitores que se manifestaram são favoráveis. Um leitor usa a analogia com o nome de uma pessoa. Segundo esse leitor, para tornar uma pessoa conhecida não precisa mudar o nome dessa mesma pessoa, bastaria divulgar seu nome. Outro argumento contrário à mudança é que não devemos mudar em razão da ignorância alheia.
O leitor Vilton Amaral manifesta contrariedade com a mudança lembrando, entre outros pontos, questionamento quanto ao custo da mudança e os transtornos para a população. Segundo ele, vai ficar parecendo que a mudança seria em decorrência da derrota para Cuiabá como subsede dos jogos da Copa do Mundo de 2014.
Os leitores não identificados não assinam os textos dos e-mails.
Estado do Pantanal
Estado do Pantanal
05/06/2009
(midiamax.com)
Hoje recebi um recado de um amigo meu de Santa Catarina, dizendo que estava triste, pois perderam a sub-sede da copa, e ao mesmo tempo falou: -"Mas que bom que vcs ganharam!". Esta e uma triste realidade rotineira e cotidiana da ignorância da maior parte da população, que confunde estados tão distintos.
Percebe-se que estamos sem identidade, haja vista que essa confusão acomete pessoas das mais diferentes classes sociais, com exceção dos nascidos em Mato Grosso do Sul , que lutam contra uma verdadeira maré , por um reconhecimento, aborrecendo-se toda vez que escuta o nome do seu estado natal dito errado, visto que não é difícil escutar em um bate papo uma pessoa falando Campo grande - Mato grosso , e um nativo corrigindo "- DO SUL!! ".
Necessitamos de mudança !
Mas felizmente nossos parlamentares estão com a coragem de mudar esta triste realidade. Principalmente para indústria do turismo, mudar o nome, será um salto para
nossa economia.
Contando que a decisão de uma pessoa viajar a um determinado destino está diretamente ligada ao marketing do lugar, seguido por indicação de amigos. O nosso estado está prestes a tornar-se um fenômeno de marketing , tendo seu nome como ponto de partida para fomentar o turismo e alavancar o estado a nível nacional.
Segundo o especialista em Marketing da agencia MCM de São Paulo, senhor Mario Messagi, seria uma tacada de mestre, pois imagina que em todos os aeroportos, rodoviárias, que saem de São Paulo, Rio de Janeiro, ...etc, vão aparecer Campo Grande-Pantanal, além de contar com a mídia escrita a falada como jornais, revistas, cadastros , impressos, terá sempre a palavra PANTANAL, relacionada a Campo Grande e outros municípios da região.
Para o consumidor a leitura da palavra Pantanal significa "turismo" , então lucramos muito com essa mídia, e que para o exterior é melhor ainda, pois eles conhecem o Brasil através de sua geografia, ou seja, nordeste, Amazônia, Pantanal, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Bahia ... , hoje perdemos estes turistas estrangeiros para o pantanal de MT, pois criou-se a errônea idéia que o pantanal está inteiramente nesse estado, e como excelentes sulmatogrossenses , sabemos que a maior e melhor parte deste valioso destino , encontra-se em nosso estado, MS.
A nossa capital e nossos municípios seriam os únicos do Brasil cujo nome seria um convite para o turismo. Já imaginaram!!!
05/06/2009
(midiamax.com)
Hoje recebi um recado de um amigo meu de Santa Catarina, dizendo que estava triste, pois perderam a sub-sede da copa, e ao mesmo tempo falou: -"Mas que bom que vcs ganharam!". Esta e uma triste realidade rotineira e cotidiana da ignorância da maior parte da população, que confunde estados tão distintos.
Percebe-se que estamos sem identidade, haja vista que essa confusão acomete pessoas das mais diferentes classes sociais, com exceção dos nascidos em Mato Grosso do Sul , que lutam contra uma verdadeira maré , por um reconhecimento, aborrecendo-se toda vez que escuta o nome do seu estado natal dito errado, visto que não é difícil escutar em um bate papo uma pessoa falando Campo grande - Mato grosso , e um nativo corrigindo "- DO SUL!! ".
Necessitamos de mudança !
Mas felizmente nossos parlamentares estão com a coragem de mudar esta triste realidade. Principalmente para indústria do turismo, mudar o nome, será um salto para
nossa economia.
Contando que a decisão de uma pessoa viajar a um determinado destino está diretamente ligada ao marketing do lugar, seguido por indicação de amigos. O nosso estado está prestes a tornar-se um fenômeno de marketing , tendo seu nome como ponto de partida para fomentar o turismo e alavancar o estado a nível nacional.
Segundo o especialista em Marketing da agencia MCM de São Paulo, senhor Mario Messagi, seria uma tacada de mestre, pois imagina que em todos os aeroportos, rodoviárias, que saem de São Paulo, Rio de Janeiro, ...etc, vão aparecer Campo Grande-Pantanal, além de contar com a mídia escrita a falada como jornais, revistas, cadastros , impressos, terá sempre a palavra PANTANAL, relacionada a Campo Grande e outros municípios da região.
Para o consumidor a leitura da palavra Pantanal significa "turismo" , então lucramos muito com essa mídia, e que para o exterior é melhor ainda, pois eles conhecem o Brasil através de sua geografia, ou seja, nordeste, Amazônia, Pantanal, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Bahia ... , hoje perdemos estes turistas estrangeiros para o pantanal de MT, pois criou-se a errônea idéia que o pantanal está inteiramente nesse estado, e como excelentes sulmatogrossenses , sabemos que a maior e melhor parte deste valioso destino , encontra-se em nosso estado, MS.
A nossa capital e nossos municípios seriam os únicos do Brasil cujo nome seria um convite para o turismo. Já imaginaram!!!
Copa 2014: algumas razões para pensar
Copa 2014: algumas razões para pensar
Ângelo Arruda
(midiamax.com)
02/06/2009
A cidade de Campo Grande amanheceu nessa segunda-feira fria e triste. O esperado anúncio das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 não contemplou a Cidade Morena e com isso, lá se foi pelo ralo, um monte de dinheiro público gasto com todo o material que a FIFA exigia de cada uma das cidades que queriam se habilitar. Recursos públicos foram gastos com viagens de pessoal, contratação de publicidade, com eventos, palanques, anúncios nas revistas nacionais, faixas, banners em quantidade, veículos, enfim, uma ação minuciosa do governo municipal e estadual. Poucos empresários arriscaram colocar seu pescoço na empreitada. O que assisti como cidadão foi preocupante. Vamos ao filme. Quando a temporada foi aberta pela Fifa para que as cidades começassem a se colocar como candidatas, nossa capital não estava ainda ligada na matéria. Talvez com aquele receio de capital de uma cidade do centro-oeste, longe dos centros principais e isso nos afugentava para o escanteio. Eis que um vereador desperta para o tema, assina um requerimento – como inúmeros que a Câmara aprova toda semana- e no meio de pedidos de pavimentação de ruas, colocação de ponto de ônibus, troca de luminárias, aparece um para que o município ficasse na linha de frente da Copa 2014 e acordasse para o tema. Como era um requerimento no meio de tantos, pouco se deu atenção. Aliás, a primeira pergunta que devemos fazer é: uma ação dessa de grande envergadura mundial era para ser tratada por um requerimento de vereador ou era para ser tratada como um tema dos governos, dos empresários e da sociedade? Pensem nisso. Mas vamos lá. Eis que a municipalidade acorda e começa a trabalhar. Nesse momento, nossa vizinha Cuiabá, já estava lá no campo, jogando, se apresentando e inclusive, o governador daquele Estado, já tinha ido à Europa com o Presidente Lula, numa enorme comitiva de outros governantes, tratar do assunto Copa 2014. Faço esse preâmbulo, por conta da necessidade que tenho de compreender como duas cidades iguais- as duas tem Pantanal, população equilibrada, ausência de futebol, estádios e meio de transporte deficientes – estavam numa disputa e uma achava sempre que a outra ia perder a peleja. Estavam empatadas, desde o começo percebi isso. Continuando com a análise podemos admitir que a vizinha Cuiabá é mais alegre, que as pessoas adoram sair de casa e curtir a noite mas isso não tem peso no julgamento de uma Fifa para sediar uma Copa do Mundo, com a visibilidade de bilhões de pessoas. Podemos admitir que a rede hoteleira de Campo Grande é melhor, que temos melhores condições de vida e de segurança urbana mas isso não tem peso na decisão. O que os “fifeiros” estavam atrás? O que decidiu por Cuiabá? Quais as razões que o pessoal da Fifa tiveram para fazer a opção pelo Mato Grosso? Começo a desconfiar que a luta pela mudança do nome para Estado do Pantanal, considerada uma aberrração por uma parte dos políticos e da população, começa a fazer a diferença, pois quem conhece o turismo no Pantanal, sabe que o fluxo para o norte é bem maior que o do sul, apesar de Bonito e de Corumbá. Sendo assim começamos a desempatar e para perder. Outro ponto que podemos admitir como importante está relacionado com a infra-estrutura urbana. As duas cidades tem os mesmos problemas de transporte, trânsito e mobilidade urbana com um agravante: Campo Grande perdeu com a retirada dos trilhos do centro e ele passando pela UFMS, a oportunidade de um Metrô de Superfície, conforme pensamos e anunciamos para a cidade no ano de 2004. A retirada dos trilhos foi fatal, para o Trem do Pantanal e para a Copa do Mundo. Alguém deve dar a mão a palmatória à nossa entidade FERROVIVA que estudou o tema e fez uma proposta concreta. Po fim, a vontade política e a vontade do povo das duas cidades. Nesse quesito ganhamos mas tivemos problemas pois acusações cidadãs aconteceram e quando isso acontece, cai o pano fino que nos unia e assim o abismo entre os dois estados cresceu ainda mais. Assim caros leitores, penso que não devemos falar que perdemos pois devemos ensinar que devemos lutar sempre, em função de uma causa. Agora não custa planejar melhor a ação que se quer, cuidar de todos os pontos para que tenhamos sucesso na próxima empreitada. Eu se fosse o prefeito e o governador, não ficaria dizendo que o tapetão ganhou. Não ouvi de nenhum governante que teve sua cidade não contemplada – no caso Goiânia, Florianópolis, Belém, Rio Branco dentre outras, falar que perderam no tapetão. Ao Prefeito a ao Governador, mãos à obra. Outras lutas virão. Quem sabe não devemos inscrever nossa cidade para sediar algum evento internacional ligado à cultura latina, ao meio ambiente, enfim, naquilo que temos de bom? Pois no caso do nosso futebol, ele precisa de apoio e incentivo e nesse momento os governos poderiam começar a fazer a sua parte.
Ângelo Arruda
(midiamax.com)
02/06/2009
A cidade de Campo Grande amanheceu nessa segunda-feira fria e triste. O esperado anúncio das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 não contemplou a Cidade Morena e com isso, lá se foi pelo ralo, um monte de dinheiro público gasto com todo o material que a FIFA exigia de cada uma das cidades que queriam se habilitar. Recursos públicos foram gastos com viagens de pessoal, contratação de publicidade, com eventos, palanques, anúncios nas revistas nacionais, faixas, banners em quantidade, veículos, enfim, uma ação minuciosa do governo municipal e estadual. Poucos empresários arriscaram colocar seu pescoço na empreitada. O que assisti como cidadão foi preocupante. Vamos ao filme. Quando a temporada foi aberta pela Fifa para que as cidades começassem a se colocar como candidatas, nossa capital não estava ainda ligada na matéria. Talvez com aquele receio de capital de uma cidade do centro-oeste, longe dos centros principais e isso nos afugentava para o escanteio. Eis que um vereador desperta para o tema, assina um requerimento – como inúmeros que a Câmara aprova toda semana- e no meio de pedidos de pavimentação de ruas, colocação de ponto de ônibus, troca de luminárias, aparece um para que o município ficasse na linha de frente da Copa 2014 e acordasse para o tema. Como era um requerimento no meio de tantos, pouco se deu atenção. Aliás, a primeira pergunta que devemos fazer é: uma ação dessa de grande envergadura mundial era para ser tratada por um requerimento de vereador ou era para ser tratada como um tema dos governos, dos empresários e da sociedade? Pensem nisso. Mas vamos lá. Eis que a municipalidade acorda e começa a trabalhar. Nesse momento, nossa vizinha Cuiabá, já estava lá no campo, jogando, se apresentando e inclusive, o governador daquele Estado, já tinha ido à Europa com o Presidente Lula, numa enorme comitiva de outros governantes, tratar do assunto Copa 2014. Faço esse preâmbulo, por conta da necessidade que tenho de compreender como duas cidades iguais- as duas tem Pantanal, população equilibrada, ausência de futebol, estádios e meio de transporte deficientes – estavam numa disputa e uma achava sempre que a outra ia perder a peleja. Estavam empatadas, desde o começo percebi isso. Continuando com a análise podemos admitir que a vizinha Cuiabá é mais alegre, que as pessoas adoram sair de casa e curtir a noite mas isso não tem peso no julgamento de uma Fifa para sediar uma Copa do Mundo, com a visibilidade de bilhões de pessoas. Podemos admitir que a rede hoteleira de Campo Grande é melhor, que temos melhores condições de vida e de segurança urbana mas isso não tem peso na decisão. O que os “fifeiros” estavam atrás? O que decidiu por Cuiabá? Quais as razões que o pessoal da Fifa tiveram para fazer a opção pelo Mato Grosso? Começo a desconfiar que a luta pela mudança do nome para Estado do Pantanal, considerada uma aberrração por uma parte dos políticos e da população, começa a fazer a diferença, pois quem conhece o turismo no Pantanal, sabe que o fluxo para o norte é bem maior que o do sul, apesar de Bonito e de Corumbá. Sendo assim começamos a desempatar e para perder. Outro ponto que podemos admitir como importante está relacionado com a infra-estrutura urbana. As duas cidades tem os mesmos problemas de transporte, trânsito e mobilidade urbana com um agravante: Campo Grande perdeu com a retirada dos trilhos do centro e ele passando pela UFMS, a oportunidade de um Metrô de Superfície, conforme pensamos e anunciamos para a cidade no ano de 2004. A retirada dos trilhos foi fatal, para o Trem do Pantanal e para a Copa do Mundo. Alguém deve dar a mão a palmatória à nossa entidade FERROVIVA que estudou o tema e fez uma proposta concreta. Po fim, a vontade política e a vontade do povo das duas cidades. Nesse quesito ganhamos mas tivemos problemas pois acusações cidadãs aconteceram e quando isso acontece, cai o pano fino que nos unia e assim o abismo entre os dois estados cresceu ainda mais. Assim caros leitores, penso que não devemos falar que perdemos pois devemos ensinar que devemos lutar sempre, em função de uma causa. Agora não custa planejar melhor a ação que se quer, cuidar de todos os pontos para que tenhamos sucesso na próxima empreitada. Eu se fosse o prefeito e o governador, não ficaria dizendo que o tapetão ganhou. Não ouvi de nenhum governante que teve sua cidade não contemplada – no caso Goiânia, Florianópolis, Belém, Rio Branco dentre outras, falar que perderam no tapetão. Ao Prefeito a ao Governador, mãos à obra. Outras lutas virão. Quem sabe não devemos inscrever nossa cidade para sediar algum evento internacional ligado à cultura latina, ao meio ambiente, enfim, naquilo que temos de bom? Pois no caso do nosso futebol, ele precisa de apoio e incentivo e nesse momento os governos poderiam começar a fazer a sua parte.
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